16 julho 2016

Contra os juristas, os congressistas, as instituições e o povo - especialmente contra a terrível classe média:

A Via Campesina Internacional, a Frente Brasil Popular e a Frente Brasil Juristas pela Democracia,  reunidas, determinaram que o Congresso contituicional brasileiro não é livre para determinar o pedido de Impeachment do governo Dilma Roussef, portanto, por conta, iniciativa e modo próprio, resolveram fundar um tribunal que se auto-denominou "Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil", para dar corpo ao disparate que afronta as instituições democráticas do Brasil, nomearam corpo de defesa, acusação, presidentes, escolheram a dedo e convidaram testemunhas de defesa e acusação, Escolheram e convidaram jurados e quando o veredito ditatorial for proferido, a meta é trazer trinfante nos braços, Dilma e Lula ou Jean Willis, ou Martha Suplicy, ou Gleisy Hofmann, ou José Dirceu como a melhor solução para o país depauperado pelas gestões do PT.

O Presidente de Honra do Tribunal : Adolfo Perez Esquivel
Presidente do Tribunal: Juarez Tavares 
Acusação: Geraldo Prado
Defesa: Margarida Lacombe 
As testemunhas da acusação são 
1) Ricardo Lodi Ribeiro
2) Jacinto Nelson de Miranda Coutinho
3) Tânia Oliveira

Aa testemunhas da defesa que foram convidadas ao evento julgamento contra a decisão legal do Congresso brasileiro: 
1) João Ricardo Dornelles
2) Magda Biavaschi
3) José Carlos Moreira da Silva Filho
4) Luiz Moreira
Vão decidir se os congressistas b rasileiros devem ter autonomia e têm liberdade de votar o impeaachment de Dilma, os que foram escolhidos pelo PT para tal função, o corpo de jurados que é composto pelos seguintes vultos institucionalmente empossados pela república do tribunal interncional pela democarcia no Brasil:
1)A advogada americana, Almudema Barnabeu
 2) A iraquiana Azadeh N. Shahshahani, advogada de direitos humanos dos Estados Unidos
3) O frei dominicano, Bispo Raul Veras 
5) O Advogado, político e acadêmico mexicano, Jaime Cárdenas Gracia,
6) A senadora do partido comunista francês, Laurence Cohen (a confirmar)
7) Maria José Farinas Dulce, professora espnhola e catedrática em filosofia do direito 
8) Walter Antillón Montealegre, jurista e académico costarricense professor de direito e ciência política 
9) O advogado colombiano Carlos Augusto Galvez Argote
10)O professor aposentado argentino, Alberto Filippi

PROGRAMAÇÃO
Dia 19/07 (noite)
18:00 – Abertura
19:00 – Apresentação e Instalação do Tribunal 
19:15 – Testemunhas
20:00 – Acusação
21:00 – Defesa 
22:00 – Suspensão dos trabalhos
Dia 20/07 (manhã)
09:00 – Reabertura dos Trabalhos
09:30 – Início dos votos dos juízes
12:00 – encerramento dos votos
12:30 – clausura para deliberação
13:00 – pronuncia da sentença
14:00 – manifestação da sociedade civil e coletiva de imprensa

APOIANDO O JULGAMENTO cONTRA A DECISÃO DO CONGRESSO BRASILEIRO nada menos do que estas entidades e institudos nutridos pelo cidadão brasileiro tão privilegido pelas últimas administrações federais:
Teatro Oi Casa Grande
Instituto Joaquín Herrera Flores
Fundação Perseu Abramo
Instituto Casa Grande
Instituto Novos Paradigmas
Instituto Declatra
Instituto Ensaio Aberto
Movimento Sem Terra – MST
Jornal Brasil de Fato

Sabe onde isso será encenado?
No Teatro OI Casa Grande,  no Rio de Janeiro.

