Isac Patlajan é contador de história voluntário. Junto com a esposa Cira, é um dos fundadores do grupo Era uma Vez do Centro de Cultura Judaica.
O grande Isac levanta-se para contar uma história: um albatroz que abre as asas e quem viaja é o expectador.
Eu fico com palpitação.
Que novo enigma irá propor este filósofo mestre em contar Jorge Bucay?
A primeira que ouvi dele foi O Centauro Indeciso – eu precisava me decidir! Depois veio uma sobre A Vila dos Poços que secaram por permanecerem superficiais ou se entulharem de traquitanas desnecessárias; me aprofundei rumo a fonte, precisava entrar em contacto com a questão nuclear.
A última que narrou foi no encontro do final do ano em uma recepção belíssima na casa de seu genro Isaías e de sua filha Thema, contadora de história do Era Uma Vez também. Contou sobre o homem que encontrou o maior brilhante do mundo, para não ser roubado não o lapidou e deixou-o jogado entre as pedras comuns...ele sabendo onde estava lhe bastava...o maior diamante do mundo...Isac, Isac!
Thema contou ao grupo numa reunião em que o pai não esteve presente, que Isac transpira histórias, reúne o grupo que caminha na mesma praça e uma vez por semana conta quinze minutos de história..
Ele fez aniversário ontem, dia 24 de janeiro. Parabéns ao mestre Isac, que humaniza São Paulo.
O grande Isac levanta-se para contar uma história: um albatroz que abre as asas e quem viaja é o expectador.
Eu fico com palpitação.
Que novo enigma irá propor este filósofo mestre em contar Jorge Bucay?
A primeira que ouvi dele foi O Centauro Indeciso – eu precisava me decidir! Depois veio uma sobre A Vila dos Poços que secaram por permanecerem superficiais ou se entulharem de traquitanas desnecessárias; me aprofundei rumo a fonte, precisava entrar em contacto com a questão nuclear.
A última que narrou foi no encontro do final do ano em uma recepção belíssima na casa de seu genro Isaías e de sua filha Thema, contadora de história do Era Uma Vez também. Contou sobre o homem que encontrou o maior brilhante do mundo, para não ser roubado não o lapidou e deixou-o jogado entre as pedras comuns...ele sabendo onde estava lhe bastava...o maior diamante do mundo...Isac, Isac!
Thema contou ao grupo numa reunião em que o pai não esteve presente, que Isac transpira histórias, reúne o grupo que caminha na mesma praça e uma vez por semana conta quinze minutos de história..
Ele fez aniversário ontem, dia 24 de janeiro. Parabéns ao mestre Isac, que humaniza São Paulo.

É meu filho mais velho.
Hoje editor de vídeos. Tatuador aos dezoito, vocalista de banda de rock aos dezesseis, poeta bem criativo aos quinze; aos treze já era companheirão para qualquer situação, extremamente responsável.
Aos dez era construtor de cabanas e carros de rolimã, aos nove, especialista em contos sobre a mãe: "Descreva sua mãe", pedia o exercício escolar: “Minha mãe é desenhista, ela adora cuidar do aquário e organizar a casa, mas se tem que organizar muitas vezes seguidas fica furiosa!”
Aos seis, alfabetizado pelo questionável método construtivista respondeu em um questionário:
Você tem animalzinho de estimação? Qual?
-1 Kão. Kóker.
O que ele come?
-Koker koisa!
Em 2010 fez este filme sobre meu trabalho: iluminou, dirigiu, filmou e editou, ah, me ensinou a postar no you-tube.
Agora quero outro filme, mas hoje em dia somente entrando na fila de projetos.
Ama São Paulo que lhe deu a esposa, Marina Galafassi, que lhe deu o filhinho Davi, o bonito garoto nascido neste último dia 22 de janeiro com 3.100kg, na Maternidade Santa Joana, na São Paulo que ensinei-o a amar desde menino.
Um dia moraremos em São Paulo, nos olhávamos sonhadores, acalentando o projecto.
Agora quero outro filme, mas hoje em dia somente entrando na fila de projetos.
Ama São Paulo que lhe deu a esposa, Marina Galafassi, que lhe deu o filhinho Davi, o bonito garoto nascido neste último dia 22 de janeiro com 3.100kg, na Maternidade Santa Joana, na São Paulo que ensinei-o a amar desde menino.
Um dia moraremos em São Paulo, nos olhávamos sonhadores, acalentando o projecto.
- Havia um barco pendurado ali, naquela parede!
O primo com quem trocou correspondências a vida toda respondeu que sim, que recentemente tiraram o barco dali. O homem é como uma cebola, tem muitas camadas. A memória não se fora com a febre da chegada ao Brasil, apenas se escondera em uma camada interna. O Sr. Tetsunosuke Ohata faz São Paulo!
Quando a mãe partiu acompanhando o pai em uma longa viagem de missão humanitária, foi deixado com o irmão um pouco mais velho num internato nos Alpes.
