31 dezembro 2010

Eva Wilma - repeteco de julho

No último sábado Eva Wilma deu uma baita canja ao encenar para uma pequena, inicialmente encantada e finalmente emocionada platéia composta pelos frequentadores do encontro mensal do , espaço que ela chamou de território livre. O é um projeto de iluminação, estudos ecológicos, mitologia  e astrologia, criado e oferecido por Patricia Mattar Oliva, é o endereço das múltiplas culturas e espiritualidade, ponto certo de encontro dos estudiosos das Humanidades da Vila Madalena. Eva Wilma, a maravilhosa estrela, uma das fundadoras do Teatro de Arena, a encantadora atriz da qual tive o privilégio de presenciar a atuação em um monólogo em que interligou trechos dos personagens que interpretou no teatro. Entre eles, falas de Blanche Dubois de Um Bonde Chamado Desejo (Tennesse Williams), determinado por ela como o personagem mais bem construído que interpretou. A estrela Eva, a encantadora Eva, com sua voz de harmônica presa em uma caixa forrada de veludo cor de creme. Eu a escutava sem compreender como ela vocaliza desta forma rara. Vinha dela o som vibração sendo a abertura para cofres interiores que eu nem sabia portar. É admirável o facínio que um profissional consciente e trabalhador de suas ferramentas pode exercer. Controle respiratório exepcional da experiente atriz, um presente, um momento inesquecivel da interpretação intimísta da atriz, que nasceu em São Paulo no dia 14 de dezembro de 1933, e recentemente, em 2003 foi homenageada pela municipalidade com a inauguração de um teatro com seu nome, homenagem apenas justa por tudo que ela representa para as artes cênicas do Brasil, Eva é um ser filosófico de grande sensibilidade, fala do trabalho artístico como sacerdócio e ao qual as sabedorias interpretadas vão aderindo. Eva não está, ou esteve...não passará, é um dos pilares da história do teatro e da televisão brasileira. Quem a assistiu na peça Esperando Godot  (Samuel Bekett), que ela produziu, dirigiu e atuou com Lilian Lemertz e Lélia Abraamo, sabe, e para quem não sabe eu conto; está escrito na história:da dramaturgia brasileira - foram aplaudidas em cena aberta durante um ano e meio! 



Eva Wilma interpreta poesia de Gilberto Freire
A atriz Eva Wilma interpretou um poema de Gilberto Freire na abertura de evento promovido pelo Instituto Ayrton Senna. Acompanhada de percursionistas que deram mais emoção à interpretação da atriz com batidas curtas entre suas falas, e de bailarinos com coreografias marcantes, Eva Wilma utilizou sua força para interpretar "O Outro Brasil Que Vem Aí", que em seu trecho inicial diz: "Eu ouço as vozes, eu vejo as cores, eu sinto os passos de um outro Brasil que vem aí. Mais tropical, mais fraternal, mais brasileiro..."
(foto e comentário retirado do site:www.institutoayrtonsenna.globo.com.br)

Clique no título para ver a entrevista de Eva Wilma à Irene Ravache:

Era Uma Vez 2010

Sensação do dever cumprido, um ano a mais guardado naquele livro de sal, de mostarda e do tempero do mundo, desde que é mundo. O encerramento dos encontros de 2010 do grupo de voluntários  contadores de história Era Uma Vez do Centro de Cultura Judaica, coordenado por Terezita Rubinstein aconteceu na residência de Thema Patlajan, que junto aos seus pais, Cira e Isac (integrantes do grupo desde a fundação) e ao esposo Isaias, recepcionou com estilo e arte os colegas e demais convidados. O encontro dos encantadores de palavras, eternos jovens cidadãos intergalácticos, mestres da magia e na pratica singela e ao mesmo tempo imprecindivel para a sanidade individual e social, que é o ato de narrar contos e perpetuar mitos, transmitindo estórias e contando histórias,  pintando fábulas com o pincéis dos verbos a colorir a  tela do cotidiano, foi uma celebração da vida.  A reunião cheia de doces palavras e saborosos quitutes,  transcorreu plácida e permeada pela gratidão geral ao bom ano passado, bem  lutado, mas cheio de realizaçõe e conquistas.  Garoava e a noite ia mais alta do que perceneberamos contando e ouvindo as narrativas em volta de nossos fogueiras internas, quando resistentes, mas com olhos estrelados de sonhos nos despedimos da Thema e da sua familia.  Esta reunião foi no início da vida ou foi no início do mês, se quiseres, eu conto outra vez!
Foto 1 - Thema recepciona belamente e dá inicio as narrativas, foto 2 - Tobias Rubinstein (na véspera de seu aniversário) narra as façanhas do homem que enganou a dona morte, fotos feitas por Camille Luar. Por falar em roupa vermelha, clique no título da postagem e veja porque a gente cai - Nico Nikolaiéwky. Bom ano Novo!

