12 novembro 2018

Dança Macabra

Nova etapa, saí Joesley Batista da cadeia, talvez entre algum outro figurão
Importante salientar que Joesley, é o poderoso chefão da JBS, e que tinha porta exclusiva e discreta para entrar no gabinete presidencial durante o governo de Dilma,  ele é casado com uma moça integrante da família Villas Bôas.

02 novembro 2018

Educação Moral e Cívica, Bolsonaro e Benício Del Toro

Bem vindo, presidente Bolsonaro!
Bem vinda escola sem partido!
Bem vindo possível retorno da Educação Moral e Cívica a grade curricular das escolas.
Apesar de muita gente que não sabe o que isso significa, ou saber e desejar que jamais seja praticado, a situação geral pede e os resultados positivos serão sentidos nas primeiras aulas e fundamentais para o norte sensato do país ao longo dos anos.
Educação moral. 
Diz o dicionário que a moral de um povo é estabelecida coletivamente por cada cultura ou cada sociedade à partir da consciência individual - se a escola tem o dever de educar, ela estudará os eixos morais da cultura nacional -, a moral distingue o bem do mal ou a violência dos atos de paz e harmonia. 
Não temamos o estudo, afinal como qualquer outra matéria Educação Moral será a disponibilização do conhecimento para o livre uso de cada estudante.
No ensino da Educação Moral aprenderemos sobre  "conceitos básicos como a honestidade, a bondade e o respeito a virtude, e etc, que determinam o sentido moral de cada indivíduo. São valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas." 
Não confundamos o ensino moral com o ético, toda proposta tem que trazer bem clara a diferenciação entre moral e ética nas escolas pois a tal ponto chegamos que qualquer estudante nos atacará aos berros se propusermos o ensino da ética nas escolas. Eles levantarão e de dedo em riste dirão aos professores que derem a entender que é a ética e não a moral que ensinará: A ética de quem? A minha é diferente da sua e não vou aceitar que me ensine como devo julgar as coisas! Esse é um direito meu!
Dirá ele, defendendo a flata de direitos alheios que os métodos de ensinam pregaram durante a era PT.
Portanto, " a moral orienta o comportamento dos homens diante das normas instituídas pela sociedade ou por determinado grupo social.
Diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a julgar o comportamento moral de cada indivíduo no seu meio, no entanto ambas buscam o bem estar social."
Trata-se, presidente Bolsonaro, de reassumir as regras morais para dar condições aos estudantes de fazerem escolhas éticas.
Quanto ao ensino Cívico, este é o fortalecimento da concreta coluna vertebral nacional.
A grosso modo, a priori o estudantado pode se inteirar de que ensino cívico é a disponibilização de um conjunto de regras de leis que se liga emocionalmente à pessoa bem disposta em ajudar na evolução do seu povo como as regras básicas de etiqueta no lar dizem que é comer dentro do prato e não lamber a comida no chão, alegra a mãe e fará um bem danado para a ida social do vivente quando deseje um dia namorar. 
Lidaremos, obviamente com uma indisposição generalizada para tal nova matéria curricular, pois treze anos de doutrinação contrária mais o tempo que antecedeu o estabelecimento de tal doutrinação, que foi o do plantio, não se apagam apenas com o resultado de uma eleição democrática.
Com tempo, amor e paciência.
Ao PT, infelizmente foi dada uma chance magnifica de poder fazer algo legal, mas como Estado ele agiu como a mãe morta do filme Mama, dirigido por Benício Del Toro, em que uma mãe morta alimenta as filhas bebês que se desenvolvem só com o apoio do fantasma nunca cabana abandonada.
O senhor herdou estes jovens que nada querem com regras porque não lhes foram expostas, o foram com má vontade e de forma tendenciosa.
O senhor, presidente Bolsonaro, é o tio que não se conformou com o desaparecimento dos jovens e agora entra porta adentro na cabana no mato e encontra estas crianças enlouquecidas pela educação fantasmagórica. 
É somente enxergando o quadro desta maneira que poderá administrar tal exército sem machucá-los vítimas que são, reunificando o país polarizado que encontra.

Milicianos Larguem as Armas, o Brasil Chegou!