Discordando da solução encontrada pelos pais resolveu protestar com auto-mutilação. Munido de uma tesoura ensaiou em um dedo, outro, mas resolveu tentar com o que carregava entre as pernas, que parecia não ser tão útil...tinha quatro anos de idade.
Um colega de quatro anos e meio, mais experiente e sabedor das funções anatômicas, alarmado dedou o revoltoso que foi posto de castigo por uma noite, ou algumas horas - o que dá no mesmo nessa idade - em um sótão repleto de aranhas.
O empresário Jorge Magnus Landmann, casado há 32 anos, pai de dois filhos, é avô orgulhoso de três netos.
Na época do internato, após o castigo começou a apreciar os esquis, agora retoma o jogo de ténis que em função da frenética vida profissional deixou de lado há alguns anos.
Conheci-o pessoalmente na cerimônia de abertura de uma exposição no Museu Brasileiro de Escultura, em 2008.
Assumiu a presidência da entidade livrando-a de uma situação caótica gerada pela inaptidão administrativa da presidência anterior.
Queixa-se das dificuldades da administração, mas apesar delas conseguiu, com sua equipe, dar vida ao MuBE e torná-lo um pólo de irradiação da cultura contemporânea mundial, para tribos de todos os estilos.
Jorge Landmann é um paulistano, construtor e realizador, administra superando limites e quem conhece sua história de triscas eras, sabe que é capaz de qualquer sacrifício para honrar compromissos.
Hoje em dia, graças aos justos correctivos das freiras dos Alpes, usa métodos adequados e seus intentos são construtivos, um líder capaz de suportar privações para concretizar seus projectos.
Jorge Magnus Landmann faz São Paulo.
Discordando da solução encontrada pelos pais resolveu protestar com auto-mutilação. Munido de uma tesoura ensaiou em um dedo, outro, mas resolveu tentar com o que carregava entre as pernas, que parecia não ser tão útil...tinha quatro anos de idade.
Um colega de quatro anos e meio, mais experiente e sabedor das funções anatômicas, alarmado dedou o revoltoso que foi posto de castigo por uma noite, ou algumas horas - o que dá no mesmo nessa idade - em um sótão repleto de aranhas.
O empresário Jorge Magnus Landmann, casado há 32 anos, pai de dois filhos, é avô orgulhoso de três netos.
Na época do internato, após o castigo começou a apreciar os esquis, agora retoma o jogo de ténis que em função da frenética vida profissional deixou de lado há alguns anos.
Conheci-o pessoalmente na cerimônia de abertura de uma exposição no Museu Brasileiro de Escultura, em 2008.
Assumiu a presidência da entidade livrando-a de uma situação caótica gerada pela inaptidão administrativa da presidência anterior.
Queixa-se das dificuldades da administração, mas apesar delas conseguiu, com sua equipe, dar vida ao MuBE e torná-lo um pólo de irradiação da cultura contemporânea mundial, para tribos de todos os estilos.
Jorge Landmann é um paulistano, construtor e realizador, administra superando limites e quem conhece sua história de triscas eras, sabe que é capaz de qualquer sacrifício para honrar compromissos.
Hoje em dia, graças aos justos correctivos das freiras dos Alpes, usa métodos adequados e seus intentos são construtivos, um líder capaz de suportar privações para concretizar seus projectos.
Jorge Magnus Landmann faz São Paulo.
O senhor Alvarício morava em Minas nas terras de sua tia. Seus pais plantavam fumo e cana. Sua tia era uma negra alta que fumava cachimbo. Ela tinha casa de comércio no entroncamento dumas estradas muito importantes.O senhor Alvarício e eu concordamos que quando crianças, ver os grandes cozinhando o caldo de cana para virar melado era como presenciar uma espécie de magia sendo conjurada, a magia da doçura.
No RS eu os via fazendo melado, ele em Minas, pé-de-moleque.
No Rio Grande do Sul os grandes reclamavam pelo resto da vida da trabalheira, a fervura da pasta aquecia até o mato onde eu corria com as primas na chuva...que ninguém jamais fez melado em dia quente, pois loucura tem limite!
O senhor Alvaricio, em Minas não tinha tempo para correr na chuva, ele disse que trabalhava desde cedo na roça. Ainda ajudava no comércio da tia... Na sala onde ela guardava o fumo as paredes eram pretas, impregnadas de alcatrão.
Só de falar seu Alvarício parecia sentir o cheiro daquele fumo - sem veneno nenhum! O engenho foi definhando, se fosse hoje era uma beleza, veja o quilo do açucar mascavo a doze reais dona Giane?!
Então ele cresceu e veio para São Paulo, veio morar com uns tios e trabalhou num aviário - mas ô coisa mais trabalhosa e fedida é galinha. Dá um incomodo. Então aprendeu o oficio de pedreiro e foi se aprumando. Agora estava morando pros lados de Perús, que a casa da Politécnica deixou para o filho solteiro. O casado é formado em programação de computadores, viaja, se diverte e vai cada vez melhor na vida.
