26 junho 2015

Casamento Gay Não é Loucura, Loucura é a Promiscuidade, que Rebaixa Héteros e Homos

O que iremos viver após a legalização do casamento gay nos EUA, não se altera para os que não o são, uma vez que o medo que aflige as pessoas hétero, especialmente aos pais, referente à garantia do direito ao casamento gay, é o do reforço na atração que o novo tem sobre mentes em formação, é o de que os jovens passem a receber uma mensagem de obrigatoriedade, de que venham a ser mais assediados agressivamente por todo e qualquer um, especificamente pelos que deveriam manter-se em equilíbrio, deixando de fora a libido, em setores como os ligados a formação e educação.
Eu penso que o reconhecimento legal das uniões entre casais do mesmo sexo pode ser um mecanismo que traz ao patamar do corriqueiro, relações que, reconheça a Igreja ou a lei, ou não, existem e continuarão a existir.
É preciso manter a sensatez a qualquer custo, neste momento nevrálgico de pressão intensa social, a bem da paz.
Não altera a minha vida, que meu amigo seja casado com um homem que ele ama, que minha amiga tenha uma relação estável com uma mulher que ela ama. Eu não posso arbitrar o relacionamento do outro, que tem por motivação um amor que dificuldade nenhuma conseguiu acabar.
Eu não seria justa, se tivesse o poder de obrigar a duas pessoas que se amam a ponto de viver uma relação marital, a afastarem-se, porque eu quero que para os outros tudo seja como é para mim. Precisamos ter muito claro que até este ponto não há abuso moral, não há ética ferida, na união de duas pessoas que se amam e que querem reconhecer perante a lei sua união.
O ponto nevrálgico que faz com que a sociedade entre em ebulição quanto ao reconhecimento das uniões homossexuais está em confundir um ganho de maturidade com os programas experimentais e aberrantes que pretendem difundir que experimentar relações homossexuais deve ser uma passagem obrigatória para o ser que desabrocha para vida sexual, como acontece no Brasil, como acontece abertamente em uma das escolas em que meus filhos estudaram, em que se instituiu um dia em que os rapazes vão ´para escola vestidos de moça e fazem apresentações artísticas e as moças de rapazes e se apresentam para receber notas por isso. 
O problema está em nomear a um jovem gay em crise aberta contra o sistema, como orientador pedagógico de uma escola infantil. 
Mas nós convivemos com essa realidade e teremos que enfrentar esta fase alterada mantendo-nos sóbrios e sensatos, tanto como acontece quando uma professora hétero agride um pequenino por problemas psicológicos devido a ter sido diagnosticada como estéril. Neste caso, quando a professora ou monitora ataca uma criança, nosso filho, ou criança que esteja sob nossa proteção, levamos a causa até a justiça e lutamos por justiça. 
A justiça é para todos, inclusive a maior, que é feita por Deus, os Deuses, como ocorreu em Sodoma, depois de para lá terem sido enviados anjos para a casa de Ló, anjos que tiveram a integridade ameaçada pela turba que gritava da rua pedindo que Ló os fizesse sair para a rua porque os transeuntes que os viram, os cobiçaram por sua beleza e exigiam terem relações sexuais com eles, os anjos  conseguiram escapar carregando Ló e sua família para fora da cidade antes do massacre da mesma.
Quanto ao risco de sermos cobiçados, de nossos filhos serem cobiçados pelos homossexuais, será o mesmo que existe por parte dos héteros, e não importa o quanto estrebuchemos. 
Meu filho não sai de casa e se casa com uma libertina apavorante, porque é o padrão moral que ele aprendeu com minha educação presente que ele usa como critério para escolher sua esposa, e se apesar de ele ter um senso moral elevado, de eu insistir em conversar abertamente sobre o erro do programa de conteúdo homossexualizante da escola, de eu ser uma mãe católica, ele escolhe casar-se com um homem, é um sinal de que nada o demoveria de seguir o que seu espírito manda. Neste caso, o que é sugerido? Cura? Marginalização? 
Homossexualidade, não há o que temer, estamos vivos e cheios de graça, prontos a reagir, não estimulemos, mas não marginalizemos em nome de Deus. Pense se não é a promiscuidade que te apavora, e que confundes com homossexualidade, escolha que abriga tantos promíscuos, mas que não a definem. Os meus amigos homossexuais são bem resolvidos e não sofrem como Cristo sofreu, nem tampouco afrontam com heresias a fé alheia, mais antes são devotos e praticantes, tão entrosados nas religiões que escolheram praticar quanto qualquer hétero.
Com a recente decisão americana, os promíscuos estão desnudos: Sodoma! Depois não diga que não avisei!