30 dezembro 2010

Projeto Uaná

Conheci-a em meio ao seu grupo de amores, marido, filho, amigos e parentes, apresentou-se da forma mais divertida já usada comigo: - Sou Sueli, a mais legal. Expediente franco de uma provável tímida. Sueli Takejame, a experiente foto-jornalista, diligente e criativa tem trabalhos publicado em revistas, jornais e livros e atualmente é sócia da Tokke Comunicação e é designer formada pelo Centro Universitário de Belas Artes. Recentemente foi premiada no Idea Brasil, na edição nacional do Design Awards. Ando com os dedos sofridos por ralar queijo em ralador pequeno, e me liguei numa sacada de Sueli, que reinventou função para dois raladores bagualares que instalou nas paredes de sua cozinha, ela pergunta e responde;
-Viram? Quebra luz!
-Oh; os japoneses, os nem tanto: oh, bonitos!
-Desapropriou a funcionalidade, exibo-me em pedante linguagem artística, cobiçando um dos raladores em função original.
Reencontramo-nos depois do prêmio. Que tal Sueli? - É difícil falar sobre mim, assoma-lhe a herança paterna de sangue oriental que dita a discrição como característica primordial. Pode parar Sueli, que prêmio é este que todos comentam? Se o trabalho entra na conversa, seus olhos brilham e desabrocham os botões da estampa de sua roupa, tornando-se vistosa massaroca de flores. Assume a expressão mais legal, mais satisfeita e inspirada novamente.
Sueli haverá de desenhar pedestais bem interessantes para harmonizar com seu estilo clean, pois prêmios para colocar sobre, haverão de pintar, enquanto não pitarem eu pinto. Tu também, certamente haverás de admirar ao conheceres o projeto criado pela Sueli e os colegas José Alves e Marcelo Valença da Kast Design, que foi agraciado com o Design Awards. Estes três salvarão o planeta com suas idéias de sustentabilidade, gente! Desenvolveram com base em pesquisas entre consumidores e consultando cientistas do Instituto de Física “Gleb Wataghin”, da UNICAMP e Astronautics Corporatiom of America, o revolucionário projeto que batizaram de Uaná (o premiado), um refrigerador doméstico em que o material incorreto empregado até hoje, não  apenas é substituído por ecológicos corretos, mas mais práticos e funcionais, e a enganação atual das rodinhas é substituída por rodízios industriais, isso mesmo, funcionam de verdade. O único porém, é que os especialistas estimam a viabilidade  industrial e comercial em larga escala da refrigeração magnetocalórica, a ideal em Uanás, para os próximos cinco anos. Mas agora já dá para aturar a presença do caixão de abelhas poluidor que chamamos de geladeira com menos sentimento de culpa. Uaná é simples, bonita e sustentável, com o novo sistema de refrigeração economiza energia e promete maior proteção bacteriológica. Uaná, vou sonhar com uma: http://www.projetouana.com.br/
Foto: Sueli Takejame,
para ver o vídeo BMW- História do Conceito, clique no título da postagem

São Miguel Arcanjo


     Bendita é a vida abençoada a cada etapa com uma ou algumas primeiras vezes.
     Num janeiro dos mais quentes, em 1991 ou dois, ou antes, certamente não depois  - o quê?, tentando ser precisa - então, saí com a jornalista Iara Soares rumo a Uruguaiana...ou São Borja... Montávamos uma galeria de arte e antiguidades e uma amiga dela tinha um antiquário em São Borja -isso -São Borja! Chegamos na cidade perto do meio dia, a amiga que estava na fazenda deixou recado que entrássemos e pagássemos o que interessasse e depois se via o que fazer. Como previra Iara, tinha de tudo ali -na beira do Uruguay- tinha de tudo! Havia um lindo móvel que aparentava ser um armário, mas era uma geladeira de madeira de louro: um frigobar dos antigos. A portinha tinha a fechadura de metal e o puxador era de madeira, media um metro e vinte de altura, quarenta de profundidade e de largura. Não lembro de mais nada naquela cidade, da cara da amiga quando chegou, seu nome, detalhes da casa onde nos recebeu -niente! Depois que vi a geladeira... só dela, très graciosa! 
     A montagem da galeria foi uma temporada repleta de novidades. No retorno daquela viagem Iara me deu a canja de pararmos no meio do caminho e me apresentou às ruínas de São Miguel Arcanjo, uma das reduções jesuíticas que foi fundada em 1609 na chegada dos primeiros padres jesuitas da Companhia de Jesus. Ali está a catedral em estado que dá vontade de reconstruir, parece fácil; heresia, eu sei! Então, as ruinas da catedral com fundações do hospital, escola e oficinas  e cemitério integrando o complexo Missioneiros dos Sete Povos, que entre Paraguay, Brasil e Argentina chegou a abrigar 80 mil índios, uma nação de Guaranis evangelizados. 
     Avista-se as ruínas de São Miguel a uma distância de quilômetros, e quando alcançamos o pátio principal  na frente da catedral, o solo vibra sob nossos pés -todos dizem a mema coisa, parece caixa de ressonância, o couro esticado dum tambor hidratado a sangue. 
     Pulsa a vida onde tantos a perderam, solo sagrado pisoteado pelos séculos, o vento bafeja ecos do passado dos índios e sua flautas, seus gritos, e a assombrosa barbárie. Dá pra sentir que não foi pequena; 80 mil índios pacíficos, artistas e eruditos, dententores da posse da terra fértil e do maior rebanho de gado da Américas...em São Miguel tudo se mistura num canal histórico, a primeira vez é para nunca esquecer! 
     E corre para o beiral do museu, que parece que lá vem galopando Sepé Tiarajú, o índio herói ao qual se atribui o grito:-Esta terra tem dono! Virou São Sepé, um santo popular não muito católico, virou município, um município pequeno, mas que tem dono. Do resto da viagem nem me lembro, sendo a culpa provável, do peso dos arquivos contendo a satisfação por estar com a geladeirinha na carroceria e ter conhecido o platô escolhido pelos jesuítas quando ali instalaram a Redução. 
      O revestimento interno da geladeira de madeira era de um metal semelhante ao alumínio, entre a madeira e o metal havia uma camada de porcelana, barras de gelo podiam ser armazenadas na antepassada da Uaná (revolucionário conceito-projeto ecológico desenvolvido pela designer Sueli Takejame, recentemente premiado.)
     Iara, que fim levou a geladeirinha?