21 junho 2016

A Zuca

Ela nasceu numa família tradicional do interior do Paraná, foi educada na rigidez dos costumes e disciplinada nas lides do lar. 
Tornou-se uma menina graciosa e esguia. Uma moça bonita e dinâmica. 
Podia dizer que tinha quinhentos irmãos, mas não chegavam a dez, eram seis, ou sete, talvez, recordo-me unicamente da irmã mais velha que tornou-se freira e foi para o Vaticano, pois essa era o coração acolhedor que ela sempre citou.
Um dia esta moça se apaixonou pelo namorado. Muito. E tudo o que aprendera, da vigilância dos costumes, tudo no que fora disciplinada desde bebê, foi para o espaço. 
Cedeu aos arroubos do rapaz e permitiu-lhe intimidade que conforme a família, só poderia conceder após o casamento. 
O rapaz espalhou a novidade do troféu, o pai não conseguiu fazer um acordo de casamento e ela foi expulsa de casa.
Sem mais nem menos.
Não soube preservar a virgindade? A comunidade toda sabia do ocorrido.
Ela estava fora.
Muito prendada disciplinada mas sem qualquer contato fora do familiar, agora sem teto nem proteção. Foi ser mulher da vida.
Os anos passaram e ela reaparece noutro estado, morava agora no interiror do RS, era empresária administrando com mão de ferro seu próprio bordel.
Um boizinho italiano do lugar amava, amava tanto ela, que se desconfiava de alguma infidelidade ela pagava -lhe com um olho roxo, mas não se deixavam. A família aconselhou o moço: 
-Tira ela da zona. Casa com ela, chega de fiasco de judiar desta moça.
Ele casou-se, ela investiu no casamento sua disciplinada poupança. 
Comprou-lhe uns caminhões, financiaram uma casa, dali um pouco ela adotou um menino nascido de uma das moças que antes trabalhava para ela.
Dali um pouco eles adotaram uma menina de outra moça das que trabalhara para ela.
Os anos passaram, a vida de casado não é fácil, eles eram passionais, ele mantinha uma vigilância severa sobre os passos dela, e ela acatava tudo como zelo, como amor, do homem que a aceitou, apesar dela "ter passado".
Ela tornou-se modelar, além das prendas do lar que trouxera da faculdade familiar, tornou-se uma artista valorizada na cidade, produzindo peças belíssimas de tecelagem em crochê, não qualquer crochê, ela usava linhas especiais da experssura de linha de costura, fios tão finos quanto os de cabelos sedosos e produzia para a elite da cidade, peças que cobrava o que valiam, que as clientes pagavam qualquer montante para terem no enxoval das filhas, ou na decoração de suas mansões, peças distintas como as que a Zuca fazia...
Ele, um dia, apaixonou-se por outra e Zuca viu a vida mudar rapidamente, novamente. 
Novamente estava sozinha, com os filhos, e do investimento em carretas e caminhões que fizera para o ex, nada restara, somente sua casa.
Não soube dela por alguns anos, um dia me localizou e me telefonou. 
Eu fora casada com um sobrinho do seu boy italiano, quando me casei, foi ela que me ensinou muito de prendas domésticas, ela e seu marido levaram-me em oculistas doutras cidades, ela foi minha tia, então. E uma das boas. 
Só escapei-me sem aprender sua fina tecelagem devido a minha baixa acuidade visual, já que ela era militaresca nas prendas que julgava essenciais uma dona de casa saber. Foi conversando com ela, vendo como era duro para ela, viver vinte e quatro horas por dia em busca de afirmação e do respeito social, que tomei conhecimento do sofrimento que as moças da difícil vida fácil, nunca se livram, nem quando deixam a profissão mais antiga do mundo.
Quando vim a ter notícias novamente, ela mesma me deu por telefone, eu morava em São Paulo e ela me descobrira via internet.
Abrira, na casa que fora seu lar, um bordel. O tal, o das unniversitárias. somente moças selecionadas, e os clientes? Advogados, empresários e juízes, nada menos para suas meninas.
Ninguém compreende mais a sociedade do que a Zuca, ninguém sabe melhor os mecanismos que a fazem movimentar-se do que a Zuca, uma administradora capaz de fazer prosperar seja lá o que lhe for entregue para administrar. Infelizmente o destino veio-lhe com más cartas, mas ela faz o seu melhor. A Zuca é a Maybelle Merriwether do clássico filme E o Vento Levou. escritinha, esculpida em carrara. Durante o tempo em que convivemos em família, vi ela sempre prestativa, disposta a ajudar, e testemunhei as más pagas que recebia, por ter passado.
E,  hoje ela está de aniversário, completa sessenta e nove anos. Como qualquer criança, como uma menina, tratou de alimentar seus contatos antecipadamente via facebook, de contatar os distantes e perguntar se ainda lembram dela, para não ser esquecida em seu aniversário.
Como fez meu sobrinho, o Vini que completou dezessete esta semana, e duas semanas antes, anunciou diariamente em seu perfil.
Dois seres bonitos e amáveis, que não se conhecem, mas são especiais em meu coração.
meu confuso coração, onde todos que amo, são um.
Somos todos Um.
Estou escutando Panis Angelicus, aqui está, para a minha tia por consideração e para meu sobrinho mais jovem, com os votos de uma nova idade cheia de saúde, amor, pax e realizações.