A última eleição de 2018 nos trouxe um presidente que promete rever questões básicas tais como por que, se vemos nas ruas civis mascarados pelas camisetas erguidas, portanto armas de fogo de calibre militar, há uma campanha negativa tão forte quanto ao porte de arma do cidadão contribuinte e normal? As mesmas pessoas não deveriam frisar o problema das milícias: Porque se tornou tabú falar sobre pessoas no centro de São Paulo ou nos morros do Rio carregando fuzis patrulhando território de gangues para quem quiser ver? 
Quem não quer ver também vê e nós brasileiros deixamos de falar sobre isso porque as autoridades deixaram de coibir isso.
Desde que trataram de punir os policiais que alvejam e matam bandidos.
Eu não defendo a liberação do porte de arma, acho que isso não muda nada sobre o mais alarmante dos estados de ruína policial, jamais os cidadãos armados poderão ocupar e desempenhar o papel das formas armadas em situação que não seja de guerra,
mas não há campanha alguma contra algumas pessoas usarem armas à luz do dia mesmo entre uma maioria de meninos e meninas que conseguem dizer que não querem usá-las. 
Por que e desde quando passamos a nos mobilizar para criar dispositivos de proteção só para uma modalidade de Brasil, sendo que aos policiais que cumprem as leis constitucionais as consequências são nefastas, se num confronto armado ele opta por sobreviver ao bandido. 
Por que um policial deve ser exposto a isso, e seu assassinato tido já como normal, porque a vida de um oficial vale menos do que a de um bandido?
Se a reação armada a presença policial, que descamba em óbito do meliante é tida como inadmissível e gera  comoção geral mundial mobilizada por facções muito bem estruturadas, ou ramificadas dentro de instituições que - de novo - não se abalam quando um soldado estadual ou federal é liquidado, que mentalidade estamos imprimindo nas gerações?
Está liberado o uso de armamentos pesados para leigos- deflagrador da única reação possível da autoridade ante uma pessoa não autorizada empunhando uma metralhadora ou fuzil no bairro ou ruas centrais das grandes cidades? Isso visa a estimular o confronto mortal entre autoridade militar e bandidos?
Vem sendo reforçado popularmente que o meliante tem mais direitos e não pode ser contrariado pela autoridade.  
Que a polícia deve se deixar abater antes de agir perante ameaça real inadmissível inconstitucional que representa uma pessoa que não tem autorização para andar em meio público armada como se fosse treinada e contratada pelo Estado, único poder capaz legalmente de liberar e portar tais aparatos, e admitida como atiradora, portando arma de origem criminosa e ditando lei e regra comunitária, ditando toque de recolher e tendo a autoridade oficial como inimiga, ao invés de a única lei vigente ser a da Constituição Federal.
Ao presidente Bolsonaro, boas vindas ao poder de encontrar soluções para questionamentos nacionais como este!
Não é uma lei "de abate" que vem sendo proposta, é apenas o cumprimento da lei.
Designar como "lei do abate", o cumprimento de uma lei que é a culminância do cumprimento da lei de que ninguém pode portar arma em vias públicas, se não quer ser visto como ameaça a ordem e segurança pública é uma forma de indispor o cidadão contra a força oficial pública, pois eis que gente não é gado para ser abatido.
Embora quem portar arma de forma ostensiva assume a chancela de que está pronto a usar e com certeza deve ser neutralizado de forma a preservar a vida do agente público. Não é lei do abate, é a lei.