Foto: De uma noite em que temi pelo destino da maioria

Estados Unidos Reconhece Oficialmente o Casamento entre Casais do Mesmo Sexo

De acordo com a Catholic News Agency, a Suprema Corte americana acaba de decidir que o casamento gay é um direito constitucional e solicitou que os estados membros redefinam o casamento que deve incluir casais do mesmo sexo, e garantir direitos iguais às uniões hétero.
Eu penso que este reconhecimento levará a problemática para outro estágio, penso que é um avanço que se fez impostergável. OS casais pediam igualdade e dignidade diante dos olhos da lei, o que acaba de ser concedido.
Com o reconhecimento oficial, será percebido é que saem algumas grandes dificuldades legais de cena e entram outras sociais, não menores. Mas estas, afinal sempre estiveram presentes, mas de uma forma ousada, informal.
Quando a responsabilidade legal não exclui ninguém, talvez se brinque menos. 
Eu torço para isso.

A Rainha Elizabeth na Alemanha

A Rainha Elizabeth e o Duque de Endimburgo estão na Alemanha em visita de estado prevista para quatro dias. 
Após cumprir agenda de encontros com a Chanceler alemã, Angela Merkel, a Rainha visitou a embaixada britânica em Frankfurt, que preparou uma solenidade no jardim, para recebê-la. 
Acredito que brevemente veremos desdobramentos positivos desta conexão entre dois expoentes femininos tão fortes na política universal.
Foto: extraí da página Queen Elizabetg II, facebook

16 fevereiro 2015

Fatos sobre Água Congelada em Icebergs, divulgados pela NASA Earth Observatory

Diz a chamada da NASA Earth Observatory em uma publicação: Icebergs não têm predominantemente a cor branca com a qual a maioria de nós costuma associá-los. Nem branco sujo, nem acinzentado. 
e conforme podemos ver pelas fotos de Alex Cornell, realizadas na Antártica, ao capotarem, causando tsunames ou não, mostram bases em azul ultramar, ou verde esmeraldino de causar taquicardia, saibamos disso ou não ao avistarmos um por este ângulo - barriga, diz a matéria.
Nesta temporada, não pude ir em pessoa até lá, nem tampouco em férias com a família, como o Alex, mas já visualizei estas maravilhas sozinha.
Acima, as fotos de Alex Cornell, abaixo, tela que pintei em 1996

09 janeiro 2015

Tornando Cocô Humano em Água Potável - E palatável, Bill Gates Assegura


Atentado em Paris - Charlie Hebdo

A frigideira pelo cabo? 
Homens se enganam e tomam atitudes que comprometem o destino dos outros.
Maior engano é atenuar ou acentuá-los, perder o discernimento quando formamos juízo reconhecendo motivação política ou religiosa.
Homens matando homens, não há maior crime, não importa a motivação.
Os assassinos dos homens que trabalhavam na Revista Charlie Hebdo, podendo ser capturados com vida, com vida devem ser conservados.
Os artistas que perderam a vida são desta opinião.

