14 novembro 2013

Carta de Bill e Melinda Gates, para ti!

Obrigado por dar uma pausa em suas compras de Natal para prestar atenção no GivingTuesday.
Todo mundo tem suas próprias razões para dar meia volta.
Para nós, é simplesmente sobre como tornar o mundo um lugar mais justo e equitativo. 

Sabemos que tivemos muita sorte de crescer como nós crescemos
Nós acreditamos que todos merecem a chance de viver uma vida saudável e produtiva.
Esses são os valores que aprendemos com nossas famílias, e foi por isso que começamos a nossa fundação.

Em nosso trabalho, nos deparamos com um monte de grandes organizações que fazem o trabalho inspirador
nos EUA e ao redor do mundo.
Na verdade, como já falamos,a pergunta mais difícil que GivingTuesday,enfrentou foi:
Quais grupos devemos destacar?
Depois de muita discussão sobre todas as grandes opções lá fora, nós escolhemos quatro
Quando nossos filhos têm um pouco de dinheiro extra guardado e querem fazer uma doação, eles recorrem frequentemente a Bezerra Internacional e WorldVision. Através
da Bezerra, você pode doar um animal para uma comunidade em necessidade, um dom que pode beneficiar os destinatários por anos.
Através do World Vision e Save the Children, você pode mudar a vida de uma criança por ajudar a fornecer comida, cuidados de saúde, educação e muito mais. E através do Donors Choose.org é possível ajudar os professores a atender às necessidades de suas salas de aula, permitindo que os projetos que não pode acontecer o contrário.
Quem quer que apoies, e por menos que você doe, de qualquer forma, obrigada pela participação no GivingTuesday.

É uma ótima maneira de ajudar a criar o mundo melhor que todos nós queremos. 
Desejamos-lhe um feliz Natal.




Donnor Choose.org

09 novembro 2013

Bolas, Bolas!

Em 1880, os mineiros que escavavam a Table Mountain a procura de ouro deram com almofariz, um pilão e conchas entranhados na pedra a uma profundidade de cem metros.
O geólogo californiano J. D Whitney estimou que a camada geológica que continha os utensílios tinha 55 milhões de anos. Whitney documentou a descoberta, mas seu registro simplesmente não foi levado em conta pelo público e estudiosos.Incompreensível!
 Em 1966, em Hucitlaco/México, a geóloga Virginia Steen Mc Intyre descobriu uma coleção de ferramentas de pedra que os peritos do Geological Survey determinaram ter a espantosa idade de 250 mil anos. Ulalá, Virginia que estimava ter encontrado material de 20 mil anos quase não acreditou, mas documentou, registrou e publicou.
Nunca mais conseguiu trabalho na sua área, teve que mudar de profissão, o sítio foi fechado e nunca mais foi concedida licença para pesquisas mais aprofundadas.
Isso é coisa triste! Tu não achas?
E que tal homens e dinossauros vivendo no mesmo período?
O antropólogo Carl Baugh comanda, há anos, o trabalho de investigação em um sítio às margens do rio Paluxy, perto de Glen Rose, no Texas, onde foram encontradas pegadas fossilizadas de dinossauros e homens na mesma camada geológica.
Quando o achado foi divulgado, imediatamente foi tachado de fraude: "As pegadas humanas evidentemente haviam sido esculpidas". Escavou-se nova camada sob atento registro de testemunhas e lá estavam: homens e dinossauros convivendo, convivendo não sei, talvez um correndo atrás do outro, Mas na mesma estação. "Após examinarmos as pegadas humanas, diz o geólogo Don Patton, vimos que estavam no calcário Cretáceo, na mesma formação que a pegada do dinossauro. No corte da pegada pudemos ver os contornos óbvios sob o dedo e as estruturas sob cada dedo. Numa certa parte sob a pegada, vimos uma inclusão de Calcita, onde a força foi concentrada e produziu as estruturas da pegada, exatamente o que os geólogos procuram. Eliminamos a ideia de que foi esculpida." Um dedo fossilizado de um ser humano foi descoberto no mesmo extracto que as pegadas do dinossauro. Acho que sabemos quem comeu o resto e não quis o tal dedo, que dizem os estudiosos, tem até uma cutícula preservada -comida estragada!
No museu de Klerksdorf, Àfrica do Sul, é possível ver pequenas esferas que foram encontradas em uma mina de Pirifilita, são bolinhas manufaturadas cuja casca fina é uma liga de aço e níquel. A idade do artefato verificada em testes pela técnica de Rádio Isótopo, foi estimada em 2,8 a 3 milhões de anos. Nessa época a Ciência determina que a vida mais aprimorada na Terra era a das algas marinhas. Ainda bem que a Ciência tem tido a sabedoria de chamar o resultado de seus estudos de Teoria da Evolução, não Verdade da Evolução...né? Li este comentário por aí e achei trancendental.
As esferas de Klerksdorp são um cabo de guerra, os cépticos afirmam serem formações naturais, resultado de de metal agregado a um núcleo orgânico, mas não conseguem explicar os três sulcos paralelos da circunferência do material, e nem porque teem o formato idêntico a lua Iapetus, a terceira maior de Saturno.
Iapetus foi descoberta em 1671 por Cassini, e a 10 de setembro de 2007 a sonda que leva o nome do descobridor passou por ela a 1.640 km de distância. Nessa vizulização constatou-se que seus hemisférios são crateras. Por isso a ficção científica teima e esconder nela as naves dos fugitivos das caçadas interestelares, viu? Mas voltando a realidade, Iapetus na mitologia (?), era filhos de Urano e pai de Prometheus e Atlas, e ancestral da raça humana.
São muitas as curiosidades a respeito de Iapetus, que possui os dois hemisférios radicalmente diferentes, o visível é claro e brilhante como Europa, presume-se que feito de gelo, e o oculto é negro como carvão, presume-se que de material rochoso, é um pendant de Ing e Yang e tanto!
Detalhe: o lado branco e o negro são abraçados por uma crista muito bem feitinha que estudiosos dizem que seria remanescente da forma oblata da Iapetus jovem, quando girava mais rápido do que hoje.
Os Mochileiros da Galáxias afirmam que Iapetus é um satélite fabricado, olhando bem... Aguardemos queridos, a próxima visualização com maior aproximação será em 2015, eu já coloquei na agenda.  
Foto:Iapetus e algumas Sementes, digo bolinhas bem antigas encontradas 
em escavações pelo mundo afora. 
Dados relidos livremente e foto no Catavento Cultural, em São Paulo, com a réplica em tamanho natural do Cleptodonte que viveu no Brasil há 10.000 anos
Esferas de  Klerksdorf, foto da Net.
http://www.acasicos.com.br/html/hoevol.htm e na NET

Clicando aqui, veja o teem a dizer Copeland & Baugh, o da descoberta de Glen Rose.
http://youtu.be/YDnP4f9oHp0