04 maio 2016

Saiba Quem trabalhou para nos tornar "O Povo Mais Burro e Mais Assassino do Universo"

As leis que Olavo de Carvalho cita no vídeo teriam  alguma premência aqui fossem registrados altos índices de ocorrências, ou sequer algum índice. 
Do que mais podemos nos orgulhar neste país, apesar de desrespeitados pelos nossos políticos?
De ecumenismo, de liberdade de expressão religiosa...
O governo Lula/Dilma só fez varrer para baixo do tapete nossas questões fundamentais, desleixar e reforçar ou criar antagonismos que nos emparelham aos locais de tradicional prática, é a eles que buscam alinhar nossa racionalidade, enquanto na surdina, os negócios que orquestram são em parceria com ditaduras que cozinham a tirania como o único alimento concedido ao povo.

Colocaram maquiagem nos projetos idealizados para outros contextos e o povo entretido pensa que além de ser fraterno e solidário, também deve manifestar os problemas alheios, inconsciente que é de que tem os seus próprios e autênticos, mais terríveis, talvez...

De braços levantados, rendidos num assalto, mas com os olhos estrelados da universalidade que defendo como nossa vocação natural, mas que será  muito melhor desenvolvida quando estivermos sãos, de barrigas cheias e em segurança.
O diacho é que a plataforma existe, somos uma fonte maravilhosa de produção de riquezas com potencial para ser o coração da humanidade em produção de pujança e compartilhamento. 
Habita em mim, hoje, um imenso sentimento de vergonha, por tudo o que sei que posso fazer, mas que o ambiente cultural, social e econômico não permitem. 
Sinto vergonha de sofrer e sinto vergonha por quem não sente.

...E quando quem te assalta é este mesmo governo, mancomunado com as empresas de água, luz, telefone? 

Os Impotentes, os Malandros e a Figura Esperada mas não Reconhecida, de um Juíz, na República dos que Amam Receber Bananas

Para uma organização, um corpo que recebe os mais altos impostos, e promete reverter cuidando da Saúde e oferecendo Educação, e a merecemos de qualidade, que constitucionalmente está comprometido em dar Segurança aos contribuintes, a federação brasileira anda muito atrapalhada. 
Já que atrapalhou-se e não pega o rumo e prefere falar em mandiocas quando tem que dizer publicamente tim-tim por tim tim, como vai reorganizar as prateleiras, é hora de passar o bastão à frente.
Andam roubando muito tempo, o governo que fracassou, a presidente que não presidiu, o Congresso que deixou rolar. Os doentes não saram por si, os professores e educandos sofrendo pelas diretrizes conflituosas, ainda mais pela carência de material e estrutura e quem está vivo e cheio de graça não sente nem vontade de defender ninguém, pois é tudo tão simples que é até desagradável ficar batendo eternamente na mesma tecla.
É certo que tem sempre algo que passa batido e quando a gente descobre já é escândalo velho.
Mas se é velho, repisado, foi investigado e confirmado, o quê - pelo amor do meu cenho franzido - o que "alguém" está fazendo que não faz nada para nos livrar disso?
Alguém aparece e logo é engolido por uma descoberta de culpabilidade por um crime cometido no passado ou de recém, ou ainda hoje pela manhã, a gente fica com uma dó... mas e quem sabe se a pessoa que cometeu um só crime, ou dois, a gente deixa passar, se realmente vai nos livrar deste drama criminal que não acaba nunca? 
Daí, aparece um togado, que idôneo, se impõe e começa a limpar a Casa Brasil, mas ninguém mais se empolga...ninguém mais se empolga. 
Nós, que não estamos comprometidos com nada a não ser nosso desejo de que tudo venha a melhorar, que economicamente comecemos a nos tornar viáveis, sem cometer crimes, viáveis e respeitáveis, por enquanto somos o que fomos nos tornando de alguns anos para cá, nos tornamos politicamente impotentes.
O "alguém" trabalha, está correndo riscos, e nós, em nosso coro de serás?, só conseguimos, reverberar, será?
Mas o país não é um país de impotentes, há os que não tomam gols, esses são os que têm administrado o Brasil, os que deram bolsas, enquanto para si, guardaram somente tudo o que o país pode oferecer de riquezas. Quando abatidos lhes interrogamos porquê isso, respondem malandramente que é uma questão de escolha. 
Simples questão de escolha.