Na foto: óleo sobre tela que pintei no ano passado, crianças da minha família e dos vizinhos brincam, seu Feliciano e meu pai, Basílio, chimarreando. 
As ruínas de São Miguel ao fundo.
Para ver o vídeo Fordismo, clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=al9AZjSbIF8

26 dezembro 2010

Maicom, Marina, Julia, Marcelo & Davi

A comemoração do Natal junto aos meus filhos, Camille, Joseph, Marcelo e a esposa Chrissie e meu filho mais velho, o editor de imagem Maicon Thomé da Cruz e a sua esposa, a RP, a querida Marina Takejame Galafassi, este ano foi super-especial. 
Às vésperas do nascimento do primeiro filho deles, meu primeiro neto, o Davi, fomos recepcionados pela famíla da mãe de Marina, a engenheira ReginaTakejame, em uma indefectível comemoração natalina na aconchegante residência do jornalista Cacá Sil Garcia e da jornalista designer, Sueli Takejame, tia de Marina, no Condomínio dos Pinheiros em Aldeia da Serra, SP.


Fotos, acima: Julia Takejame, prima de Marina ouve David pedir um pagãozinho dos Ramones. Abaixo, Marcelo Takejame Galafassi, irmão de Marina, professor e athletic trainer na Universidade de Monte Vallo/Alabama, recém chegado ao Brasil para as comemorações, compartilha a alegria do natal com a única irmã e supreende-se pela indumentária enchoval que Papai Noel-vovó de primeira viagem encontrou para o seu aguardado primeiro sobrinho.

Para o vídeo - Nietzche,Voluntad de Poder, clique no título da postagem: 
http://www.youtube.com/watch?v=UuujqHpGTIw

Ita Liberman

Ouçam, Ita vai narrar! Ela é contadora de história do grupo Era Uma Vez, do Centro de Cultura Judaica e escreve cartas aos familiares de pacientes em tratamento para o cancêr atendidos pela instituição onde é voluntária. Ita Liberman poderia ser locutora de FM, eu gostaria de esculta-la indefinidmente. Quando faz seus apartes durante as reuniões, sua voz melodiosa e educada monopoliza sem esforço, se fica em silêncio dá vontade de apertar um botãozinho de play, vou tentar neste preto do colete, se não der certo é correr, apesar do sorrisão Ita não é de brincadeira, seriedade é seu nome do meio, do cerne do ser. Parabéns para Ita, pelo seu aniversário, que a sorte, a saúde e a paz sempre andem de mãos dadas a fazer Roda Cutia em volta de ti!
Para ouvir Leonard Cohen-Halelujah, clique no título da postagem

23 dezembro 2010

Marquis de Pomereuil & torta de bacalhau

Ingredientes para a massa:

1 pacote de biscoito de água e sal
150 gramas de manteiga
Ingredientes para o recheio:
3 colheres de azeite de oliva
1 cebola picada
1/2 xícara de azeitona preta picada
2 tomates sem peles nem semente picados
300 gramas de bacalhau aferventado e desfiado
1/2 xícara (chá) de salsa picada
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 gema
1 xícara de (chá) leite
Ingredientes para a cobertura
1 clara
2 colheres de queijo parmesão ralado
3 colheres de creme de leite

Modo de preparo da massa: bata os biscoitos no liquidificador até ficarem triturados. Passe para uma tigela e junte manteiga.Amasse até obter uma mistura homogênea. Forre os fundos e as laterais de uma forma refratária e reserve. Modo do preparo do recheio; Aqueça o azeite e doure a cebola. Junte a azeitona picada, o tomate, o bacalhau e a salsa e refogue um pouco. Acrescente a farinha e a gema dissolvidas no leite e misture bem, reserve três colheres.de sopa do creme de leite para a cobertura e adicione o restante.Cozinhe por alguns minutos até engrossar e reserve. Modo de preparo da cobertura: Bata a clara em neve, misture delicadamente com o queijo ralado e o creme de leite reservado. Preaqueça o forno em temperatura média (180° C). Montagem: Recheie a torta e cubra coma a cobertura.Leve ao fogo quente por 25,30 minutos.

Para ver o site da Marquis de Pomereuil de propriedade de Martine e Christian Jojot, clique no título da postagem. Fotos, retrato de Martine e Christian, pintei em óleo sobre tela em 2010, e o bacalhau que estou "elaborando'' HOJE...

21 dezembro 2010

Coleção G. P. S. da Família Ohata no Café Kohii

É com satisfação que comunico que a empresária Nanci Ohata Santana, integrante da conceituada família japonesa Ohata, vem através desta, juntamente com Jun Takaki, proprietário do Café Kohhi, situado no Bairro Oriental da Liberdade, convidar para a exposição da abertura da Coleção Ohata de Arte, composta exclusivamente de trabalhos que realizei nos últimos dez anos para Nanci Harumi, que disponibiliza as telas e esculturas para esta exposição, que será realizada de 11 de janeiro a 15 de fevereiro de 2011, no Kafé Kohhi, um espaço moderno com vocação cultural situado na rua da Glória, o coração da região. 
O espaço de exposições do Kohii foi inaugurado por uma mostra do pintor e professor Tomoo Handa e segundo o proprietário e gastrónomo Jun Takaki, a idéia é trazer novos artistas a cada dois meses. o café Kohii funciona de segunda-feira a sábado das 10h às 20h. 
A realização da obra e a decoração do Kohii é de autoria da equipe do arquitecto Jun Tegoshi. 

KOHII -RUA DA GLÓRIA, 326, SUBSOLO -LIBERDADE. 

Foto1-As irmãs Helena e Nanci Ohata em visita ao meu atelier, fomos fotografadas por Joseph "o repórter amigável"
Foto 2- um dos hambientes do Kohii 

site: www.kohii.com.br

Para ver a doce Anna Saeki no tango Alfonsina y el mar, clique no título da postagem.