06 novembro 2013

Café e Homens Místicos

Lá vem ele de novo, aquele bicicletista juramentado com sua buzina vendendo pão no cesto. O que até poderia ser uma boa solução quando não quero me vestir para ir até a padaria. 
É enrolar o corpo, ou o conto, e dizer que a bem da verdade não apareço de roupa trivial nem mesmo para piá que vende pão, tampouco para a Beth, da Avon. Esses, mesmo, até merecem mais esmero e capricho na vestimenta, pois de suores e calejamentos já veem fartura. 
É a responsabilidade visual. 
Como a verbal, de falar de acordo com o ouvinte, mas para naturalidade da elegância ficar mais evidente, andar de salto até dentro de casa. 
Talvez já seja mesmo somente mais um caso de encurtamento de tendões. 
Porém, tem dias que são não. e não compro pão nos dias não. Nada! 
Faço um bolo, dou um pulo, compro um livro, de salto, saltinho, tênis sem raquetes, como no passado. 
Comer é precisão, mas não é disso que se trata o conto. É do tempo em que eu pintava retratos feito máquina fotográfica, o dia todo, todos os dias no shopping Bourbon em Santa Maria, de salto alto. Santa Maria, não de salto, a Santa Maria que se diz da Boca do Monte, montes digo eu. 
    A que vem depois daquele verdor que envolve  ondulando a cidade de Dona Francisca, e vai anunciando a cidade universitária. Como portal, a Universidade Federal, onde eu levava as crianças fazer piquenique junto ao planetário e ia caminhar na pista olorosa do bosque de pinheiros alemães. 
Camille, dia desses olhou o cardápio da Universidade e espantou-se:
 - Cruzes, mas tem tanto curso quanto em São Paulo! 
    Mas em São Paulo também tem maritacas em algazarras nas manhãs de nossas janelas. E gente que vende pão em cestos. Que em Santa Maria não ha. São Paulo tem a gente que faz doces brancos maravilhosos nas feiras da Liberdade e os mercados exóticos nas periferias, oferecendo ingredientes que nem as feiras do Oriente em seus dias áureos... 
Ainda tem os parques, a concha acústica no Villa Lobos, as árvores floridas e 
bairros delimitados pela evidente diferença de seus tipos, pseudo Xangri-lás. 
O que é isso?  
Quem reclamar não tem olhos para ver. 
É a Salada Russa. 
É a vida, caleidoscópica de saltar o coração pela boca. 
    E Santa Maria?, por onde se chega cruzando a Garganta do Diabo. A Santa Maria é caldeirão bueníssimo para quem topa altas temperaturas no verão. 
Isso se tu chegas por Julio de Castilhos, e não fores uma noiva desesperada do tipo que pulava de lá  antigamente. 
Mas para não embromar, que já passa da hora de gente que quer crescer em saúde, dormir, chegando ao ponto de Julio de Castilhos, o município gaúcho onde os piás, até hoje crescem sabendo o nome de todo mundo que mora ou permanece mais de dois dias na cidade - é de lá que conto a historinha saborosa. Ao menos de contar. 
     O começo é a apresentação de um bom amigo que conheci quando tinha meu atelier no Shopping Bourbon de Santa Maria, o Azevedo. 
     Enquanto sua esposa meio caladona - como toda mulher que usa cabelo com penteado permanente - ia fazer compras no supermercado, ele vinha com um neto muito sorridente, olhar a minha exposição, e depois que entabulamos a prosear sempre me convidava para um sagrado café, que tomávamos na mesa que ficava em frente minha sala e dentro da área de alimentação. 
Me informava da cidade, dos pontos interessantes para conhecer na região. 
Foi o Azevedo que me contou da existência e localização de Mata, a cidadezinha ao lado de Santa Maria, que tem as ruas pavimentadas com árvores fossilizadas. 
Azevedo estava aposentado pela base aérea e ainda fazia algum bico de repórter para o jornal interno. Perguntava dos meus negócios e contava do seu jardim e das árvores, podas e aves, que conhecia muito. 
     Contou-me, certa feita, sobre o mais inusitado acidente aéreo ocorrido por aqueles pampas, 
serras e missões. 
Em um tempo em que gaúchos eram sujeitos muito cheios de engenhosidade, e os que sabiam ler eram muito contadores de histórias, da bíblia e dos mitos para os que não sabiam. Naquele tempo em que se dependia do fio da lâmina, mas que se usava com bastante parcimônia, pois das histórias difundidas, os de boa índole guardavam o sentido da feiura que era ser tido por um prejudicial Sicari. Mas quantas confusões e massarocas verborrágicas em que os heróis transitavam livres pelas epopéias alheias e quase ninguém dava por conta nem estranhava, e até mesmo quem percebia, aceitava quieto a muito bem vinda variação que impedia a monotonia de um causo só, o único entretenimento nos ermos recantos onde a querosene ou o pavio dum toco de vela eram o lume para lá de adequado aos contos noturnos, além das estrelas, do luar e das companheiras Mães da Vida que costumam ainda hoje iluminar e circular os banhos de rio em certas regiões. 
     Mas disso não sabia o Azevedo, e se sabia, não falava. Muito cosmopolita e entendido em quase tudo do ponto de vista dos homens da cidade, via o mundo descortinado como qualquer sujeito acostumado a ver de cima. 
     Contou-me, pois, de uma bravata perpetrada por um peãozinho duma fazenda em Julho de Castilhos, que numa bonita tarde dos fins de quarenta cavalgava pelos campos de cima da Serra juntando o gado, numa época em que certamente andava com a cabeça mais cheia de Davi e Golias do que preocupado com as impossibilidades que adviriam dali a um pouco, com a Pós-Modernidade, e até bem defasado, visto que nem da Modernidade tivera notícias, e eis que do nada, mesmo que vindo doutra dimensão, um aviãozinho teco-teco(quando a base aérea da vizinha e grande Santa Maria nem havia sido aberta) furou as nuvens e aproximou-se dos pastos dando um tremendo susto no xucro, pondo em debandada o gado que a custo ele havia reunido e conduzia arrebanhando. 
    Galopava e destratava, o bravo de braço erguido contra a fera aérea. O piloto, o pícaro Ícaro, resolve brincar um pouco mais com o gauchito metido a vespa e retorna, desta vez numa ousadia de quase arrancar o chapeuzito do vivente, que se não estivesse amarradinho de barbicacho...pois bem, gado espalhado, gauchinho feroz e o piloto retorna para arrematar a brincadeira com uma última e gasosa arremetida. 
    Ao aproximar-se pela terceira vez, deu-se o impensável. A heresia perpetrada pelo centauro pampeano que desinformado em etiqueta comportamental perante novos engenhos poderosos, arremessou as boleadeiras que só pararam enroladas nas hélices da máquina, entregando o recado que o piloto não ouviu, dos berros anteriores emitidos pelo do chão: 
"Vá brincar com outro mais entendido na sua linguagem, que eu estou aqui a trabalho, e estragastes o labor de um dia inteiro". 
    Foi notícia, garantiu o Azevedo. 
    Achei muito divertido como causo, mas não acreditei. 
    Na próxima vez que apareceu (lembro como se fosse hoje, ele se aproximando como um diplomata ultrajado com o álbum preto embaixo do braço e eu sentindo que ia ter que engolir meus comentários desafiadores), vinha com a pasta de recortes de seu trabalho e de fatos como esse, admiráveis. 
Lá estava a foto xerocada em preto e branco do fato noticiado pela imprensa de Porto Alegre, se não me engano, onde aparecia o aviãozinho de nariz no chão e em primeiro plano a caraça em close do rapaz que, correndo a cavalo e desarmado, derrubou um avião com apenas duas bolas enroladas em pedaços de couro e uma corda feita também de couro bovino trançado. 
É ou não é enxerto ideal para O Senhor dos Anéis? 
    Um dia passei por uma rua que não conhecia, do carro enxerguei o Azevedo cortando a grama de uma casa bonita e organizada, eu estava grávida do Joseph e de mudança marcada para Erechim. 
Me arrependo tanto de não ter parado para me despedir do amigo enquanto dava tempo.