28 dezembro 2015

Crianças na Fogueira

Vi o filho daquele ator famoso sendo testado sexualmente.  
Eu sei sobre as acusações de homossexualidade àquela criança, menino, filho do jogador de futebol envolvido em escândalo com travestis.
Soube de um jovem da comunidade que foi levado por colegas a um prostíbulo, e ao chegar sua vez de entrar para um quarto acompanhado por uma moça, fugiu.
A sociedade queima seus meninos e estraga seu direito a pureza, enquanto é seu desejo.
Ávidos por testarem seus filhos, pais homofóbicos deformam mentes juvenis, traumatizam vidas que foram entregues a eles para a sua boa formação, buscando fugir de seus fantasmas e satisfazer os confrades, vampiros ávidos, viciados nas histórias de sexo, tanto quanto o são os dontes por substâncias alucinógenas; sexo sem amor para formar adultos a moda antiga, que sádicos sorriem e alimentam-se também dos escândalos sexuais.
Assim como homens e mulheres não devem ser perdoados por viverem em solitude por escolha, os padres devem forçosamente abandonar o celibato e todos devem alegremente arder e queimar no fogo da carne.
Ai daquele que vira alvo da curiosidade dos vampiros, mas mais desditoso, mil vezes mais desgraçado, é o que age conforme suas regras para ser aceito. 
E do que vale comentar?
Esse é o avesso do que a maioria dos que conheço e respeito, pratica. Besteira, comentar.
Meus filhos não são felizes o tempo todo e têm queixas, mas conforme os eduquei, sabem detectar ciladas do tipo que achei legal comentar nesta reflexão de final de ano, e porque foram respeitados no seu direito a pureza até quando a quiseram manter, será mais fácil negar-se a encenação social da sexualidade exacerbada.
As tentações eróticas são encaradas com humor e de forma crítica, por eles, e desta forma sei que o meu papel eu desempenhei bem, sei, até porque vivo cansada, já que educar em tempo integral é extenuante! 
Desgraçada é a pessoa que vem com o espírito de educadora em tempo integral, mil vezes mais desditosa do que a que abandona os remos do barco e deixa a correnteza da vida a levar com sua família...Será?

15 dezembro 2015

Reserva

Espiritualidade é a potência que é reservada.

Eu Vejo Anjos

Pensava que a maior das bençãos era ter aqueles amigos, mas sofria, sabendo que sua amizade era condicionada a eu abrir mão de ser que eu sou. 
Era sobre dominação, não era amizade. 
Vinham até mim por eu ser que sou, mas só permaneceriam se eu diminuísse meu padrão intelectual para ajustar-me aos deles.
Mas é que eu vejo anjos, e não achava justo para com os que não vêem.
Vinham até mim por eu ser quem sou, mas eu deveria deixar de lado os que não lhe eram caros, por terem outras cores
ou credos,
religiões,
partidos,
agremiações.
Opinião. Crime de opinião. Crime de nacionalidade...de racionalidade.
Mas eu via anjos e sorria ante as imposições.
Então, os que sabiam, copiavam minhas experiências, vendiam minhas informações e me puniam com difamação, exploração e inúmeras violações. Eu estava incompatível com suas pretensões.
Agressões que sempre entendi, afinal, eu vejo anjos e anjos não usam máscaras e não são santos, nem os santos são santos, só, tentam ser anjos dos que não estão em Graça.
Entender agressões e suas motivações, leva-me, quase sempre a tolerá-las por tempo demasiado. O tempo passa de forma diferente para quem vê anjos,
Daqui a pouco tempo completo cinquenta anos desta  vida e encontrei a maior benção. 
A maior benção é poder trocar experiências.
Sigo fazendo licor com o que recebo dos anjos e largando as garrafas no oceano, e cada vez mais, elas retornam vibrando as vozes dos anjos.
Os amigos, são anjos!








18 novembro 2015

Não, Guerra Não! Se puderem distribuir algo, distribuam a fartura!