19 dezembro 2010

Hibridismo no MuBE - Eduardo Zabaleta

Os alunos das oficinas do Mube, artistas arquitetos, quem vive, ama arte, trabalha e brinca com ela, o pessoal que se recicla e ou estrutura nas oficinas oferecidas pelo Museu Brasileiro de Escultura andou serelepe festejando a abertura de Manifestações V -Hibridismo, são expositores desta temporada: Ana Maria Marchesi Carbone, Ana Rey, Arluce Gurjão , Arnaldo Fantinelli, Art Jahba, Augusto Pinto Zanini, Aurora Boer, Barbara Luci Rodrigues, Betty Buarque, Bia Black, C. Morari, Carlos Marigo, Cassio Michaluat Lima, Denise Barros, Edith Poplulhar, Eduardo Petry, Elisa Caner, Emerson Bianchin, Hedilene, Heidi C. Feldman, Ina Uehara, Jane Gansl, José Waldemar Noguer, Katia P. Leusin, Kimiko Tomikawa, Lelia Ruth, a querida amiga e habitué dos cursos do MuBE, a talentosa Leonor MisiaraLeopoldoLico Kneese Lígia SeabraLiliana PasseraLucia CrestanaLuis GonçalvesLuiz Mauro GodoyMaica AlvesManoel FilhoMarcela Rodrigues de La Torre Marcia FagavazziMargarita Daines – Mari Vanz – Maria Angélica de Magalhães Braga Maria José DalgalarrandoMaria Luiza PisciotaMaria Rachel Anzenalo VossosMarina Prado Marinês TakanoMécia Camargo CamaraMilton MotaMiriam Colletto Nanda CoelhoPatrícia Domingues (Patií)Rafael Saraiva – Ramon Tavares Pereira – Regina LaraRita Heckert – Rosely Kavaleski – Salma Gonçalves ManuchakianSandra SimonsenTerumiVanessa LalliVera DiasVictor M. de Lima Costa Jr.Zezé Maria José Cury)Zilah Tambasco e o artista Eduardo Zabaleta, que condenarei pela excessivamente curiosa profundidade na sua tela, releitura de Matisse (considerado o precursor do movimento fauvista), eu falei condenarei? Ah sim, sempre que não entendemos...mas eu quis dizer elogiarei pelo sucesso que obteve em representar planos sobrepostos em cores temerárias e ainda assim lograr êxito, pela gana que tive de enfiar os dedos entre uma veladura e outra e levantar os véus. Tinha nesga de céu e movimentos pendulares, lá estava o triskle mil vezes triskleon, caracol metido a besta, besta fera do hipnotismo. Um dos observadores viu uma segunda-feira, que assim que identificada correu e se escondeu no canto direito. Vi cacos de espelhos a reflectirem uma dimensão que estava ali, estava ali, mas o artista resolveu nega-la a nós, os perplexos observadores da expressão dele singular artista filósofo: -Você é feliz? Quem eu? E lá esta Zabaleta a indagar de El Barto (8 anos), em um papo existencial que segundo sua esposa é característico dele. Você é feliz? Sexta-feira quem respondeu foi Paulo Menna, ex colega de Zabaleta. Durante o vernisagem apontando para obra do amigo, a moda de resposta, indagou: Porque uma segunda-feira enfesada está no teu quadro?
Entre os orientadores das oficinas, os competentes e conceituados Cirton Genaro, Angela Bassan, Luís Bayón, Rô Gonçalves e Sandra Naime. A exposição Hibridismo vai 18 de dezembro de 2010 a 9 de janeiro de 2011, terça-feira a domingo, 10h às 19h. O Mube fica na Av. Europa, 218 – Jardim Europa.
Fotos 1 - Eduardo Zabaleta recebe o afeto do seu filho, Vitor, recém chegado de Miami e da esposa, a também artista Zizi Zaba 
foto 2 - A arquiteta Ina Uehara e sua escultura em papel marchê, peça de incrível movimento  
foto 3 - Miltom Mota e sua escultura em aço escovado e acrílico, trés arrojada (outro triskle!) 
Foto 4 - Joseph, "El Barto", fã (ou discipulo) do filósofo artista Zabaleta, leva seus cumprimentos ao mestre: 
-Ah se o Zabaleta vai expor merece que eu saia de noite!

Para ver o vídeo Sergio Vieira de Mello, clique no http://www.youtube.com/watch?v=ZIit1w2AwBw

16 dezembro 2010

Carla, Lizete e Iraci - Caires!