Fotos: Frente e verso do postal que recebi de Azevedo

Postado por Geraldo Generoso, 
em 8 de janeiro de 2012 01:47
Giane, 
cada lugar tem uma aura, e nunca é monocórdia nem unicolor.
Você retratou bem essa realidade. A silvestria da cidade grande e um evento moderno no interior gaúcho. Isto também vale para o Brasil, com cada região sempre a nos oferecer o belo e o inusitado. Você dispõe de um estilo de muita propriedade e só seu, por sinal, muito atraente e diferenciado do que geralmente a gente lê por aí. 
Parabéns. 
Geraldo 

Declaração de Charles Bolden, o Administrador da NASA Lembrando ao Mundo Porque a NASA Continua as Explorações Espaciais

Esta semana a NASA realiza uma conferência entre  400 cientistas de todo o mundo para discutir os resultados que continuam a surgir a partir de nossa incrível missão Kepler.
Estes cientistas do governo, de dentro e de fora do país, vão continuar a explorar planetas potenciais fora do nosso sistema solar nos próximos anos, com base no trabalho pioneiro das espaçonaves.
Os participantes da conferência estão relatando muitos resultados surpreendentes. 
Entre estes incluem um resultado impressionante, que constatou que pode haver muitos mais planetas semelhantes à Terra do que se pensava na Via Láctea que se localizam na "zona habitável".
A ciência que Kepler tornou possível nos lembra o quão importante é o trabalho da NASA é a compreensão do nosso universo - e por que nós precisamos continuar a empurrar os limites de exploração.
Kepler foi projetado para examinar a nossa região da Via Láctea, para descobrir o tamanho da Terra e dos planetas menores em ou perto da zona habitável e determinar que fração das centenas de bilhões de estrelas em nossa galáxia pode conter tais planetas.
Embora a missão Kepler tenha cessado a operação no início deste ano, nós já confirmamos 167 planetas orbitando estrelas em outros sistemas solares, como os candidatos a planetas List Atualmente situando-se em 3538.
Enquanto a Nasa planeja a missão a um asteroide e Marte, e marcou apenas 13 anos de habitação permanente a bordo da Estação Espacial Internacional, na qual estamos aprendendo a viver e trabalhar fora do planeta a longo prazo, estamos trabalhando duro para revolucionar a capacidade da humanidade para alcançar e viver em outros lugares do nosso planeta, e essas descobertas de Kepler são um lembrete fascinante que pode haver outros mundos como o nosso que também podem abrigar vida ou ser habitáveis.
Enquanto nós continuamos a aprender mais sobre esses mundos, missões como Juno e New Horizons vão ampliar nossa compreensão do mundo mais perto de nós.
Maven, lançando no final deste mês, vai acrescentar  conhecimento sobre Marte, em preparação para uma missão humana lá na década de 2030.
Antes disso, a NASA pretende localizar e redirecionar um asteroide em órbita lunar, e os astronautas poderão visitar um desses antigos blocos de construção do sistema solar até 2025.
Estas realizações incríveis teriam sido impensáveis poucos anos atrás, mas com os nossos investimentos constantes e estratégica em ciência, tecnologia e exploração humana, continuamos a construir um programa espacial que leva o mundo em descoberta científica e tecnológica.
Parabenizo a equipe de Kepler em suas descobertas contínuas e estamos ansiosos para que a ciência e a exploração trabalhem juntas para ajudar a NASA a escrever o próximo capítulo da experiência humana.

Charles Bolden

Declaração publicada na página da 
National Aeronautics and Space Administration - NASA,
em 05 de novembro de 2013
​ ​
pelo administrador Charles Bolden

02 setembro 2013

A tia Luiza - Que Deus a Guarde!

A tia Luíza contava histórias - prêmio por bom comportamento -anunciava. Que nada! Contava porque era uma contadora nata. 
Havia uma sobre duas irmãs completamente diferentes. Uma menina, que ao abrir a boca soltava os mais cabeludos palavrões, só sabia responder ou se dirigir aos outros anexando um impropério a cada três palavras.
A outra era uma doce criatura que da gentileza era o modelo, delicada e terna. 
Eu recordo da tia Luíza contando histórias e meu coração sorri. 
Sobre estas duas irmãs, a história era longa, mas acabavam por receber a visita de uma anjo disfarçado, como cada uma interagiu com ele conforme sua vocação, e sendo este o anjo que distribuía justiça, condenou a boca-suja a um triste destino que só se reverteria diante do autêntico arrependimento - senão não era anjo e nem história para criança. 
A sina da moça com vocabulário tão pobre, era que a cada baixaria que ela tentasse pronunciar, ao invés de palavras saltariam sapos e insetos da sua boca, só quando fosse falar merda, era merda mesmo que saltaria. 
Para cúmulo do azar ainda estaria fadada a ver a irmã continuar a falar da sua maneira doce e calma e ao final de cada frase que a femininésima irmã dizia, de sua boca saia uma maravilhosa rosa tipo enxertada de tão perfeita, só que também perfumada.
A tia Luíza enfeitava direitinho essa história, adequando às personalidades das minhas primas, a Cleide e a Clair, que se divertiam muito ouvindo. E eu com o divertimento delas, achando que seria muito bom ter uma irmã quase da minha idade para ter essa cumplicidade tão linda. 
Hoje passei o dia a fazer rosas de cristal lembrando da tia, querida tia Luíza. Eu estive travada para começar a realizar este trabalho. 
Não sabia que tipo de menina o anjo observador concluiu que fui.
Gente, boa! Boa menina, cada rosa linda, e não exclusivamente, entre um trabalho e outro! 