Em Perús estava agradável de morar e uma sobrinha cuidava da sua esposa quando ele saía, ia ao médico, ou trabalhar.
A esposa está doente, vive a tentar fugir, deu Alzheimer nela e se tornou uma pessoa bem nervosa.
Ele ficou doente também, mas fez quimioterapia e estava se recuperando, voltando a ter cabelos, só era bem desagradável sentir enjoo depois das sessões.
Seu Alvarício era testemunha de Jeová, no meio da tarde eu servia-lhe um café e pamonha mineira, guardava-lhe doce e da salgada, gostava de ouvir sobre as leis da religião dele.
Ele sabia muito do mundo, tinha flexibilidade e benvolência para julgar os estropícios que comentávamos. Trabalhava para a imobiliária. Na primeira vez que veio logo após a mudança não encontrei a chave para abrir a porta, ele falou lá que eu talvez tivesse ficado com medo de abrir a casa por ele ser negro, quase morri de vergonha.
Na segunda vez, levei-o para ver a Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil, pretinha da Silva, que foi a primeira moradora da casa que se instalou na capelinha, no melhor lugar da cozinha, vendo tudinho, cuidando e abençoando também... Seu Alvarício se amansou, pintava, consertava e proseava.
Quatro anos... Na última vez que veio trouxe ajudantes, foram seus aprendizes, quando precisava por muito trabalho, ou agora que andava fraco, o socorriam.
Seu Alvarício contou que na época que veio para São Paulo ainda passava tropa de gado na Rua San Gualter, que as Marginais não eram asfaltadas e o pessoal tomava banho no rio Tietê.
Ele costumava dizer: São Paulo, sabendo viver, não tem melhor!
E ajudou erguer São Paulo, na sua longa e honesta vida
No RS eu os via fazendo melado, ele em Minas, pé-de-moleque.
No Rio Grande do Sul os grandes reclamavam pelo resto da vida da trabalheira, a fervura da pasta aquecia até o mato onde eu corria com as primas na chuva...que ninguém jamais fez melado em dia quente, pois loucura tem limite!
O senhor Alvaricio, em Minas não tinha tempo para correr na chuva, ele disse que trabalhava desde cedo na roça. Ainda ajudava no comércio da tia... Na sala onde ela guardava o fumo as paredes eram pretas, impregnadas de alcatrão.
Só de falar seu Alvarício parecia sentir o cheiro daquele fumo - sem veneno nenhum! O engenho foi definhando, se fosse hoje era uma beleza, veja o quilo do açucar mascavo a doze reais dona Giane?!
Então ele cresceu e veio para São Paulo, veio morar com uns tios e trabalhou num aviário - mas ô coisa mais trabalhosa e fedida é galinha. Dá um incomodo. Então aprendeu o oficio de pedreiro e foi se aprumando. Agora estava morando pros lados de Perús, que a casa da Politécnica deixou para o filho solteiro. O casado é formado em programação de computadores, viaja, se diverte e vai cada vez melhor na vida.
Em Perús estava agradável de morar e uma sobrinha cuidava da sua esposa quando ele saía, ia ao médico, ou trabalhar.
A esposa está doente, vive a tentar fugir, deu Alzheimer nela e se tornou uma pessoa bem nervosa.
Ele ficou doente também, mas fez quimioterapia e estava se recuperando, voltando a ter cabelos, só era bem desagradável sentir enjoo depois das sessões.
Seu Alvarício era testemunha de Jeová, no meio da tarde eu servia-lhe um café e pamonha mineira, guardava-lhe doce e da salgada, gostava de ouvir sobre as leis da religião dele.
Ele sabia muito do mundo, tinha flexibilidade e benvolência para julgar os estropícios que comentávamos. Trabalhava para a imobiliária. Na primeira vez que veio logo após a mudança não encontrei a chave para abrir a porta, ele falou lá que eu talvez tivesse ficado com medo de abrir a casa por ele ser negro, quase morri de vergonha.
Na segunda vez, levei-o para ver a Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil, pretinha da Silva, que foi a primeira moradora da casa que se instalou na capelinha, no melhor lugar da cozinha, vendo tudinho, cuidando e abençoando também... Seu Alvarício se amansou, pintava, consertava e proseava.
Quatro anos... Na última vez que veio trouxe ajudantes, foram seus aprendizes, quando precisava por muito trabalho, ou agora que andava fraco, o socorriam.
Seu Alvarício contou que na época que veio para São Paulo ainda passava tropa de gado na Rua San Gualter, que as Marginais não eram asfaltadas e o pessoal tomava banho no rio Tietê.
Ele costumava dizer: São Paulo, sabendo viver, não tem melhor!
E ajudou erguer São Paulo, na sua longa e honesta vida
Para ver o vídeo cara-música-bandeira de São Paulo, clique aqui. Presente recebido do Embaixador da Paz: Édison Pereira de Almeida, paulistano radicado na Ilha da Madeira, no dia em que sua cidade natal comemora aniversário.http://www.youtube.com/watch?v=jFAL4mnp_OA
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