     Quando for pintar um anjo mulato a modelo será esta performatica viúva forte, como diria Anthony Queen, no filme Zorba o grego. Após perder o marido, o músico Pedrinho Vicente para um câncer de cérebro e logo a seguir enfrentar a ameaça da doença repetir-se em uma das filhas pequenas, Giovanna, na época com sete anos, Carla é um grande exemplo de obstinada vitalidade e carinhoso acolhimento para todos que dela se acercam. Faz da escola de música onde trabalha em período integral, a Caires(www.caires.com.br), um ambiente descontraído e divertido. 
     Conheci-a há um ano, e no início, quando me dirigia até a escola me perguntava: Será hoje o dia de encontrar Carla de roda-presa? 
Conforme o tempo passou veio a segurança de que esta guerreira escolheu o estandarte da leveza de espírito para desfilar pela vida, e eis aí uma das hors concours deste post: 
 De batísmo Carla Regina Benedito, mas é a Carla compreensão, Carla alegria, Carla bonita, Carla atenciosa, Carla - a certeza de que entregar meu filho àquele educandário é um grande presente que lhe dou. Carla integra o quadro Caires desde que o marido faleceu, em 2007, suas filhas também estudam ali, e o hobbie do trio é dançar. Nas folgas, Gabrielly(12 anos), Giovanna,(10 anos) e a mãe desfilam no bloco carnalvalesco Filhos da Mamais, da Vila Madalena. Carla é a porta estandarte - eu não disse? 
     Vejo e falo com Carla todo tempo, mas é de outra o perfume de leveza bonita que meu filho traz depois das aulas; é o intenso floral que a professora Lizete Biz deixa como rastro quando passa rápido entre um aluno e outro. Lizete, dez anos de Caires e um de ensino ao meu filho, um ano de atencioso estímulo, ganho para toda vida, já sabes - música, o elemento primordial do Universo.  
     Ganhos...se são ganhos, porque chorar durante a apresentação para os familiares no último sábado? A gente lava a alma! Lizete sorri e passa, sobe com um aluno, sua mão no ombro, volta, se despede, outro sobe a escada, desce a escada, Lizete é sorriso entre caracóis de cabelos curtos. Lizete não tem olhos, tem janelas para uma dimensão de especial beleza, superior beleza. É portadora de doçura inestimável no trato com todos. Lizete Bizz, uma vocacionada musicista que também tem o dom de ensinar. Existe na Caires uma dinâmica que facilita o aprendizado, que anima o desenvolvimento, certamente as mãos gentis, os faros apurados dos proprietários, Iraci Romera (outra que dá um romance inteiro sobre gestos delicados mas firmes e combinações de cores), Ricardo Marcello e Vanessa Sanches, têm tudo a ver com esta autêntica colheita feliz. Nós estamos na metrópole onde o trânsito stressa, onde o risco é maior, mas nós não grilamos nem azedamos. É possível! 
     Sábado completava dez dias do falecimento do pai da professora Lizete, que firme se superava através da realização dos alunos durante a apresentação de final de ano. Carla Benedito, o que desejas para todos para 2011? 
-Que mais e mais pessoas dediquem tempo à música, ela faz muito por nós. 
Foto 1 - A que era para ser oficial, Lizete com alguns alunos e a rasante de Carla. 
Foto 2 - Lizete Biz 
foto 3 - Iraci Romera.


Para ver o Projeto Vênus, clique no título da postagem.

DJ Nuno Marcial

Foi menino são do Funchal, Ilha da Madeira, donde é natural. Brincando na praia pulava calhaus mais alto que os outros, o equilibrio centrado para o chuc chuc musical do mar entre as pedras. Foi menino Hermes. foi noutra Era, na Madeira sempre é outra história. Hoje DJ Nuno, estrela, é cometa da constelação paulistana, e se erro comete, é no nível de ruído imposto aos vizinhos durante o dia. Os vizinhos o visitam, tocam a campanhia com as mãos na cintura e o senhor policial quer saber: porque não baixas este som, ó gajo, que mesmo não sendo noite está alto, não percebes? Iniciou amizades explicando que estava se preparando para o trabalho, e trabalho não falta para o profissional do felling mais inspirado, piloto das pickups turbinadas na noite vip de São Paulo. A amiga dele, e de sua família na Ilha da Madeira, a RP Renata Marques, relata seu percurso brasileiro. Histórico rico, que dá amostra da categoria do profissional: um ano tocando no Boteco São Bento, must do estilo paulistano, e hoje na seleta Daslú. 
Fomos apresentados pelo dr. Silvio Santos, proprietário do Club Molhe, e amigo do querido Embaixador da Paz, Édison Pereira, o Ermitão de Picinguaba. Embora dr. Silvio e os assessores tenham permanecido curta estadia na capital, fizeram questão de apresentar-me Nuno e Renata
DJ Nuno Marcial (www.soundcloud.com/djnunomarcial), cadeira cativa no comando musical do Club Molhe, na Ilha da Madeira. 
Renata envia seu release que diz: 
"Nuno Marcial actua como Dj desde 2000. As vertentes que definem os seus sets vão desde o Deep e Soulful House a uma mistura de Funky Vocal House, não excluindo uma mistura de elementos de Disco.Sempre em busca da perfeição e de uma música de qualidade em todas as performances, este é Dj residente no Club Molhe no Funchal na Ilha da Madeira, o dos mais famoso da Ilha.Nuno Marcial irá iniciar a sua Tour pelo Brasil. Passará por diversas festas e clubs e dará a conhecer as suas técnicas ao público brasileiro. Embarca, portanto, com a sua “case” cheia de novidades e promete um dos maiores e mais quentes verões de sempre!" 
Bom trabalho Nuno, ou é mais apropriado, divirta-se?

Para ver Sophia Loren - Americano, clique no título da postagem.