Já que a florear estou lembrei de um livrinho que guardo desde a adolescência, tem lindas fotografias de rosas e ao lado um verso, não encontrei o livro para pegar o nome do autor, mas ao lembrar da tia Luíza, me ocorreu este verso: 
"A minha rosa de repente
passou da infância a velhice,
mas eterno e permanente
foi tudo o que ela me disse."

Tem finais de tarde, assim, que não são tão cabeça, são só coração.


28 julho 2013

Algumas informações sobre o meu trabalho



MEUS BLOGS:
Flor Amarela: http://gianepereirasoares.blogspot.com


Giane Cor de Rosa: http://gianecorderosa.blogspot.com


Rosas e Sol: http://rosasesol.blogspot.com


Massa Crítica:http://www.criticamassa.blogspot.com.br

Campo Amarelo:http://campoamarelo.blogspot.com.br

Colzas de Meninas:http://www.colzasdemeninas.blogspot.com.br


Endereços de e-mail:
soma.giane@gmail.com
gianecorderosa@gmail.com
Atelier:
Morumbi - São Paulo

FORMAÇÃO: 
1986- Desenho Artístico e Publicitário - IUB
1989 - Atelier SESC/UNIJUÍ - RS
1991 - Oficina Internacional de Desenho UNIJUI / UNAM - RS
1991 - Pintura Mural - APA /Santa Maria - Ijuí/RS
1992 - Atelier Livre Desenho e Modelagem - Inge Jost Mafra - Ijuí RS
1993 - Atelier Livre Desenho e Modelagem - Inge Jost Mafra - Ijuí RS
1994 - Atelier de Sensibilização Artística - Atelier 6 - Porto Alegre
1994 - Oratória Política - Senac / Ijuí RS
1995 - Preparação e Organização Profissional com Francisco Xavier
Fundação Cultural Ijuí RS
1996 – Comportamento e etiqueta em recepções de eventos - Dylson Stein Produções
2002/2005 - Pesquisa em Jazidas de Argila e produção de Cerâmica em Teodoro Sampaio - Pontal do Paranapanema - SP
2006 - Oficina de Canto - Senac / São Paulo
2007 - Curso de Roteiro p/ Cinema - Rubens Ewald Filho - Casa do Saber - São Paulo
2008 - Curso de Escultura em Pedra Sabão no Museu Brasileiro de Escultura /São Paulo
2008 – Curso de Escultura e modelagem - Angela Bassan - Museu Brasileiro de Escultura/SP
2008 - História da Arte - Nelson Screnci - Museu Brasileiro de Escultura/SP
2008 - História da Arte Brasileira - Nelson Screnci - Museu Brasileiro de Escultura/SP
2008 - História da Arte na Mitológia Greco/Latina - Instituto Langage SP
2008 - Metodologia de Projetos p/ Restauração - Escola de Restauração de São Paulo / Museu Brasileiro de Escultura SP
2008 - Atualização p/ Professores de Artes - Centro de Cultura Judaica - São Paulo
2009 - Workshop de Fotografia por Sandra Naime - Museu Brasileiro de Escultura SP
2009 - História da Arte Pré Colombiana - Rosangela Gonçalves - Museu Brasileiro de Escultura/SP
2009 - Enc. Técnico Projeto Lembrar - Centro de Cultura Judaica - São Paulo
2009 - Composição - Cirton Genaro - Museu Brasileiro de Escultura - SP
2009 - Contação de História - Grupo Era Uma Vez - Centro de Cultura Judaica - São Paulo.
2009 - Treinamento Voluntariado de São Paulo
2010 - História da Arte Contemporânea Flávia Ramos, Museu Brasileiro de Escultura/SP
2011 - História Sintética da Arte Universal - Rosangela Gonçalves - Museu Brasileiro de Escultura/SP
2011 - Teatro - Vivian Vineyard - Centro de Cultura Judaica - São Paulo
2011 - Oficina de Teatro para Educadores - Cenas e Narrativas Sobre o Holocausto - Leslie Marko Museu Brasileiro de Escultura / SP
2011 - Voluntariado em Museus e Centros Culturais - Centro de Voluntariado de São Paulo
2011 - História da Arte - Rosangela Gonçalves - Museu Brasileiro de Escultura/SP

EXPOSIÇÕES COLETIVAS:
1993 - Espaço Alternativo de Arte - Ijuí
1993 - Armazém Cultural - Feira de Arte e Antiguidade
1993 - Exposições Murais 100 anos nos muros de Ijuí
1993 - Espaço Cultural da V Expo -Ijuí
1993 - Galeria Expo Arte - Ijuí
1993 - Mostra Alternativa de Arte – Ijuí
1994 - Espaço Cultural da VI Expo - Ijuí
1994 - Salão de Arte - Semana Farroupilha - Ijuí
1994 - Galeria Expo Arte - Ijuí
1995 - Casa Cultura Justino Martins - Coxilha Nativista - Cruz Alta
1995 - Semana Acadêmica de Arte – UNIJUÍ
1995 - Casa de Cultura Érico Veríssimo – Cruz Alta
1995 – Expo/FENADI - Ijuí
1995 - III Mostra Alternativa de Presépios – Ijuí
1995 - Salão de Arte de Ijuí – Semana Farroupilha -Iluí
1995 - Exposição Coletiva Shopping JB - Ijuí
1996 - Espaço Cultural Caixa E Federal - Ijuí
1996 - Salão de Honra 27º GAC - Ijuí
1996 - Espaço Cultural CEF - Ijuí
1996 - Salão de Honra 27º GAC – I EXPOART - Medalha de Ouro -Ijuí
1996 - Mostra de Arte Shopping JB – Ijuí
1996 - Espaço Cultural EXPOIJUÍ - Ijuí
1997 - Museu Diretor Pestana - Ijuí
2001 - Museu de Arte de Santa Maria “500 Anos do Brasil” 2001 - Santa Maria RS
2004 - Espaço Cultural da Prefeitura de Teodoro Sampaio - São Paulo
2007 - 20º Salão de Arte de Pinheiros - São Paulo -SP
2008 - 21° Salão de Arte de Pinheiros - Medalha de Ouro -São Paulo -SP
2009 - Manifestações IV- Museu Brasileiro de Escultura - MuBe - São Paulo - SP
2009 - I Temporade Brasil Sertão et Mer - Pont Sainte Marie - Champagne – França
2009 - 22 Salão de Arte de Pinheiros - Hors Concour - São Paulo
2010 - Concurso Scotch - Museu Brasileiro de Escultura -MuBe - São Paulo
2010 - 23° Salão de Arte de Pinheiros - Hors Concour - São Paulo
2011 - Exposição Troyart Internacional - Museu Brasileiro de Escultura - São Paulo
2011 - 24° Salão de Arte de Pinheiros - Hors Concour - São Paulo
2012 - 25° Salão de Arte de Pinheiros - Hors Concours - São Paulo
2013 -Academia Brasileira de Ciência Arte e Literatura - Espaço Cultural Lisboa - São Paulo