É sobre as mães. Ao terem conhecimento da gestação e aceitando, mudarem a dieta, abandonarem atividades arriscadas, sem que para isso seja condição sine qua non que sejam partícipes de uma situação econômica privilegiada, uma vez que as comunidades carentes são as que mais se mobilizam e comovem com a chegada de uma nova vida, um ser redentor de sua condição, um símbolo de poder que iguala. Depois...ah, depois o mundo atua, a criança nascida deve ser sustentada, mantida da melhor forma possível e uma mãe frequentemente se vê sem acompanhamento do pai para tal tarefa, nos bairros pobres do Brasil. Então a criança cresce acolhida e educada pela família materna, são tias e avós recebendo o menino que cresce enquanto a mãe sai para buscar o sustento. 
Um rapazinho no mundo, uma mocinha com ideias copiadas da tv, do programa de ideologia sexísta, ou da estrela da novela.
Estas crianças são aparelhadas de celulares e video-games antes de terem o cérebro maduro à forma antiga, então são hiper-conectada. Nem melhor, nem pior do que antigamente, simplesmente diferentes. E apoderadas pela tecnologia que a culpa de uma mãe ausente faz qualquer coisa para proporcionar. Nos grupos sociais com maior acesso a educação e saúde de qualidade, em que a mãe está presente na criação, o início do contato com eletrônicos dá-se um pouco mais tarde, em vista dos conhecimentos sobre formação do corpo, fatores como mielinização dos olhos que acontece depois do nascimento, maturidade mental, e maior valorização do contato com a natureza, ou atividades físicas.
A morte destes jovens frustra a ordem através da qual mantemos a sanidade e não afeta somente as famílias atingidas pela perda. Adoece aos que são informados do acontecimento, Quebra a engrenagem do sistema que nos permite continuar andando, e não é a guerra como muitos preconizam, o fator que catapulta o acesso a novas tecnologias que vão alavancar avanços, após passado "o calor da hora". Se as guerras têm  trazido em seus lastros essas consequências positivas, o acesso livre e democratizado ao conhecimento seria uma opção com semelhantes resultados e livraria as mães da perda de vida de investimento de vida, de possibilidade de viver que a perda dos filhos massacrados em conflitos causa.
Mas quem, durante um conflito,  na hora de eliminar o inimigo, pensa que ele tem mãe? Que ao acabr com uma vida atinge e neurotiza uma mãe e toda a rede que a sustentou para que aquele ser humano chegasse a florescer? Como cactus, ou videira, foi a sociedade que definiu.
Tenho lido e ouvido, estarrecida, declarações divulgadas em massa, de que basta tomar a decisão e estudar para conquistar os direitos que merecemos, quando na verdade o que observo é um sistema de gratificação que destaca somente aquele que serve a manutenção da escravidão dos demais. 
As guerras propiciam avanços tecnológicos que nos levarão às próximas guerras, temos sido premiados com intervalos sensatos para iludir os que devem trabalhar para fabricar armas e condições de apurar os mecanismos, na ilusão de que estamos em paz, mas assim que estamos equipados e ávidos para testar politicamente na carne e nas mentes os novos equipamentos, os mecanismos criados para coibir belicismos deixam de funcionar e o Cérbero convenientemente se solta liberando os filho de cá para imaginar que lá está o avanço e em troca recebemos os demônios massacradores de mães.
Quem garante que ainda hoje a guerra será perdoada e as pessoas não entenderão que estão sendo usadas como cobaias em troca da defesa destes panos que chamam bandeiras, que somente elas respeitam, não seus líderes de tripas forras, conduzidos em limusines blindadas folhadas a ouro?
Cuidado, senhores da guerra, seu cérbero poderá a vir a ser estraçalhado de forma irrefutável, pela revolta dos animais, que hoje, estão hiper-conectados!
Cuidai, senhores da guerra, cuidai para que o cérbero não se solte, pois sabemos que vóis tendes as informações sobre o estado dos elos antes que eles se abram, e embora o ele seja de propriedade de satã se ele se solta, assim como na Revolução Francesa, governos inocentes são tragados pela turba, tão simplesmente por terem se mantido apáticos ante a evidência da insustentabilidade da  situação.
Situação perversa; todos se achando no direito de  racismo, patriotismo irracional, abusar em nome das religiões e sustentar um sistema financeiro gerido de forma inconsequente e digo inconsequente quando poderia aplicar insensível, já que mata aos poucos o corpo do qual precisa alimentar-se. Se antes isso passava despercebido, maquiado, não é mais o caso.
E as mães do oriente entregam seus filhos à morte sem sentir dor da perda? Que mulheres são essas, que mantemos alienadas do direito de amar e preservar seus filhos, em um mundo globalizado em que estes filhos são sacrificados em pira, sacrificando os nossos?
Não, não suportaremos mais uma guerra, perdemos a ingenuidade e não cremos em fronteiras, em que devemos morrer felizes pagando impostos, na miséria, mas "fazendo a nossa parte".
A escravidão deve ser extinta e as mulheres devem deixar de ser úteros para produzir soldados.


