30 novembro 2009

Osho

Clique no título da postagem ou ative o link para ver Osho:
http://www.youtube.com/watch?v=T7CSeU3YDB4

21 novembro 2009

Denise Ikeda


O Pontal do Paranapanema... a região onde morei por três anos antes de vir para São Paulo. Teodoro Sampaio: a cidade que chamo de Curaçau Blue, antes tentei Flor de Maracujá; exótica colorida, nem todos gostam, mas pelo calor de amolecer gaúcha, Curaçau Blue é mais adequado. 
Os moradores antigos, bem humorados, gostam de dizer que se houver tambor e colocar lona em volta é um circo.
Na semana passada estive lá visitando o casal de empresários Denise e Elias, proprietários do Varanda’s – Petiscaria. 
O estabelecimento é responsável pelas melhores comidinhas e bebidinhas em Teodoro. Correm disparados na frente da concorrência quando o quesito é atenção e bom atendimento aos clientes. Estão apostando na fórmula segura de sucesso empreendedor que é a valorização e constante treinamento dos funcionários. 
Em 2004 pintei um retrato de Denise com o filho Dú, que ela emprestou-me este ano para eu expor na França, onde fez o maior sucesso. 
Por duas vezes estive acompanhando senhoras que ao visitarem a exposição paravam emocionadas em frente a tela e nas quais vi lágrimas nos olhos e mãos ao peito, e muitas exclamações sobre o retrato. Recebi por ele duas propostas de compra e a modelo japonesa encantou não poucos marmanjos que queriam saber que espécie de mulher era aquela que causava sentimentos contraditórios neles, queriam saber se tal ser existia realmente. Ás senhorinhas que choraram, abracei e agradeci os elogios ao trabalho, aos marmanjos dei de ombros e disse, ela é assim mesmo pessoalmente. E aos que quiseram comprar...em euros...E se eu vendesse e fizesse outro? Não, claro, eu sei, eu sei, isso não se faz!...Euros...
Tomando o mais saboroso café gelado no Varanda’s, fazendo a coisa mais gostosa que existe, que é papear com amigos, sentada em frente a tela A Onça Bebe Água, pintura em óleo retratando Mata Atlântica que fiz para Denise também em 2004, narrei estas passagens da exposição da França ao casal, Denise e Elias, que sorriam de olhos apertadinhos. Denise comentou que seu retrato é muito importante para ela, que o pintei em fase muito complicada de sua vida, logo após seu divórcio,afirma que o retrato a ajudou a centrar-se. Lembrei-me do convite de uma exposição que fiz em1999, em Santa Maria, em que usei um trecho de um livro do padre Lauro Trevisan, em que aconselha como remédio para alma a realização de exercícios físicos, cirurgia plástica ou a realização de um retrato à óleo, ele diz que levanta a auto estima, e o Padre Lauro Tevisan sabe o que diz. 
Resumindo, o retrato de Denise é um trabalho que só trouxe alegrias e reverbera. Au passant, assinei a tela a Onça vai Beber água, pela qual, contaram eles, têm recusado ofertas.
Fotos: Denise, o filho Du e o esposo Elias, no Varanda's - Gilberto Foto São Paulo.
Cliquei o músico e compositor carioca, Agenor de Oliveira, que estava em turnée pela França, durante a abertura da exposição em Pont Sainte Marie, ao lado do retrato de Denise e Dú Ikeda.
Para ver o vídeo Animaboon, Evergreen, clique no título da postagem.

18 novembro 2009

Thibault


O Thibault da foto é maitre competente em um prestigiado atelier de cozinha da região de Champanhe, o Savoir Saveur. O seu nome é comum na França, homenagem aos dois grandes vultos históricos pertencentes a Ordem dos Cavaleiros Templários, que viveram entre 1100 e 1200, Thibault de Payns III - Senhor do Castelo de Martigny, e Thibault de Payns IV, filho do Mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, Hugo de Payns, o Thibault IV foi abade da Abadia de Saint Colombe. Segundo levantamentos realizados por estudiosos, ha registros que indicam que os Cavaleiros seriam descendentes do profeta Maomé -explicou-me Madame Chantal Choin, que também permitiu que eu fotografasse as réplicas do selos dos Cavaleiros Templários de sua propriedade. O Thibault atual aparece na foto junto a um ramalhete de muget, que é uma pequenina flor branca de delicadeza extrema e muito perfumada. Durante o inverno fica soterrada por camadas de folhas das árvores, mas na primavera suas folhas brotam fortes a anunciar as flores, que estão plenas no dia 1 de maio, quando é costume apanhar mugets e oferecer a quem desejamos felicidade.
Este ano eu estava na França naquele dia, e ao chegar ao restaurtante Thibault me ofereceu um raminho que juntei aos outros que ganhei durante o dia. Trouxe-os comigo para o Brasil, votos de felicidade tão delicados que guardarei para sempre e com muito carinho entre as folhas do dicionário gigante=Muget...
Para ver Yann Tiersen -Le banquet, clique no título da postagem