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS:
1993 - Casa de Cultura de Taquara
1997 - Salão VIP da SOCIEDADE GINÁSTICA - Encontro Maçônico– Ijuí RS
1997 - Lance Livre SOGI – Ijuí RS Performance executando escultura com sucata e solda - Ijuí RS
1997 - Mix Sensation – Danceteria Planet
Performance executando escultura com sucata e solda ao vivo- Ijuí RS
1997 - Salão Espaço Cultural 11º FENADI - Ijuí RS
1997 - Espaço Cultural Caixa Econômica Federal – Ijuí RS
1998 - Salão de Arte Hotel Fonte Ijuí RS
1998 - Casa de Cultura Justino Martins - Cruz Alta RS
1998 - Hotel Jardim Europa - Ijuí RS
1998 - Natal no Shopping JB – Ijuí RS
1999 - Exposição Permanente no Atelier “A Casa do Bispo” - Ijuí
1999 - Salão Rosa Cruz - Ijuí RS
2000 - Salão de Arte do Hotel Morotin – Santa Maria
2000 - Casa Zero Hora – Santa Maria /RS
2000 - Santa Maria Shopping – Santa Maria /RS
2000 - Big Shopping Santa Maria – Santa Maria /RS
2001 - Big Shopping - Santa Maria/RS
2001 - Espaço Cultural Protege - Santa Maria/RS
2002 - Master Sonda – Erechim/RS
2002 - Espaço Cultural Castelinho – Erechim/RS
2002 - Espaço Cultural Caixa Federal– Erechim/RS
2002 - Espaço Cultural Castelinho – Erechim/RS
2003 - Espaço Cultural Medianeira – Erechim/RS
2003 - Atelier Aberto - Teodoro Sampaio/SP
2004 - Exposição Banco Banespa- Teodoro Sampaio - SP
2005 - Banespa - Teodoro Sampaio/SP
2006 - Prefeitura de Teodoro Sampaio – Teodoro Sampaio/SP
2006 - Salão Secretária Cultura Taquaruçú de Teodoro Sampaio -SP
2007 - Ecofit - São Paulo
2011 - GPS/Ohata - Kohii e Cultura - Liberdade, São Paulo
2013 - Espaço Cultural Rosacruz - Imagens dos Sonhos - São Paulo

PRÊMIOS:

*1996
 - Primeiro lugar no 1° Concurso de Arte Batalha de Monte Caseros
Ministério do Exército 27 GAC -Ijuí

*1998 – Primeiro Lugar “Força Geradora”
Concurso Artístico Fundação Cultural de Ijuí

*2001 – Menção Honrosa no Concurso Artístico Duque de Caxias
Ministério do Exército de Porto Alegre /Escola Militar em Porto Alegre.

*2008
 - Medalha de Ouro
21° Salão de Arte de Pinheiros – São Paulo

*2009 - Medalha de Prata
Salão de Arte AMC Pinheiros - São Paulo

*2009 - Hors Concour
22° Salão de Arte de Pinheiros

*2010
 - Prêmio Criatividade Escultura
V Salão Galeria Mali Villas Boas - São Paulo

*2010 - Hors Concour
23°Salão de Arte de Pinheiros - São Paulo

*2011 - Hors Concour
24° Salão de Arte de Pinheiros

*2013 - Medalha de Mérito Artístico, concedida pela Academia de Ciências Artes História e Literatura - São Paulo

OBRAS EM EXPOSIÇÃO PÚBLICA PERMANENTE:
*Batalha de Monte Caseros - Salão de Honra
Ministério do Exército - Ijuí/RS

*Conde de Porto Alegre
Salão de Honra do 27° GAC - Ijuí/RS

*Ventania
Painel de ferro - Glasnost Ijuí/RS

*Mergulhando nos Mitos
Pintura mural de 3.000x400cm no Clube Aquático Tiarajú –Ijuí/RS

*Retrato do Dr. Emilio Andary
Clínica de Cirurgia Plástica Andary

* Retrato do General Max Hoertel
Comando Militar do Sul - Porto Alegre – RS

*Retrato do General Francisco Pinto
Comando Militar do Sul – Porto Alegre - RS

*Retrato do Duque de Caxias
Escola Militar do Exército de Porto Alegre - RS

*Visão espiritual da Mãe Peregrina de Schoenstatt
Santuário de Schoenstatt -RS

*Retrato do Reitor Cléo Ortigara
URI/Erechim RS

*Retrato da Reitora Mara Rosler
URI/Erechim RS

*Retrato do Professor Mantovani
Educandário Mantovani
Erechim RS

*Pachamama
Clinica de cirurgia plástica do Dr. Josué Raulle
São Paulo

*A Onça vai Beber Água
Atelier Varanda's da Denise Ikeda e marido Elias- Teodoro Sampaio SP

*Banho de Rio- mata atlântica brasileira
Restaurante L’Atelier de Cuisine Savoir Savour
Saint Parres Aux Tertres – FRANÇA

*Não Tenho Medo -Medalha de Ouro
Associação Comercial de Pinheiros São Paulo/SP

*Retrato do Presidente das Cooperativas de Champagne
Christian, sua esposa Martine e sua cachorrinha Tina Turner
Cave Marquis de Pomereuil - Riceys, FRANÇA.

*Retrato da família Ohata no Japão
Fermentech , São Paulo SP

*Com Cristo – Lar espírita Simplesmente Amigo – São Paulo

Outras atividades além das aulas de artes em meu atelier:
1994 - Abertura da galeria de Arte e Antiguidade Cia Cultural, parceria com a jornalista Iara Soares -afastamento para cuidar da filha, Camille Luar, que nasce nesta época. Foi desistir da realização do maior sonho profissional, para receber a benção e acatar os desígnios, baita bifurcação, adoráveis desafios.

1997 - Atelier conjunto com a porcelanista Ires Terra.

1997 - Coordenação do Grupo de Apoio as Artes Plásticas da Fundação Cultural de Ijuí, na época em que Regina Perondi era Presidente e Ben Hur Mafra, vice, se não me engano.