13 dezembro 2010

Aldrava na Casa das Rosas

Na última sexta-feira o Espaço Haroldo de Campos da Casa das Rosas, na Avenida Paulista, foi beatificado pela arte consistente dos poetas mineiros aldravistas, os escritores J B Donandon Leal, J S Ferreira, Andreia Donadon Leal ( que no dia 10 deste mês foi agraciada com a medalha Construtores do Tempo, outorgada pela Loja Maçônica Marquês do Herval), Gabriel Bicalho, e o músico e jornalista do Jornal Aldrava Cultural, Thiago Caldeira da Silva. Acompanhada pelo empresário português do Grupo Siram, Dr. Silvio Santos, que está trazendo através da 4Life, o essencial Fator de Transferência, produto que aumenta a resposta imunológica nos doentes de câncer, representamos perante o grupo de poetas, o querido amigo comum, Édison Almeida, escritor brasileiro (AVATAR) e ativista ambiental, radicado na Ilha da Madeira. Interessante situação a de esperar normalidade, orar para ouvir poucos palavrões metidos a poesia, e encontrar qualidade excepcional. JB Donadon quase me mata ao ler a poesia que escolheu para abrir o sarau, senti-me como alguém que cochilasse na rede e fosse despertado por saraivada de fogos que amigos traquinas tenham lançado sob a mesma. Perái, convite honesto tem que vir com aviso de intensidade emocional alcançável. Registrem aí para este vosso Sarau Literário Itinerante, avisem: a gaúcha é paulistana, mas arrancamos-lhe a casca! Como convidar qualquer um pode, convidei-os à minha casa, mesmo seja de uma singela Flor Amarela, não Das Rosas. Ali estavam os diamantes que Minas não cansa de produzir, vivos e autênticos do mais alto quilate. Será o ar, será a água, será o solo? Será a música de Thiago cutucando com as pontas dos dedos o coração da gente? E lá pelas tantas não satisfeitos de ler nas expressões dos presenteados presentes a estampa da admiração, arrastaram uma mesa para o centro da sala e sentaram-se em volta, como astronautas atemporais, desvendando seus códigos para os crioulos, talvez os que outrora pousaram na Ilha de Páscoa...vá lá... leram trechos de Flora: amor e demência & outros contos, o último livro de autoria de Andreia Donadon com comentário no postáfio de Moacir Scliar e Angela Togueiro. Para adquirir o livro contatar a autora deiadonadon@yahoo.com.br. Estiveram presentes, os presenteados com a papa fina da poesia de Mariana, Affonso Augusto Moreira Penna (bisneto do Presidente Affonso Penna), o Embaixador Darlan Tupinambá, que fez a doação de livros para o Poesia Viva - a poesia bate à sua Porta, a Secretária-Geral da UBE-São Paulo - Rosani Abou Adale, e o jornalista Luiz Avelima, a enciclopédia ambulante do activismo cultural brasileiro. A locomotiva, a idealizadora do projeto Poesia Viva - a poesia bate à sua porta, Andreia Donadon Leal, na ocasião ainda foi nomeada como Membro da UBE-São Paulo. O idílico hambiente da Casa das Rosas recebendo aldravistas - que combinação:

palavras são pumas

palavras são pedras

palavras são foices:

depende de nós

escolher

o que as palavras serão

em nossas bocas.
(Andreia Donadon Leal)
Fotos cedidas pela acessoria de Andreia 1-Dr. Silvio Santos recebendo o exemplar autografado para o amigo Édison Almeida das mãos da autora Andreia Donadon. Foto 2- Affonso Penna cumprimenta JS Ferreira. foto 3 - Eu, Andreia e Dr. Silvio, foto 4- Donny Correia, gerente da Casa das Rosas profere as boas vindas aos poetas na abertura do evento. Para o vídeo "Mude", clique no título da postagem

Um Passeio pelas Lembranças de Singer

Para comemorar o encerramento do ano de 2010, o grupo de teatro amador do Centro da Cultura Judaica apresentou no último sábado (12/12) o espetáculo Um passeio pelas lembranças de Singer, escrito pela multimídia Nadine Trzmielina. Nadine é a mascote da Zahra, a mais simpática retriever de bandana que já conheci, com a qual fiz amizade: au, au, digo...humhum! Nadine, a dona da Zahra também é diretora, produtora, escritora. Um passeio pelas lembranças de Singer foi preparado e ensaiado durante o ano todo, a direção exigente é da Vivian Vineyard. O espetáculo tem a duração de 50 minutos e foi apresentado gratuitamente aos convidados e frequentadores do CCJ. Com a agenda carregada de formaturas e encerrmentos desta época, filhos mil, digo compromissos mil, perdi a oportunidade de ver Eleonora Botmann, a colega de contação de história apresentar-se na cuidadosa produção. Fica aqui a sugestão para que o grupo encene novamente Um passeio pelas lembranças de Singer...já sabes, não me conformo com encerramento de certos espetáculos que apresentam conjunções impares. Grupos que desenvolvem projetos com afinco e carinho e após uma temporada aquela onda é engavetada. Toda a energia canalizada para onde vai? Para o mesmo lugar onde vãos os pés de meia perdidos? Se cada personagem é uma personalidade materializada, estruturada, deveria ser revisitado, ô dor, ô melancolia pelo final de experiências bárbaras; O Mistério de Irma Vap, escrito por Charles Ludlam, ver Marcos Nanini nesta interpretação novamente seria um deleite, ou então o instigante O Amante de Lady Chatterley, dirigido por Rubens Ewald Filho, produzido pela Nadine e encenado pelo excelente Germano Pereira?!...
Foto: as actrizes da peça de Nadine, Susana Zarembski, Clara Cszajubok e Eleonora Botmann durante a abertura do Festival das Luzes deste ano no Centro de Cultura Judaica.
Para ouvir Beethoven - Sonata para violino e piano número 5, Primavera, clique no título da postagem.