Gouchar

Eu não sei dizer se ele é da raça Maine Coon, Siberian Cat, um Rag Doll, ou Norwegian Forest, mas este foi o maior gato que vi na França.
Na foto ai ao lado aparece dançando um tango nas pernas da escultora Mariângela Ratto, enquanto ela degustava vinhos especiais na Cave Domaine Alain Mathias em Chablis. O gatão se chama Gouchar, quando tocamos o sino da entrada da caveau, apareceu sonolento pedindo colo, mas deve pesar mais de sete quilos o felino marmanjo, ficou a bailar no chão mesmo. Gostou mais da Mariângela, tenho para mim, que em função do sobrenome da artista, mas também pode ter sido uma atração pela taça com elixir que ela segurava. Vai saber se o segredo de tanta exuberância e saúde não é o mesmo dos italianos da serra gaúcha, um tantinho, todo dia.
Para ver o vídeo Totuls, clique no título do postagem

Zulmira Fernandes

Ela é uma mulher mignon de 48 anos, tem dois filhos, Raquel e Miguel. 
Raquel, todos chamam de Fifi. 
Fifi disse que com o exemplo da mãe, sente-se estimulada a também superar-se, só que no seu curso de direito. 
O marido de Zulmira chama-se Américo Fernandes, ele é fabricante de aberturas de alumínio. Zulmira atende no balcão de frios do maior supermercado da cidade, o Intermarché. 
Há cinco anos começou a treinar corrida, saía do trabalho e sem contar aos colegas e amigos, ia fazer seu cooper. 
Treinava no horário em que a maioria assistia as novelas. Quando se julgou preparada foi ao patrão e pediu patrocínio para participar da mais difícil corrida à pé da Terra, a Marathon Des Sables, que abrange 243km no deserto do Saara.
E do dia 27 de março ao 6 de abril, a região de Champagne, admirada viu Zulmira na tevê:
-Olhe lá a moça do balcão de frios!
Carregando numa mochila a tenda e tudo o que usou durante a maratona, recebia água racionada e entregue somente em alguns postos de verificação. Preparando sua própria comida, experimentando a temperatura de até 12o graus ao meio dia, caminhando sobre pedras, rochas e dunas de areia que lhe escangalharam três pares de tênis, a pele e a carne dos pés, aparecia a Zulmira nas reportagens, portuguesa de nascimento na maior aventura da sua vida, estava representando sua cidade de escolha, Saint Julien, na França.
Eu acompanhava a Secretária de Cultura de Saint Julien, Madame Chantal Choin, minha anfitriã durante a exposição das minhas telas na França na noite em que presenciei a maratonista receber uma medalha de honra, concedida pela municipalidade e entregue com pompa e circunstância pelo prefeito Daniel Picara, à atleta e a equipe que assumiu seu treinamento na temporada que antecedeu a maratona. 
Em meio aos flashs, Zulmira confidenciou-me que estava um pouco constrangida com a fama, o que ela gostaria é que todos soubessem, que se ela conseguiu, qualquer um pode...
Eu, que quase tive que usar asas de penas coladas com cêra para levar meu trabalho para expor na França, fiquei muito comovida com a Zulmira. "Qualquer um pode!"
Bon courage, mon ami.
Nas fotos, Zulmira e eu e 
Zulmira com sua equipe e seus patrocinadores após receber sua medalha de honra das mãos do prefeito de Saint Julien.
Para ver o brasileiro Carlos Dias no deserto do Saara, clique no título da postagem

17 novembro 2009

Heitor

Heitor de Pedra Azul é brasileiro, casado com Marie-José Carré, francesa, moram na França na Região de Champanhe onde expus em abril deste ano. Em um dia em que estive na casa deles, após o almoço Heitor foi passar ao violão o repertório do show que faria naquela noite, me emprestou o computador e me larguei em minhas correspondências, enquanto Marie saiu para comprar uma blusa branca, très, très jolie, para a apresentação de Heitor naquela noite. Na sacada da casa deles havia um arbusto coberto de flores. Começava a primavera e abelhas e besouros desfilavam e tomavam banho de sol com suas vestes brilhantes sobre as pétalas, larguei o computador e agarrei a fotografia. A sacada dá para um bosque, que após a chuva da noite anterior, estava verde no tom da camisa néon do Palmeiras. Um dia de poesia:
“Seu Seco era casado com Dona Seca
desde a seca de muitos anos atrás.
Nunca haviam tido problemas com o tempo
Estavam lá, sequinhos...
que nem fios de cabelos
da imaginação.”
Trecho do poema Seu Seco- Dona Seca, do livro de Heitor de Pedra Azul, Vivre et Apprendre/Aprender e Viver, escrito em português e francês, Editora Publibook.
Veja o vídeo do grupo Caruma ao clicar no título da postagem