08 agosto 2018

Legalização do Aborto é um Direito Feminino

Avaliamos neste momento no Senado brasileiro a legalização dos direitos humanos também para as mulheres, nas tratativas da legalização do aborto, que vem a ser a mesma coisa. 
Em primeiro lugar, porque passar por uma aborto é perigoso e oferece riscos à saúde, em segundo lugar porque toda mulher só chega a conclusão de que não pode ser mãe após fazer uma profunda reflexão que envolve inúmeros âmbitos de sua vida futura.
Em terceiro lugar, porque quando uma mulher chega a conclusão de que o aborto é a solução menos terrível, rotineiramente o macho co-responsável nunca vai até a clínica agarrado as suas pernas arrastando-se, em lágrimas, pedindo que ela repense e não faça porque ele está disposto a mudar toda sua vida para ser pai.
Solicito aos prezados senhores políticos e religiosos que acatem e reconheçam este direito das moças e mulheres como forma de respeitar sua dignidade e garantir sua segurança.
Os dados estão em suas mãos e são estarrecedores; há a prática ilegal a aniquilar famílias levando moças e mulheres que poderiam mais tarde em momento adequado virem a ser as melhores mães do mundo.
Nós, mulheres precisamos deste seu apoio, deste seu voto de confiança, através da concessão deste direito da mesma forma que garantimos que jamais recorreremos a ele de maneira fútil e com a legalização haverá o meio de controlar também a possibilidade de que pessoas que não estão em seu juízo perfeito não incorram na utilização deste mecanismo inúmeras vezes.
Venho por meio desta solicitar a vossas senhorias que legalizem a aplicação deste mecanismo até a décima segunda semana após a fecundação e que cada mulher livremente possa determinar a melhor hora para conceber. Acredito que dentro deste novo patamar de legislação podemos traçar regras de avaliação da aplicação de métodos contraceptivos e sua real eficácia, pois a seriedade do assunto vem apresentando dados mascarados em face ao número de mulheres que recorrem as perigosas soluções caseiras ou inúmeras clínicas clandestinas é muito diferente do que a maioria das autoridades que têm hoje o poder de mudar os fatos, quer crer.
Um alarmante quadro representativo da aberrante situação atual é o do deputado que na sessão desta segunda-feira declarou que em toda sua vida só soube do caso de uma mulher que praticou aborto.
Ou este político está brincando, ou está louco, ou não vive a realidade e prefere desconhecê-la, neste caso deve ser marcado para que mulher alguma vote nele na próxima eleição.
Nem todas a mulheres são a favor do aborto, eu não sou, declarar-se à favor é uma temeridade, sendo uma solução última a qual recorremos por não enxergar futuro digno ao aglomerado de células quando ele começa a tornar-se gente em nossos ventres. 
Negar o direito da livre escolha a mulher sozinha e pobre é o investimento que uma legislação faz aos depósitos de crianças que são um negócio rentável, mas que não contam com o apoio geral e irrestrito da sociedade. 
Alguém pode ganhar dinheiro com a pobreza gerando filhos e não podendo cuidar deles, às mulheres só a dor e o abandono e os rótulos nefastos.
É deste mercado, além da dor de saber da morte de meninas com um futuro bonito e produtivo pela frente, que queremos deixar de participar, queremos que isso acabe, e a única forma é que vossas senhorias reconheçam a gravidade de negar às mulheres a alforria sobre seus corpos.
Dói-me demais levantar esta bandeira que causa-me nefastos resultados, como receber fotos e vídeos de bebês maravilhosos e a legenda subliminar de que é contra estas vidas que estamos atentando, quando na verdade, para que estes bebês maravilhosos, bem vestidos e nutridos apareçam lindos nas fotos, suas mães abriram mão de muito e tiveram o apoio de uma legião de pessoas, denominadas amigos, família e profissionais competentes. 
sozinhas, mulheres paupérrimas recorrem a ajuda de homens que não são pais de seus filhos como apoio e assim se dão fatos horrendos como os de monstros sub humanos que ficam com a mães já pedindo as filhas quando crescerem, e pasmem os senhores, estes acordos são feitos e as menininhas aos quatro ou cinco anos já servem sexualmente aos seus padrastos. é a serviço destes homens que os senhores estão proibindo mulheres pobres e incapacitadas de criar filhos, realmente filhos, não frutos do seu ventre?
temos que adquirir a maioridade racional, caros representantes políticos também das mulheres e ouvir o lamento pungente que nos chega das penitenciárias, dos xilindrós super-lotados:
"Eu não queria ter nascido, eu não pedi para viver!" gritam os torturados meninos pardos, e negros em sua maioria, ao serem confrontados com o resultado das suas ações na criminalidade em que são paridos e para ela educados.
Que a mãe que tenha um filho, possa declarar que teve porque o queria, porque estava disposta a lutar por ele, mesmo sozinha.
Os senhores serão cobrados, pois o resultado de sua negação é o que sofre e lamenta todos os dias condenado a vidas de martírio e tortura psicológica que é uma das condições da miséria do que sabe que nasceu para ser aquele bebê lindo e bem cuidado que andam mostrando nas redes sociais, mas que ao invés disso cresce entre ratos e come restos.
Que cada menina moça ou mulher que recorrer ao aborto, cuidará de sua própria consciência, e o estado providenciará para mitigar psicologicamente suas dores, que dele é a obrigação enquanto recebe os impostos dos cidadãos, homens e mulheres para providenciar seu bem estar.
Quanto ao tema proibição do aborto, tem favorecido a inconsequência masculina e penalizado a fertilidade feminina da forma que só um Estado animal e irracional o pode manter,