1997 - Aulas de desenho para os alunos da Fundação Cultural de Ijuí

1997 – Co-direção do espetáculo Natal Luz apresentado no Estádio São Luiz, que contou com a participação de 250 figurantes – Espetáculo criado pelo Frei Genésio, (o atelier que compartilhava com Ires Terra ficava ao lado do estádio, no segundo piso, donde alunos e artistas assistiam as grandes partidas de futebol. Uma tarde estava em meu cavalete trabalhando e o Frei Genésio acompanhado de algumas autoridades acenou de lá, não entendi, logo depois entrou no atelier trazendo aquela ponderação e amabilidade características dele, chamou-me ao trabalho, e que trabalho! De megafone correndo no meio do campo orientando gaúchos que se apresentariam em comitiva montados em seus cavalos, a versão da Natividade seria gauchesca, com cavalarianos do Centro de Tradições Laureano de Medeiros e Farroupilha, Igreja da Natividade em Ijuí/RS.

1997 - Cenário da peça teatral Quebra Nozes para Academia Movimento da Lorena Beal - Sociedade Ginástica, Ijuí/RS.

1998 –Orientadora da oficina artística de Terapia Ocupacional para pacientes da Saúde Mental do Centro Psico Social de Ijuí/RS (por indicação da minha amiga e psicoterapeuta Elaine Arrais, todos eram Picassos no grupo, trabalhos maravilhosos, aprendizado imenso).

1998 – Desenvolvimento e produção e assinatura dos perfumes de edição limitada,Gengibre e Pitanga. Pesquisas de essências orientadas por Marly Schmit da In Art Parfum. Desenvolvimento da embalagem personalizada sob a supervisão da porcelanista Ida Mengella Fengler. Tiragem de 200 frascos lançado e esgotado em 03/12/98, durante a abertura da exposição de natal no JB Shopping Center. Na abertura da exposição, o grupo de teatro Sereias e Granulados realizou performance tendo como tema poesias do livro Encontros e Desventuras, de Nair Albuquerque, que foi lançado naquela ocasião – Ijuí/RS.

1999 - Restauração do casarão histórico de propriedade dos Drs. Luiz e Marília Thomé da Cruz. O casarão construído em estilo português pela família Wikrowsky foi residência oficial do Bispo Dom Valmor Battú Wikrowsky (o imóvel serviu como Diocese durante um período). Fiz a restauração seguindo informações sobre características originais do imóvel fornecidas por familiares de Dom Valmor. Ali instalei o atelier “A Casa do Bispo” com exposição permanente, de alunos e de artistas convidados, de móveis e molduras entalhados a mão do tradicional Atelier Candotti de Catuípe, bem como aulas de música, ministradas por Daniel Lehn, e dei aulas de desenho e pintura.


2000/01 - Realização de retratos e caricaturas em vias públicas em Santa Maria/ RS. Cidade universitária, os vestibulandos encomendavam seus retratos caricaturizados nas futuras profissões. A seguir vieram os ateliers instalados nos shoppings: Santa Maria Shopping, no Calçadão, e depois no Shopping Burboun, fiz muitos retratos , grafites a exaustão e dava aulas a domicílio. Tive que parar no final da gestação do Joseph, então me mudei com a família para Erechim.

2001 - Inicio da publicação semanal de crônicas via internet.
2001 - Publicação de crônicas sociais no Jornal Diário da Manhã de Erechim/RS
2002/2004 - Mudança para Teodoro Sampaio - Pontal do Paranapanema -divisa com o Mato Grosso, cantinho do estado de São Paulo, foi grande emoção ver a bandeira do meu novo estado tremulando no Fórum em frente a minha casa. Neste período dei aulas e pesquisei em jazidas de argila, queimava os trabalhos no gigante forno da olaria do Sr. João - Teodoro Sampaio –SP

2005 - A Prefeitura Municipal de Teodoro Sampaio, durante a gestão do prefeito Paulo Pires, realiza um vídeo institucional sobre meu trabalho, foi produzido pela Foto Stúdio São Paulo, da querida família Freitas.

2006 - Mudança para São Paulo, capital

2009 – Criação do Blog: 
Flor Amarela http//gianepereirasoares.blogspot.com

2010 – Publiquei na coletânea Universo Paulistano - Volume ll – Editora Andross

2010 
– Passei a integrar o Grupo de voluntários em contação de história Era Uma Vez (presidido por Terezita Rubisntein) do Centro de Cultura Judaica, São Paulo. Novo Norte para a vida. Muitas bençãos e lindos momentos, novos horizontes.

2011 - Criação do blog 

2011 - Pintura Mural Amarelo na Vila Madalena, São Paulo.


2011 - Pintura do piso cenográfico da peça teatral Hair (temporada de São Paulo, Teatro Nair Belo, Shopping Frei Caneca).

2011 -
 Criação do Blog Arte Barrò, do artista Wilson Castro: http://estiloartebarro.blogspot.com/)


2011 - Criação do blog Rosas e Sol: http://rosasesol.blogspot.com


2012 - Pintura de efeitos especiais para o cenário e adereços da peça teatral Família Addams. A Família Addams - espetáculo produzido pela Brodway, na temporada brasileira foi encenada no Teatro Abril em São Paulo, estrelado por Marisa Orth e Daniel Boaventura, a produção seguiu os rigorosos critérios da montagem americana original. 

2012 – Realização da pintura de efeitos especiais na montagem brasileira da peça teatral Priscilla Rainha do Deserto (em turnê mundial) super-produção realizada com a participação de artistas de vários países em cartaz no Shopping Burboun, em São Paulo. .

2012 -Participação na pintura de efeitos especiais da peça teatral Atreva-se, escrita e dirigida por Jô Soares (Teatro Shopping El Dourado).

2012 - Participação da pintura especial e restaurações para a peça teatral New York, New York (Teatro Sergio Cardoso).

2012 - Participação no Comitê Técnico Urbano de Pinheiros, coordenado a princípio pelo Dr. Fabricio Cobra Arbex e depois pelo empresário Edson Ishida. Iniciativa da Associação Comercial de Pinheiros, o Conselho mapeia vocações e dificuldades da região de Pinheiros para elaboração de um documento que integrará o novo Plano Diretor de São Paulo a ser promulgado pela próxima administração municipal.

2012 - Aulas de pintura em tela e mural no Centro de Desenvolvimento para Promoção do Envelhecimento Saudável - CEDEPS - Vila Madalena.
O projeto de aulas tem o apoio da Subprefeitura de Pinheiros, gestão do subprefeito Sergio Alves, e foi patrocinado pelo Colégio Santa Cruz.

2012 - Criação dos adereços, atuação e co-produção com a artista plástica Lenora Telles Píres para a peça teatral Filhos do Sol da Loja Rosacruz São Paulo.
Direção de Tony e Luiz Sellani. Documento fotográfico: Zizi e Zabaleta

2013 - Criação e realização do Prêmio Stampa - Troféu escultura colecionável comemorativo aos dez anos de circulação da conceituada revista gaúcha de Ijuí- RS.