30 outubro 2015

Genoma de Prateleira - George M Church

Então, enquanto a maioria negaceia conclusões por falta de embasamento, alguns combatem alegando muito conhecer, outros defendem adivinhando o futuro, o Dr. George M Church, estudou, pesquisou, embasou em experiência e trabalho e se voluntariou a colocar sua informação genômica em domínio público.
Nessa fase disponibilizou seus registros médicos online e um hematologista do outro lado do país, rebateu na hora:
"-Passou a hora de fazer um acompanhamento do seu remédio do colesterol."
Church narra este desdobramento na revista Scientific American no artigo intitulado Genoma de Prateleira.
Ele queria contar tudo, mais, mas a revista não é bíblia, seu formato é padrão, já havia mais gente agendada para publicar e ele ficou com apenas nove páginas que ainda trazem alguns gráficos.
Ele escreve muito bem e claramente, fui grifando alguns pontos que subscrevo abaixo na ordem que estão dispostos no artigo:
"Visão e forças de mercado também impulsionam o desenvolvimento de novas tecnologias. O projeto espacial, por exemplo, começou com um plano do governo, e só muito mais tarde usos militares e civis para os satélites impulsionaram-nos em direção à viabilidade comercial. Para a próxima revolução, que deve ser em biotecnologia, pode-se começar a imaginar quais mercados, visões, descobertas e invenções delinearão seus resultados e que limiares críticos em infra estrutura e recursos a tornarão possível.
...
Seu aperfeiçoamento contínuo já reduziu o preço do sequenciamento de um genoma humano preciso o suficiente para ter utilidade, para algo em torno de 20 milhões. 
...Os obstáculos para essas e muitas outras aplicações, incluindo as que ainda nem foram imaginadas, continua sendo o custo. Dois programas de financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, para Tecnologias Revolucionárias de Sequenciamento de Genoma desafiam cientistas a desenvolver um sequenciamento de genomas para humanos de US$100 mil até 2009 e de US$1 mil até 2014. é possível que um prêmio, no estilo do X-Prize (criado para incentivar a criação da primeira nave espacial particular do mundo)também seja estabelecido. E essas metas já estão próximas.
...
*O potencial completo da 
biotecnologia só poderá ser realizado quando ferramentas, como a tecnologia de leitura de genoma, forem tão baratas e acessíveis quanto os computadores pessoais hoje.
*Novos métodos de leitura de DNA reduzem custos ao cortar etapas preparatórias, miniaturizar radicalmente equipamentos e sequenciar milhões de moléculas ao mesmo tempo.
*Atingir objetivos de sequenciar genomas a baixo custo suscitará novas questões sobre a melhor forma de utilizar a abundância de informação genética, e por quem ela poderá ser utilizada; o Projeto Genoma Pessoal tenta explorar essas questões.
...
O genoma humano é constituído por 3 bilhões de pares de moléculas de nucleotídeos. Cada uma delas contém um dos quatro tipos de base - Abreviadas como A, C, G e T - que representa um alfabeto genômico codificando a informação armazenada no DNA. Essas bases formam pares de acordo com regras estritas a fim de formar os degraus da escada que forma a estrutura do DNA.
...
Nos melhores métodos baseados em eletroforese, cada dólar é suficiente para sequenciar 150 pares de base.
...
Agora que a automação se tornou comum em todos os sistemas os maiores gastos são com reagentes químicos e equipamento. A miniaturização já reduziu a um bilhão de vezes(de microlitros para fentolitros) o uso de reagentes em relação às reações de Sanger convencionais.
...
Será preciso desenvolver programas para processar as informações sobre as sequências, a fim de que possam ser usadas pelos médicos, por exemplo. Eles necessitarão de um método para derivar uma lista de prioridades para cada paciente, com as possíveis dez ou cem variações genéticas mais importantes. Igualmente importante será analisar as pessoas do acesso generalizado a essa tecnologia.
...
Pensamos em termos de probabilidade sobre riscos versus benefícios e aceitamos que o mercados, como a vida, são complexos.
Assim como a tenologia digital pessoal causou revoluções econômicas, sociais e científicas jamais sonhadas quando os primeiros computadores apareceram, devemos esperar mudanças similarmente drásticas ao avançar dos poucos genomas atuais para os pessoais."