02 janeiro 2018

YMA SUMAC, Chuncho - Gal Costa, Vapor Barato


Tudo o que poderia ter sido
pode ser deixado como...
O ano passado, a vida que podia ser experimentada
de alma leve, tudo o que poderia ter sido, não o foi 
por eu ser covarde -
Muito antes pelo contrário!
Venha 2018

Escuto o CD MaXXimum da Gal Costa que reúne seus sucesso históricos
que começa arrebentando os bretes com a belíssima Vaca Profana, vai para Onde Está o Dinheiro,  e ternuriza com o hino Todo Amor que Houver Nessa Vida, congrega e conclama com 70 Neles, e deita e rola na potência da voz em Lua de Mel e vai bricar em Cabelo, daí...daí cai em Alguém Me Disse, uma letra de sofrimento, de falta de entendimento: alguém perdeu um amor e ama sofrer as novidades do novo relacionamento do outro. 
Tudo bem, segue para Nuvem Negra e é mais dor de amor, então joga tudo para lá e determina em Alcohol que seja só para desinfetar as feridas. Odara, é aquele novo amor, e chegamos a Vapor Barato, que é a música pela qua resolvi comentar. Em Vapor Barato ela faz uma parceria com Zeca Baleiro, que é uma das mais encantadores vozes masculinas brasileira e diz que anda à flor da pele, está cansada, mas ainda tem disposição ao menos para despedir-se e daí a letra torna-se menos importante, a voz é o show, e Zeca Baleiro assume e embala a preciosa obra musical. Simplesmente refinada apesar de sofrimento de amor.
Gosto da Gal, você já percebeu que onde quer que ela toque, capta nossa atenção?
É que ela é dotada no timbre. Ela nasceu, cresceu e formou-se para nossos ouvidos, em Flor da Pele 
ela experimenta os acordes de Yma Sumac.
Universalidade viaja no comercial, mas os dotados podem mais,
podem na expressão do melhor acorde. 
Do tipo que alinha células neurais para a potência, isso quando o artista escolhe letras que não nos enfraquecem induzindo-nos à sofrência. 
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22 dezembro 2017

Viva Roda, Maria Fattorelli - Para ver o vídeo e ajudar a transformar o país!

A PEC 55, já aprovada, trata do futuro das aplicações de verbas no país, é um embuste que usou como referênca um ano de crise, que foi o de 2016. 
"Toda a despesa primária dos Estados (Poderes Executivo, Legislativo, Judicíario, Ministério Público Federal - MPF​, Saúde, Educação, Segurança, Previdência) ficará congelada por VINTE ANOS. 
O que está fora do controle de despesas primárias e pode ser gasto livremente? 
O pagamento de juros!!
- A Pec 55 é a PEC dos banqueiros.
Para dar cumprimento a este teto rebaixado, tem que ter Reforma da Previdência, para cortar direitos,  adiar a aposentadoria para o infinito. Tem que ter reforma trabalhista!"