2013 - Sequência das aulas de pintura em tela e mural no Centro de Desenvolvimento para Promoção do Envelhecimento Saudável - CEDEPS.
O projeto de aulas tem o apoio da Subprefeitura de Pinheiros e foi patrocinado pelo Colégio Santa Cruz. São Paulo

2013 - Criação do blog Massa Crítica; http://www.criticamassa.blogspot.com.br

2013 - Criação do blog Campo Amarelo: http://www.campoamarelo.blogspot.com.br

2013 -Criação do blog Colzas de Meninas: http://www.colzasdemeninas.blogspot.com.br

"A artista plástica Giane Pereira Soares, nasceu em maio de 1966, em Ijuí, região das missões no Rio Grande do Sul.
Obreira, operária, ela literalmente põe a mão na massa, loura ou ruiva, dependendo dos seus humores, aparentemente frágil, mas com muita força e determinação.
Tanto pode pintar um mural de dimensões assustadoras, retratos ou arabescos em filetes delicados, esculturas em pedra, modelagem ou solda e ferro.
Durante a sua trajetória tem sofrido críticas por não se prender a uma técnica ou estilo, mas para ela o que interessa é a criação e produção. Medo de matéria que escolhe para dar forma, não faz parte do seu vocabulário.
Desde 2001, escreve crônicas que publicou em jornal e agora pela via internet, nas quais relata o cotidiano de seu metier, que tem desenvolvido em Ijuí, Santa Maria, Erechim, no RS, e desde 2002, no estado de São Paulo, primeiro em Teodoro Sampaio, e desde 2006, na capital, São Paulo."

Juçara Christmann - jornalista Porto Alegre

Foto: Força Geradora, pintei-o em mural no Shopping em Santa Maria no ano 2000.

24 julho 2013

Livro de Marilda Almeida da Silva - Medicina em Ijuí - Fragmentos de uma história e seus personagens,

Carolina  expondo a capa do livro da mãe, a crítica de arte e historiadora, Marilda Almeida da Silva
O livro da historiadora Marilda Almeida da Silva foi lançado em 2012 em Ijuí. A publicação é fruto de quatro anos de trabalho em que a autora empenhou-se em uma ampla pesquisa. 
Suas fontes foram especialmente os documentos preservados do Museu Antropológico Diretor Pestana, e entrevistas com familiares dos médicos citados. 
A publicação foi patrocinada por três instituições - Sociedade de Estudos, Pesquisa e Assistência Médica (SEPAM), Associação Médica do Noroeste(AMEN) e Hospital de Caridade de Ijuí.
"O conteúdo da publicação, dividida em cinco capítulos, contempla desde os primórdios da medicina ocidental, passando pela história dessa no Brasil e no Rio Grande do Sul, até a consolidação do seu exercício em Ijuí, ou seja, desde a fundação da colônia, em 1890, até a década de 1960. O professor da UFRGS, José Augusto Avancini, na orelha do livro, considera o livro de Marilda como um dos pioneiros na pesquisa sobre a história da medicina no Brasil, e especialmente no Rio Grande do Sul.
Marilda nasceu em São Paulo e foi criada em Ouro Fino, interior de Minas Gerais. Passou a residir em Ijuí e, 1970, rapidamente interessando-se pela cultura e particularidades da região. É graduada em História e em Artes Visuais pela UNIJUÍ, com mestrado em Artes Visuais pela UFRGS. Também é autora, junto com Celso Ackert, dos Cadernos do Centenário, sobre a história de Ijuí, publicada pelo Jornal da Manhã, em 1990. Na entrevista que segue, Marilda explica a proposta do livro e relata curiosidades sobre o exercício da medicina no passado.

Como surgiu a ideia do livro?
Eu já tinha experiência anterior com pesquisa e publicação histórica. Sou graduada em História e em Artes Visuais, e fiz mestrado em teoria Histórica e Crítica de arte. Essa formação me dá conhecimento mais estruturado para enxergar as coisas. E o Dr. Pydd, que gosta muito da preservação de memórias, acabou me instigando a escrever.
ele sabe do acervo do Museu e me questionou sobre a existência de fotos, documentos de médicos, e sugeriu que eu escrevesse sobre isso. Eu esquematizei um projeto, que foi discutido pelos médicos, e as entidades (Sepan, Amen e HCI) que acabaram financiando a pesquisa.

Quais foram os maiores desafios a superar para a elaboração do livro?
Primeiro, eu não tinha nenhuma afinidade com medicina. Comecei lendo um punhado de coisas para me situar um pouco. No início pesquisei bibliografia, no Museu de História da Medicina em Porto Alegre. Tem lá um pessoal bastante capacitado, gente jovem, estudando ou fazendo mestrado, e eles me forneceram os primeiros dados. Depois fui ao Centro Cultural da Santa Casa, a diretora é uma pessoa supercompetente, historiadora. Como eu tenho conhecimento das pessoas relacionadas à pesquisa e à história, a gente vai abrindo caminho. Outra dificuldade da pesquisa é que tem dias em que você está afiada, consegue perceber coisas, assim como tem dias que tranca, não se consegue fazer um parágrafo. Até o final da minha pesquisa ainda surgiam coisas. O livro já estava no escritório que fez o projeto gráfico, e eu descobri uma fotografia no Museu que eu não conhecia, do lançamento da pedra fundamental do Hospital de Caridade. Mandei para eles, eles ajustaram e conseguiram incluir. então, o caminho de tecer uma história é constantemente iluminado por novas descobertas e sensações. Como diz o profesor Avancini na orelha do livro, "a obra oferece uma interessante leitura entre uma quase ficção -afinal, a história também é uma forma de ficção". Ou seja, você tem os documentos que lhe dão certeza de alguma coisa, mas ligar, fazer a conexão entre os documentos, é complicado. Como eu já conheço bastante coisa da história de Ijuí, a gente faz suposições, vai construindo uma certa ficção, mas baseado em documentos, em fatos, em relatos de pessoas, em jornais.

Além da pesquisa bibliográfica e em Museus, houve o contato com alguma fonte viva? 
Sim. Uma foi a Ilce Kuhlmann, filha do Dr. Kuhlmann. Ela está com 95 anos, lúcida, culta, mulher ativa, foi empresária e eu estive muitas vezes com ela. Eu também consegui, mas já faleceu nesse meio tempo, falar com o filho do Dr. Hans Soldan. ele veio para ijuí no mesmo ano que o Dr. Kulmann. ele foi o primeiro médico do Hospital Alemão. todo mundo pensa que o hospital era do Dr. Kuhlmann, mas o Dr. Hans é que foi o primeiro médico. o Dr. Soldan teve dois filhos que nasceram aqui, e um deles era médico também. Foi professor da Dra. Miréia, e eu consegui falar com ele também. estava lúcido, foi maravilhoso, mas nesse meio tempo ele faleceu.