26 outubro 2015

Médici - Transamazônica x INCRA, no livro de Flávio Alcaraz Gomes

"A execução do plano de colonização da a
Amazônia foi confiada ao INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.
...
Paralelamente à rodovia Transamazônica e num intervalo de dez quilômetros, serão construídas agrovilas, Essas agrovilas são formadas por 48 ou 64 casas em lotes de 25 metros de frente por 120 de fundos, doados aos colonos. A exemplo do que acontece com os cem hectares cedidos aos camponeses, a casa e o lote são financiados em 23 anos. Cada agrovila terá um grupo escolar, templo ecumênico, pequeno comércio, farmácia e posto médico.  A superfície total de cada agrovila é igual aos dos lotes de terra distribuídos aos colonos: cem hectares.
...
O chefe e árbitro de cada agrovila é um técnico rural contratado pelo INCRA, que os colonos apelidaram de 'prefeito'.
Ele mora no núcleo e possui a assessoria permanente de um assistente social e de um engenheiro agrônomo,
Diariamente o prefeito percorre os lotes de sua jurisdição, orientando os colonizadores em seu trato com a terra.  Com tal assistência, acredita o governo, que a erosão causada pelas chuvas e detida pelas curvas de nível, será em grande parte atenuada e as terras poderão produzir durante vários anos sem necessidade de adubos.
Cabe ainda ao prefeito a superintendência dos diversos serviços da agrovila, inclusive o do posto de venda de gêneros alimentícios e a farmácia.  Cada colono, ao instalar-se na terra e durante um prazo que pode estender-se até oito meses, percebe um salário mínimo regional mensal(Cr$182,80), que tanto pode ser havido em dinheiro como em gêneros.
Dos cem hectares, o governo desmata quatro para o plantio inicial.  Posteriormente, financia os futuros desmatamentos à razão de trezentos cruzeiros por hectare.
É proibido derrubar mais do que cinquenta hectares de mata por lote, já que os cinquenta restantes serão destinados à reserva florestal e biológica.
...
Até maio de 1972, o INCRA tinha instalado sete agrovilas no trecho localizado entre as cidades de Marabá e Altamira.  Colonos de vinte e um Estados da Federação ali estavam localizados. A maioria é oriunda do norte e nordeste, se não, vejamos a distribuição:
Pará - 200 famílias; Ceará - 175 famílias; Rio Grande do Norte - 125; Minas Gerais - 90; Pernambuco - 80; Maranhão - 70; Piauí - 69; São Paulo - 60; Rio grande do sul - 53; Paraíba - 49; Paraná - 43; Alagoas -30; Goiás - 28; Sergipe - 20; espírito Santo - 19; Santa Catarina -8; Guanaara -3; Acre -1; Amapá - 1; Rondônia - uma família.
...
Cerca de mil famílias oriundas do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, Maranhão e Pernambuco, sem paciência de esperar pela seleção, ali se fixaram, por lotes por eles próprios desmatados e qwue já começaram a cultivar. Diante do fato consumado, o INCRA decide regularizar a situção dos 'invasores'.
A cada família será atribuído também um lote de cem hectares. sendo-lhes proporcionadas as mesmas facilidades com que os demais colonos são beneficiados.
...Amanhã ou depois(e esse amanhã já é quase hoje), quem viajar pela Transamazônica, saindo de Recife e de João Pessoa, rumo ao Peru, num itinerário de 5.500 quilômetros em meio a floresta até há pouco virgem - deparará com um rosário intermitente de agrovilas, possuindo, no intervalo entre uma e outra e a cada quinhentos metros, uma casinha instalada em meio a uma lavoura.
E mais, a cada cinquenta quilômetros o INCRA vai erguer uma Agrópolis, ou seja, uma superagrovila, Esta se situará também, defronte à estrada, numa área de trezentos hectares, dos quais cento e sessenta serão urbanizados.  A Agrópolis terá 176 lotes, com uma casa cada um, devendo, teoricamente, abrigar 2.380 habitantes.  Cada Agrópolis, portanto, será a capital de núcleo de agrovilas e, em seu território serão instalados armazéns e silos, grupo escolar e ginásio, posto medico e hospital para pequenas cirurgias, além de posto de gasolina e motel para turistas."