10 dezembro 2010

L'Atelier Savoir & Saveur

O restaurante L'Atelier Savoir & Saveur é a concretização do projeto de qualidade em arte gastronômica idealizado e materializado pelo chef de cuisine Jean Paul Braga, e é a realização do sonho de desfrutar de culinária requintada criativa e ousada dos moradores da região de Champagne, na França. Instalado em Saint Parres Aux Tertres, L'Atelier é dententor de vários prêmios de qualidade e originalidade concedidos por experts da Champagne.     Os pais de Jean Paul são portugueses e mudaram-se para França antes do seu nascimento, ele fala muito bem o portugues e seu restaurante toca bossa nova como acompanhamento dos pratos exclusivos que ele cria. Estive convivendo com a rotina do estabelecimento enquanto eu acompanhava minha anfitriã, Chantal, ao trabalho de hostes e administradora do Saveur Savoir, durante os intervalos da exposição de meu trabalho em óleo sobre tela em Pont Sainte Marie, e ele me permitiu montar bandejas de café gourmet e cuidar dos cristais. Eles trabalham muito, eu adorei experimentar a puxada tripla jornada de Chantal Choin, que além de Secretária de Cultura e jornalista em Saint Julien, é administradora do restaurante, aderi ao trabalho para não perder o meu costume, embora a princípio protestassem. Jean Paul é namorado de Letícia, uma dentista de origem também portuguesa e degustadora contumaz dos pratos a base de pétalas de rosas preparados exclusivamente para ela. É um leão na cozinha, este Jean Paul, não sei o que acontece com quem se aproximar de suas panelas, nunca vi seus aprendizes cruzarem o limite, desde o momento em que os ingredientes vão para o fogo o mestre aliena-se do frenesi da grande cozinha, impressionei-me observando o artista cozinheiro, parecia subir no palco mais alto e lá, isolado mas iluminado reformulava as leis na divina, deliciosa alquimia a reestrutrar moléculas dos sabores e cores. Além de cozinhar Jean Paul faz questão de também escolher pessoalmente os ingredientes que emprega em seu metier. Nos momentos de folga joga futebol no time local e passeia com as duas filhas adolescentes. Na véspera do meu retorno à pátria mãe gentil, ganhei dele de despedida, em maison de Madame Chantal, uma festa de doces. Uê-eeeh, de onde foi que mizi fio tirou que sou Erê?
Fotos 1 - Os clientes do restaurante são recebido com champagne e foi gras, a frente um café goourmet com o braço de Chantal, que não está no cardápio, está com a batuta do concerto. Foto 2 -Os cristais lavados com água quente pela máquina, retirados, secados e ordenados por mim, o maitre, Thibault, dizia que eu desorganizava, mas todo maitre é mal humorado. Foto 3 - Jean Paul e meus doces. Cada prato um flash, estes eu pintei! 


Para o vídeo Cartas de Van Gogh, clique no título da postagem.

09 dezembro 2010

Terezita Rubinsteinn

Ela faz aniversário, fez - ontem, dia 08 de dezembro! Ela é o Criador, ela é Eva e um Adão meio bruto, é O Pai que troveja uma reprimenda, que cobre o chão com folhas secas separando o paraíso feminino do masculino. Ela também é filósofa ao conduzir as dinâmicas no grupo de contadores de história Era Uma Vez, é mãe amorosa que nunca repreende, induz o equivocado a repensar.Ela é mestre sábia ao valorizar os pontos fortes e está sempre pronta a esclarecer as dúvidas dos liderados. Ela é Terezita Rubinsteinn, esposa, mãe, avó, bisavó e dinâmica coordenadora do grupo de voluntários contadores de história do Centro de Cultura Judaica. Acho que também encarna a travessa mulher do demônio da história que o seu marido, o colega em contação, o Thobias, narrou na útima reunião, pois foi com a entonação carinhosa e educada de Terezita que ele narrou: "A esposa do demônio chegou para dar-lhe um conselho, ela disse: - Meu bem, eu acho que..." Todos riram. identificando a inspiração. Só o marido da Terezita, com a experiência matrimonial que têm, poderia interpretar uma dona demônia assim, tão doce! Para mestre Terezita, felicitações pelo aniversário, aquele abraço, e a gratidão do grupo Era Uma Vez.
Para ver o vídeo 1 do teatro Os Contos de Fada, clique no título da postagem.

Convite para a Exposição TROYART Internacional

A curadora da TROYART - International Exhibition, Angela Ferrara, juntamente com o Museu Brasileiro de Escultura -MuBE, convidam para exposição que iniciará no dia 15 de janeiro de 2011, e irá até o dia 30 do mesmo mês. Vamos lá, eu vou, agora que descobri que toyartista sofre com a separação de sua obra, mal posso esperar para rever meu Quetzalcolat, que honrosamente se exibe nesta mostra, junto com companheiros de várias nacionalidades.
O Museu Brasileiro da Escultura fica na Rua Alemanha, 221, Jd. Europa
São Paulo - SP - Brasil. Foto de Angela Ferrara(do Facebook). Para ver o vídeo México Profundo, a Sabiduria de Quetzalcolat, clique no título da postagem.

07 dezembro 2010

Paulo Urban

No último dia 02 de dezembro o Dr. Paulo Urban proferiu a palestra A Cosmogonia Psico-Alquímica e sua Íntima Relação com nossos Quadros Psicorgânicos, eu andava cercando as datas possíveis para desfrutar de uma oportunidade assim, abracei com carinho a possibilidade de presenciar o psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento em ação de sabedoria a compartilhar, trilhar, conduzir. Acompanhada pelo Dr. Silvio Santos, empresário madeirense responsável pela vinda do Fator de transferência 4Life para o Brasil, e de expectadores atentos, seguidores de longa data do Dr. Paulo Urban, tive o prazer e o privilégio de ouvi-lo discorrer sobre sua trajetória e curiosidades e história de Paracelso, mais não precisa, que já dá uma vida de estudos e declarações. Aos admirados presentes, Dr. Paulo contextualizou Paracelso, verborragia ordenada, um encantador médico psiquiatra que curando divide o tempo, divisa a borda, aponta o alvo. E vai ao centro, escala a barreira e trepado no topo grita o novo: Nós todos, alquimistas atentos, tentando, nos estruturaremos, batendo a cabeça, abriremos a passagem que não é estreita como o canal do parto, por onde algo de volume vitalmente superior resvala, reverbera, estréia para a longa temporada. Se agora, meio velhotes, abrimos a passagem larga com nossa cabeça pequena, pela abertura da mente de um, atravessram todos que tiverem a gana da passagem. Alquimistas aos borbotões pelo vão de uma cabeça vão passar, é apropriando-se da abertura, que uma vez iniciada, expande-se ao infinito, adentrarão-emos pelo portal aguardado - pare de esperar pela construção, aparição e se olhe por dentro, deve estar em algum recanto, se tu fosses um gato, poderia estar no nono osso do teu rabo, cada um tem o seu, não rabo, portal, se bem que se tiveres rabo residual... e tem que encontrar sozinho, não o rabo, que aí seria fácil, mas o portal, muito embora este também não seja lá "o bicho" de dificuldade, se até podemos usar a chave cabeça alheia para abrir o compartimento. Ih! Será que entendi direito? Começo novamente: O Compartimento é onde encontraremos o norte perdido nesta confusão entre religião e ciência, que até agora os donos da verdade venderam somente separadas. Não sei...será isso? Isso pode ser física quântica, Caixa de Pandora, ou a velha filosofia. Se pintado em tela, pode aparecer junto. Dr. Paulo, quando haverá palestra novamente? O Dr. Paulo Urban reluz, no site www.amigodaalma.com.br e seu consultório clínico fica na Rua Silvia, 173 -Bela Vista.
Na foto 1 - Calendário Azteca, o Sol ao centro, autor:Gryffindor, foto 2 - clínica do Dr. Paulo Urban, após a palestra, Dr. Paulo, eu, e o empresário da Ilha da Madeira Dr. Silvio Santos.
Para o vídeo com Ivan Lins e Maurício Manieri, Basta Ouvir seu Coração, clique no título da postagem.