A pesquisa está delimitada no período de 1890 a 1965. qual a razão?
A delimitação temporal é um problema. Depois de um bom tempo de pesquisa, vi que não podia englobar tudo, senão ia levar uma década. então acabei decidindo estipular o começo em 1890, a partir da fundação da colônia de Ijuí, e no fina de 1965.
E marco uma data, que é quando o Dr. Gilberto Gomes começa a clinicar.
Ele foi o primeiro médico no Rio Grande do Sul a ter residência em pediatria, dentro da modalidade atual, que é de fazer essas especialidades. antes, os médicos faziam uma medicina geral, eram clínicos gerais, a aos poucos iam estudando. Achei que esse seria um marco. Inclusive tem pessoas que vieram depois dele e já faleceram, tem outras pessoas que estão vivas, mas que infelizmente, não entram nessa apresentação. Essa delimitação é necessária. conceitualmente tem a ver. Por isso, o título da obra foi um problema. Uso fragmentos no título, porque eu entendo que não posso contar toda história, ninguém pode. Então, eu conto partes, não vou ter a pretensão de contar tudo.

Que aspectos da medicina praticada nos primórdios do município, a senhora destaca?
Primeira coisa que a gente lembra é que, com a fundação de Ijuí, as pessoas chegavam de outros países e se deparavam com um mato, sem saber falar a língua. Não conheciam as ervas, estavam descontextualizadas de tudo: do meio ambiente, da língua, do clima, e por isso morriam de disenteria, de loucura, ou seja, de depressão, de acidentes, como picada de cobra, árvore caída. Isso em termos de saúde, tanto física quanto mental, foi um desafio enorme. Nesse cenário, apareciam pessoas com suas caixinhas de ervas, de chazinho seco, de alguma coisa. E sempre tinha uma benzedeira. Um processo completamente rudimentar. 
Hoje quando se fala em terra das etnias diversificadas, muitas pessoas nem imaginam o quanto de sofrimento teve, não sabem o que tem por trás disso.

Você citou os curandeiros e as parteiras, e seu livro também cita os farmacêuticos. qual era a importância da figura do farmacêutico na época?
Eles eram respeitados como hoje são os médicos. Em 1910, apareceu o primeiro farmacêutico, no livro eu cito o nome, achei uma prescrição médica dele. Era o farmacêutico que atendia quem estava doente. Médico era coisa rara, não só aqui em Ijuí, mas em todo estado. Consulta com um médico era um luxo. Por isso que os farmacêuticos eram respeitados como são hoje os médicos. Eles manipulavam, prescreviam. alguns eram formados, outros não.

A partir de que momento a figura do médico passa a ser mais presente?
A partir de 1911 eu encontrei nomes de médicos que já estavam aqui. O jornal comentava coisas pequenas, contava os atos magnânimos que eles faziam. um fato que marcou foi a cesariana, que era uma novidade aqui. Eles abriam a mulher pelas costas. Tudo era rudimentar. Mas a gente tem que pensar que tudo acontecia na medida do seu tempo, na medida dos recursos que o ambiente oferecia, e na própria medida do desenvolvimento da medicina. Não pode um médico de hoje achar engraçado, porque na história é tudo dentro do seu tempo.

Qual foi o período mais significativo da trajetória da medicina no período pesquisado?
Em 1914, foi construído o Hospital Alemão, pela Sociedade Evangélica, que já era um alento para as pessoas. A estrutura dele ainda está aqui, onde hoje está instalada a Secretaria da Mulher. Mas naquela época, ir ao hospital significava que a pessoa estava mal mesmo. De maneira geral, se cuidava da saúde em casa, ou com uma comadre, com benzedeira, com chá, uma simpatia, um cataplasma. Uma coisa que usavam muito era a sangria. isso e´coisa que se faz desde os gregos, sangria e sanguessuga, um bichinho que suga o sangue. 
Eles achavam que tirando o sangue eliminavam as toxinas do corpo. Até no começo do século XX, as pessoas tinham essa maneira de enxergar a medicina, e só iam no hospital se estavam mal mesmo, porque o hospital era lugar para morrer. Outro fato significativo foi em 1926, quando o Dr. Kuhlmann comprou um aparelho de Raio X, uma novidade aqui e em todo o Brasil. Enxergar o esqueleto, a parte interna, era uma maravilha. E conforme relatos que ouvi, na época não se fazia Raio X para ver quebraduras e outras coisas como é hoje, mas para saber onde a bala tinha se alojado. 
Aqui era lei do faroeste, todo mundo andava com seu revólver e disputavam a coisa a bala.

Sobre os personagens citados, o que definiu a presença deles no livro?
Na publicação eu cito todos os nomes que eu encontrei. Há um hiato em 1914, 1915 e 1916, quando o jornal Die Serra Post, interrompeu sua circulação. Quando o jornal retornou, se pesquisa pelas propagandas, pelas notícias. Tudo o que consegui, eu registrei, alguns com bastante informação e outros apenas com nome, quando chegou aqui, de onde era, mas que foi embora, ficou pouco tempo.

Qual a abrangência das informações sobre os personagens?
Dentro do possível eu tento tratar a biografia, mas para não ficar enfadonho, eu contextualizo a época, o que acontecia, o envolvimento da pessoa, se teve envolvimento político, ou o que estava acontecendo no Estado ou no País. eu contextualizo com histórias. é um viés diferenciado de contar a história de Ijuí, por meio das ações de saúde, dos médicos.

Sabe-se que muitos médicos pioneiros tiveram uma atuação além da medicina. que exemplos a senhora poderia citar?
Um exemplo é o Dr. Ulrich Kulmann, que veio em 1913. Tem uma fotografia dele vindo num navio. era uma pessoa com formação, o pai era pastor, pessoas esclarecidíssimas, cultas e com uma boa formação de posicionamento social, de ajudar. A esposa dele era muito culta também. Ele chegou aqui e trouxe segurança para as pessoas, interferiu na Igreja Católica, na escola alemã. ele foi quem deu início às campanhas de vacinação, de esclarecimento. O Kuhlmann chegou a ser intendente do município. Por um desvio político ele foi substituto em uma gestão, mas ele era uma pessoa com grande participação na comunidade como um todo.

Como era a relação do médico com a comunidade do passado?
Era quela relação de médico à beira do leito, como se diz. O médico era aquele que atendia, que passava a noite junto. Hoje a relação é muito mais distante, mais fria, mais impessoal. O médico, de maneira geral, entra muito na intimidade da pessoa, mas antigamente eles entravam totalmente na intimidade do lar. É algo que dá aconchego para o doente e para a família, e isso a gente perdeu. Mas ganhamos em outras coisas, lógico."

Entrevista concedida por Marilda para a Revista Stampa(na íntegra). 
Edição de junho de 2012.
contato: stampa@jornaldamanhaijui.com