Muito bom! O relato acima faz parte da saga do jornalista Flávio Alcaraz Gomes, que durante o governo do General Médici, escreveu o livro  Transamazônica - a Redescoberta do Brasil, após ter viajado e verificado in loco como iam as obras.
O próprio Alcaraz nos dá uma dica das dificuldades que tal monumental projeto enfrentaria quando no capítulo lll, "A ocupação da terra", identifica problemas, barreiras e vícios de comportamento por parte dos funcionários do INCRA, que certamente foram determinantes para o andamento da epopeia. Ele estranha: 
"Somente na área de Altamira possui setecentos e oitenta e dois funcionários, a maioria dos quais com seu salário engordado por polpudíssimas gratificações. E em que pese  a burocracia do Instituto e a 'importância' de alguns de seus servidores(um certo Dr. Fonseca Neto, seu delegad em Belém, me fez tomar chá de cadeira durante várias horas sem dignar-se a me receber), o INCRA dá a impressão de estar desempenhando a contento suas funções."
O livro foi publicado em 1972 pela Cultura.

Foto escultura que criei entre 2003 e 2006, no Pontal do Paranapanema/SP

19 outubro 2015

A Conspiração Franciscana - John Sack

"Ela crescera no interior, numa castella, decerto rodeada por um vilarejo sem cultura. Ele, no porto comercial de Ancona e na atmosfera de Paris. Mas ele também conhecia os vilarejos. Certa vez, viajara pela região atrasada ao sul da Úmbria, desembarcar em Paris,
Por dois meses, tinha perambulado por vales calorentos e estreitos até  chegar a Assis, mais so norte. Quando passava pelos vilarejos minúsculos, os olhares sombrios das mulheres o seguiam por trás das portas abertas e observavam a parte debaixo do corpo dele, como se medissem sua masculinidade. caso ele se voltasse com um olhar zangado, elas escondiam o rosto nas mãos e espreitavam-no entre os dedos. "Não aceite nada para beber dessas mulheres", diziam os anciãos dos vilarejos, em tom de advertência, "nem vinho, nem um copo d'água". São bruxas, todas elas, e misturam poções do amor na bebida sem que você perceba." Os homens então aproximavam seus rostos amarelados e enfermos do dele, e falavam, cuspindoo em sua orelha: "Uma mistura de sangue mesntrula com ervas." Eles também o preveniram para não dormir nas grutas fora dos vilarejos, pois eram habitadas por gnomos, as almas penadas das crianças que tinham morrido sem batismo. Todos os homens sonhavam em capturar uma dessas criaturas pelo capuz vermelho, é claro, para força-la a mostrar-lhes tesouros escondidos. O jovem frei Conrad, porém, ficaria mais seguro dormindo na igreja local. Ele havia parado em muitas cidades assim, e as mulheres sempre corriam até a igreja para confessar os pecados em seus vários dialetos, argumentando que não podiam confiar  no padre local as intimidades que lhes passavam na alma.
Tanto quanto as podia compreender, essas mulheres consideravam o amor carnal uma propensão natural, a que nenhuma força de vontade, boa intenção ou castidade podiam resistir. Se um homem e uma mulher se encntrassem sozinhos em um local afastado da vista dos outros, nenhuma força dos céus e da terra conseguiria evitar que copulassem rápido e sem dizer palavra, como acontece quando um animal macho encontra uma fêmea no cio - e aquelas mulheres pareciam estar eternamente no cio. Ele percebia o desejo mal reprimido nas palavras delas, mesmo durante a confissão; no exalar lento no respirar terminando com um suspiro prolongado. desconfiava que elas, na realidade, se confessavam com o padre do vilarejo - e com assiduidade -, mas que procuravam o padre, como agora vinham até ele, para algo além do perdão de seus insaciáveis desejos. E se Amata tivesse crescido num ambiente assim, de paixões descontroladas, com as mesmas necessidades primitivas, num mundo em que até o mais baixo dos códigos de conduta moral não vigorava?
Não parecia muito provável, Conrad concluiu. Ela pertencia à pequena nobreza e já mencionara a religiosidade do pai. Não obstante, alguma coisa devia ter acontecido para destruir a 
inocência de sua infância.
Finalmente, sentou-se na cadeira diante dela."

Trecho extraído do livro A Conspiração Franciscana", iniciei sua leitura quando ainda morava em São Paulo, mas os trâmites da mudança interromperam a leitura. retomo agora, quase dois anos depois e outros livros intermeando-o. E não nega fogo.
Chega certeiro, o I Ching, e compartilho trechos saborosos como este, com Joseph e Camille. E contigo.
A Conspiração Franciscana trata de forma romanesca, mas empregando dados reais, de um período complicado, repleto de aceleração como ocorre com algumas fases da história do desenvolvimento humano, foi escrito por John Sack, e publicado no Brasil pela Sextante. Adquiri-o em um sebo na Av. São João, em São Paulo