20 novembro 2017

Os violentos e criminosos impunes

Temos muitos direitos garantidos por lei. 
No estágio atual, poucos são assegurados, muitos, nem tanto, e vamos fazendo como seja possível. 
Ir e vir é um dos direitos fundamentais, dele depende o desenvolvimento de um povo.
Quando o direito de ir e vir pode ser praticado segundo critérios pessoais, sabemos que a segurança pública vai bem e outros direitos básicos estão saudáveis e sendo bem administrados. Quando morei com minha família durante dez anos em São Paulo, cuidava para permanecer indo e vindo minimamente, usufruindo deste direito somente quando julgasse essencial. Racionalizar o ir e vir significa economia de recursos e melhoria da qualidade de vida e emprego mais racional do tempo, se moramos na sexta maior cidade do mundo. 
Eduquei meus filhos na observância destes fatores e conseguimos nos resguardar de muitos mais incômodos e riscos dos que naturalmente passávamos somente por existir numa babilônia assim. Com uma série de abstenções auto-impostas, algumas públicas e notórias, pudemos usufruir das benesses da grande cidade, tudo com moderação.
Um dos meus filhos perdeu o horário do metrô no retorno da casa da namorada. Teve que descer numa estação da Avenida Paulista porque era a hora do metrô fechar e à empresa não importa se a pessoa ainda está muito longe de casa.
A cidade grande requer que você seja mestre em adminstração de tudo, desde de o toque na suspeita gota líquida no transporte público, o ar que pode estar indevidamente seco para respirar, o passo a mais na direção errada, tudo isso pode significar doença ou morte se não for analisado e não buscarmos soluções pessoais no enfrentamento. 
Meu filho desceu do metrô e não tinha dinheiro para táxi, se largou a pé no meio da noite rumo a nossa casa na Vila Madalena, logo foi pego por um grupo de rapazes armado de facas e cachorros, agarrado, imobilizado e sopapado. No outro dia nos contou o ocorrido em casa. 
O que uma mãe diz é que "não pode, não pode filho, isso não pode, se te acontecesse algo? Não pode contar com a sorte à noite, com tanta menina perto foi arranjar uma tão longe, tem que ter uma reserva de dinheiro para emergência para o táxi. E especialmente tem que carregar celular, você podia ter ligado e eu dava um jeito de ir te buscar." Então o filho responde que se tivesse celular consigo, o teria perdido.
Uma mãe pode dizer: você sabe que não pode ir naquela região depois do anoitecer de jeito nenhum, mas se é a própria Avenida Paulista?! 
Ontem, pegaram um menino de madrugada ao lado do metrô Dom Pedro e encheram ele de laço, podia ter sido pior. 
Mas, meu filho, o que te faz pensar que você pode andar naquela região àquelas horas? 
Que espécie de imunidade você pensa que tem, quando todos sabem que não podem privar desta liberdade? 
Liberdade de ir e vir é somente enquanto você estiver na multidão, e isso não é garantia efetiva, é apenas um placebo que te garantirá uma expressão corporal mais segura e garantida, que até pode manter afastados os trombadinhas que conforme a modalidade de prática, até  preferem a confusão do ir e vir da manada. 
Meu filho, se os guardas das cercanias não saíram dos seus postos para te acudir, eu acho isso o fim da picada, mas eles são treinados para não cair em armadilhas assim, e sair de seus postos e terem suas empresas invadidas e assaltadas, eu não te disse que quando me perdi procurando o endereço onde a Camille e o Joseph estavam passando a noite, já que eles haviam ficado com a chave da casa e eu sem e eu ligava e eles me davam o endereço e eu não o encontrava à noite, pilotando minha moto amarela na região dos armazéns da Lapa e Pirituba e os únicos vivos naquela hora da noite eram os vigilantes nas guaritas, e nas em que eu parei para pedir informação eles me trataram mal e enxotaram achando que era golpe, uma loira de moto fingindo estar perdida e pedindo informação, à noite, por ali? Só podia ser golpe. E se eu estivesse pedindo ajuda por estar sendo perseguida, você pensa que eles me ajudariam? 
Não ajudariam.
Nem em sonho! Se os guardas sonhassem com isso encarariam como pesadelo, acordariam suados e contariam para a esposa ao lado que tiveram um pesadelo em que quase foram metralhados, ainda bem que reagiram conforme o treinamento, até no sonho.
Ontem um moço levou uma surubamba de pau ao lado da estação Dom Pedro, o noticiário diz que os vigilante viram e não fizeram nada a não ser chamar a polícia e fechar melhor suas travas. 
A única alternativa para que isso não aconteça mais era se os militares tomassem a administração do país, tinha que ser uns militares que não tivessem subido aos postos de comando máximo durante a era comunista da corrupção que o PT instalou, onde a segurança que temos é a que merecemos por ter deixado eles se reelegerem. 
Estava contando a um amigo, dia destes, que na vila onde eu morava quando criança, durante o governo militar, houve uma fase em que os meninos fabricaram bodoques e saiam caçar passarinhos. Estavam avisados pelo rádio que não deviam fazer isso, mas faziam, sentindo-se alienados de qualquer represália, em um bairro que não possuia um telefone fixo, sequer.
Estavam jogando pedras com os bodoques a esmo, certa tarde, quando o fusquinha preto e branco da polícia estacionou ao lado deles, alguns conseguiram fugir, mas um deles o policial agarrou pelo braço e levou para o quartel, lá raspavam a cabeça do infrator como sinal, sem pedir a pai nem mãe nem conselho tutelar. O malandrinho que explicasse a falta da melena, com o aviso de que da próxima vez só o soltariam se o pai viesse buscá-lo no quartel.
Era bem diferente. 
E logo depois, naquela fase de governo militar, ainda, fiquei moça. Qualquer um andava livremente pelas ruas na hora que quisesse, se não estivesse malandreando, não corria risco. 
Ah, não havia drogas! Meus colegas da escola noturna chamavam "boleta" às drogas que ouviram dizer que fulano usava. A grande maioria de nós só conhecia droga de ouvir dizer e sob esta nomenclatura.
Eu andava sozinha à noite como podia andar de dia se ocorresse de perder a carona ou a hora. Não havia horário nem território proibido. Estou contando somente porque meus filhos não viveram isso.
A Tai, minha gatinha saiu gauderear, tomar sol no telhado, se achegar ronronando em alguém pedindo carinho ao meio-dia e levou um tiro na cabeça de pessoas adultas que prendem passarinhos, há alguns meses. 
Graças a bons médicos, perdeu somente os dentes e um lado da mandíbula. 
No tempo militar, jovem do bem não apanhava de noite dos outros, que se ocorresse de aparecer uma miliciazinha agia somente uma vez e teria que se mudar para outro país.
No tempo do governo militar, bicho caçava e vivia solto e pessoas não podiam cultivar tanto o banditismo como agora. 
Daí fomos entregar o governo aos que os militares chamavam de guerrilheiros e bandidos.
Agora os jovens apanham ao lado das estações de metrô e os vigilantes se pelam de medo de ser armadilha e deixam. Agora os gatos estão proibidos de circular, os pássaros vivem em gaiolas e, bem, todo o resto. Corrupção e impunidade.  
Na semana passada entraram no meu quintal, quebraram as costas da minha coelha e a penetraram sexualmente.