De onde vem o abraço

Curativo emplastro
Ventura proceder
Umideça de olhar e coloque
Sobre a idéia de dor
Aqueça na mente
E solte a envolver
Virar o avesso trocar,
Girar sanar.

Para Spring Song-Mendelssohn, clique no título da postagem.

05 dezembro 2010

Khipu Kamayuq !

Quem pôs este Quipu na minha memória
Quem o fez, quem catalogou?
Quem deu os nós fui eu, ou fui quem o encontrou?
Duas cores tinha na origem,
De que adiantou o fraco corante
Onde esteve todo esse tempo?
Enterrado sob a pedra
Coberto de pó
Descoberto no frio
Ou encontrado no verão e analisado no inverno?
Negro e amarelo Quipu que meus dedos
em calos apalpam durantes eras.
Quem ditou este Quipu de ciência distinta
enrolou-me às raízes entranhou-me em suas voltas.
Quem responde é quem encontrei
Ou outrem que temendo a recodificação atrasa a ativação?

Para ver vídeo sobre Caral, onde foi encontrado o Quipu da foto acima, clique no título da postagem.

02 dezembro 2010

Morena Nascimento -Festival das Luzes CCJ 2010

A bailarina integrante da Companhia de Dança Pina Bausch, Morena Nascimento, dançou na clarabóia do Centro de Cultura Judaica, iluminada por Fabio Retti- abetura do Festival das Luzes




Para saber a programação do Festival das Luzes, ligue 3065-4337, para ver o vídeo O Pescador de Ilusões, clique no título da postagem

Festa das Luzes no Centro de Cultura Judaica

Aconteceu no dia 01 de dezembro, no Centro de Cultura Judaica (Rua Oscar Freire), a abertura do 8° Ciclo Multicultura,l e o início da Festa das Luzes, o Chanuká (que também denomina o candelabro de oito braços específico do festival, pronuncia-se ranucá). A mestre de cerimônias foi uma sereia de longas madeixas, aplique recente e confesso, Fernanda Young, que recém chegada de Israel declarou-se extasiada pela experiência, e informou que está trabalhando nas imagens que trouxe para realização de um programa ou filme que chamará de As Histéricas.
A Diretora Geral Executiva do CCJ, Yael Steiner, deu boas vindas e surpreendeu aos que não sabiam que Yael Steiner não é um barbudão de mais de 40 anos, vestindo paletó, ou um careca barbudo, ou um careca sem barbas, ou um sujeito de topete grisalho e cavanhaque, ou ah, enfim...clichês bem longe, Yael é uma moçoila exótica que para esta solenidade festiva pilotou um mini-vestido com laçarote pink, e falou sobre o significado da festa dando boas vindas aos presentes, que foram brindados com uma festa de alto gabarito, seguindo a tradição da Casa de Cultura de Israel, que quando abre as portas para receber, oferece o seu melhor.
Chanuká é a festa das Luzes e celebra a presença da Luz em nossas vidas, em um sentido amplo, interior e exterior. Com o tempo tornou-se também uma festa para crianças, pois são elas que acendem as velas do Chanuká. No primeiro dia acende-se uma vela, no segundo, duas , e assim por diante, por oito noites, acendem e abençoam as velas festivas, trocam presentes e relembram os antigos milagres.
 A festa  teve música, comidinhas, bebidinhas, e na saída, após a apresentação da bailarina Morena Nascimento que dançou na clarabóia, teto, sobre todos, sobre tudo,  os presentes receberam, um kit Chanuka.
"Seja em São Francisco, no Contemporary Jewish Museum, em Paris, no Musée d'Art et d"Histoire du Judaisme, em Nova Iorque, em Tel Aviv, em Buenos Aires, as velas serão acesas e presentes trocados. 
O Nosso presente para São Paulo é convidar todos a celebrar a festa das luzes de oito maneiras diferentes, cada dia de um jeito, cada jeito juntando mais as pessoas por meio de exposições, festival de música, festival de cinema, ciclo gastronómico, ciclo de palestras, ciclo de oficinas e artes cênicas."



De 01 a 12 de Dezembro, entrada gratuita, confira a programação completa no www.culturajudaica.org.br



Ao lado, com a colega de contação de história do grupo Era Uma Vez, Eleonora Bottman


Se tu quiseres brincar de Matt, clica no título da postagem e vamos lá!