Iris

O pai e a mãe de Iris foram passar a lua de mel no Egito, e ela instalou-se blastocisto, enroladinho.
Trofoblastro, aconchegada na barriga da sua mãe - imperceptível passageira no regresso do casal para a França. 
Iris nasceu em Saint Julien, sua mãe, Marie Sophie, sorri e responde sobre o perfil classicamente egípcio da filha: 
"A viagem ao Egito me impressionou!"
Charles Darwin escreveu:
“Do ponto de vista genético, evolução pode ser definida como qualquer alteração na frequência dos alelos de um ou um conjunto de genes. Mutações em genes podem produzir características novas ou alterar características que já existiam, resultando no aparecimento de diferenças hereditárias.” 
Ele falou que isso demora gerações, mas não levou em conta os efeitos do misterioso Egito.
Para ver o vídeo O despertar dos Anjos Humanos, clique no título da postagem
Não deixem de ver o pequeno filme neste link:

http://terrear.blogspot.com/2009/11/fantastica-mensagem-que-devia-ser.html

15 novembro 2009

Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP




Na noite da última quinta-feira, ocorreu a abertura da 3ª edição do Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP 2009. Este ano a exposição conta com trabalhos de 61 artistas do Brasil e do exterior. O salão, realizado pela SINAP-ESP com apoio da Secretaria de Cultura de Barueri, esta instalado no espaço de exposições do Ganha Tempo.
Presentes ao coquetel de abertura grande parte dos artistas expositores, convidados e autoridades. Tive dois trabalhos selecionados para a Mostra, a Madona do Espinho - Pacha Mama, escultura, e a tela à óleo Banho no Rio Padilha, paisagem de Mata Atlântica retratando o rio que fica no interior do rio Grande do Sul, hoje com as margens meio assoreadas é verdade, mas graças à Deus, não represado.
Presente no vernissagem o artista plástico Enio Cintra, que expõe no salão como um dos artistas convidados. Depois do papo preliminar em que identificamos nossas vocações e prioridades, depois de ter colocado muito bem sua posição crítica com realção aos oportunistas da arte inconsistente, na arte consistente do oportunismo, passou-me verbalmente com promessa de mais tarde fazê-lo por escrito, o mapa com a localização de boa parte dos canteiros de pitangueiras e amoreiras em vias públicas de São Paulo.
Com as antenas voltadas para o positivo, fiquei encantada ao ser distinguida com muitos elogios ao meu trabalho, pela escultora Marilzes Petroni, que com o apoio do esposo, Ivo Petroni , promotor cultural e Secretário de Cultura de Jundiaí, mantém um grande atelier naquela cidade.
A conversa com Ivo Petroni girou em torno das dificuldades que os artistas brasileiros enfrentam para  expor nos países integrantes do MERCOSUL.
Entraves burocráticos, barreiras alfandegarias impostos aos artistas visuais brasileiros são relato constante dos que se propõem a tais empreitadas, é consenso de que mais fácil é expor na Europa do que ter o trabalho liberado para entrar em países sul-americanos, como por exemplo a Argentina, onde é fácil entrar com o material, mas difícil sair. Inúmeros testemunhos.
Ivo Petroni segue nos próximos dias para Brasília, será recebido pelo Ministro da Cultura, Juca Ferreira, Ivo adiantou que a solicitação da defesa do direito de intercambiar cultura mais tranquilamente pelos artistas visuais brasileiros, junto a los hermanos de continente, está entre as sugestões que leva ao ministro.
Em abril expus na França, despachei como bagagem minhas telas gigantes, enroladas e acondicionadas em um case de prancha de surf.
Poderia ter passado despercebida se no retorno, no aeroporto Charles de Gaulle, não tivesse me entretido vendo as fotos do último dia em Paris no visor da câmera, tendo por esse descuido perdido o horário do check-in e a compostura, fora a taxa extra para reembarque.
Quando percebi já era tarde, houve a correria atrapalhada, a procura pelo balcão da companhia com toda a bagagem...em função da alteração tive que explicar os significados e materiais empregados em cada uma das esculturas da artista Mariangela Ratto, colega de exposição em Pont Sainte Marie, para quem eu trazia as esculturas na minha bagagem de mão (tome tento Mariangela! Na próxima faça bula).
Tanto me tontearam com perguntas, que ao ser liberada para o novo vôo, estava a quase perdê-lo também, não sabia novamente que direção tomar.
Perguntei-lhes: Where I’go?
Ficaram com as bochechas vermelhas - estavam suados, olharam-se e um arriscou: -To Brazil...of course? Me virei para o norte, gritaram e me mostraram o sul.
E cá estou...
17/10/2009.
Na foto o filho, Marcelo ao lado da minha  Pacha Mama na abertura do Salão de Artes.

Clique no título da postagem e veja o entorno de um baile Real