foto: Este sapo vive por ai, insistindo em entrar dentro de casa e viver embaixo da escada. Quando o vi nas primeiras vezes fiz um alarde, meus filhos o empurraram para fora com a vassoura, depois que vi que não faz mal, que as cadelas não se importam com ele, acho divertido vê-lo passar rumo ao seu quartinho, ou pedir para sair, parado ao lado da porta. Batizei-o de Harry Potter- pelo quartinho sob a escada - e a foto foi de um momento natural, no jornal que ganho no mercado para a Wyllow fazer xixí, estava parada lá o Harry, "lendo", a Wyllow, se vê a câmera, vem.

Reacionários: os que foram favorecidos pela ditadura do PT

Temos nossos direitos assegurados por lei. 
Um deles é a liberdade de expressão. 
Falar sobre nossos medos, sobre nossos sonhos, sobre os outros; tudo garantido pela lei, mas temos que estar conscientes que toda ação é sujeita a reações e interações. Na lei, é diálogo, é contra-resposta respeitosa.
É claro que é bem diferente quando somos ditadores de alguma região, área ou país e temos uma máquina de repressão habilitada para calar aos que discordam e desejam redarguir também publicamente. Não é mesmo, partidários do PT assentados em cadeiras de mando?
Numa ditadura, quando se estabelece o que se pode dizer e quem diz diferente pode ser calado a força, e se não é preso é para não tornar-se mito, sofre consequências que limitam sua mobilidade, vida profissional e social, as nulidades costumam proliferar e ascendem ao estrelato atores que interpretam intelectuais, pois intelectuais, pensadores autênticos tornam-se combatidos e são massacrados moralmente e economicamente.
Na ditaduras nunca importou se o que se manifesta contrário aos seus ditames está certo, importa é estabelecer uma verdade que favoreça os apoiantes da ditadura e não importa que ela seja fraca ou nada tenha a ver com a realidade.  E sempre que uma ditadura assim cai, seus apoiantes que privaram das regalias de ser-se conivente com os desmandos e a super-corrupção praticada pelos ditadores, vão sofrer o choque de sentirem-se descobertos se pretenderem que as regalias da ditadura não se ausentem da sua vida. 
Chama-se a este estágio de "o rei está nu".