03 novembro 2014

Para lá e para cá! Às vezes deixo para os maiores

Sempre, e todos os dias, cogito. É por isso que sou.
Ás vezes, insuportável para mim mesma.
Fazer Politica é a arte de conter monstros que jogam com a política. Eu detesto jogos. 
Nesta fase saio de mim e planto, podo, rego
e elas me dizem que no DNA já está tudo, que ansiedade para quê?
É nestes momentos que o peito vira curropiu e fico, pequena formiga parada na terra, olhando meu amor subir 
como um fogo de artifício 
chovendo sobre tudo, sobre ti.
E não era cocô de passarinho o que te atingiu, é que às vezes estás que nem tu mesmo te suportas.
Ser político é dançar com os monstros.
Se fosse um jogo tu adoravas!

30 outubro 2014

Momento Determinante - Questionamentos Respeitáveis - Republicação de outubro de 2012

Sobre o catecismo pregado, aberto ou subliminarmente em algumas salas de aula, quero lembrar aos senhores professores integrantes do partido que dita as ordens no Brasil, que além de solicitar rotineiramente aos estudantes pesquisas sobre a morte de Stuart Angel Jones, durante a ditadura militar, também solicitem sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
Professores são formadores de opinião, trabalham com as dificuldades que nossa nação lhes impõem, lutam para se fazerem respeitar quando este respeito não é ensinado mais no seio familiar. Merecem todo o apoio e admiração quando tratam respeitosamente o aluno, que, também, muitas vezes, com sacrifício é mantido na escola. Porém, os professores, quando perdem os critérios e o poder de auto-avaliação, tonam-se similares aos indivíduos militares que torturaram durante o período militar, tornam-se instrumento de perpetuação ao esquema que assassinou o prefeito de Santo André e abafou o caso.
Nosso país continente pode estar maduro para pensar por si e avaliar questões multi facetadas, se os mestres incentivarem mentes inquisitivas ao invés de, fascinados pelo partidão, trabalharem para limitá-las a seus repressores nós de redes ideológicas.

O que ex-petistas e petistas desiludidos dizem hoje a respeito do partido e de Lula
Wilton Junior/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil26.jpg
"O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito                                  religioso."
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
Anderson Schneider/VersorDescrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil27.jpg
"Diante das denúncias, os petistas optaram por uma saída jurídica, em detrimento de uma explicação política. Isso só é possível para quem já decidiu abandonar a vida pública. Esse comportamento reduziu as chances de sobrevivência do PT."Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ)
Joedson Alves/AE
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"O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se                                  os responsáveis por tudo isso forem punidos."Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
Orlando Brito/OBRITONEWS
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"O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável."Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
José Paulo Lacerda/AE
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"O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa."Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
Vidal Cavalcante/AE
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"O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu."
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau,expulso do PT em 1997
Clayton de Souza/AE
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"O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação."
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
Felipe Varanda/Folha Imagem
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"Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes."
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo

"Lula esconde a sujeira"
Felipe Araujo/AE
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UMA CERTEZA
Hélio Bicudo, petista há 25 anos: "É impossível que Lula não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos"

O jurista Hélio Bicudo, de 83 anos, tem uma longa militância em favor dos direitos humanos, na qual se destaca o combate à ação do Esquadrão da Morte paulista, no fim dos anos 60. Relutou muito antes de decidir manifestar sua opinião sobre o governo Lula e o PT, ao qual é filiado há 25 anos. Decidiu falar incentivado pela família e por alguns amigos, inclusive da base petista. "Não posso admitir que dentro da história que venho construindo, muitas vezes penosamente, eu possa ser considerado partícipe do que está acontecendo", disse Bicudo à editora de VEJA                                  Lucila Soares, a quem concedeu a seguinte entrevista. 
O SENHOR ACREDITA QUE O PRESIDENTE LULA SABIA DOS FATOS QUE ESTÃO VINDO A PÚBLICO?
Lula é um homem centralizador. Sempre foi presidente de fato do partido. É impossível que ele não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos e quem era o responsável. Não é porque o sujeito é candidato a presidente que não precisa saber de dinheiro. Pelo contrário. É aí que começa a corrupção.
POR QUE O PRESIDENTE NÃO TOMOU NENHUMA ATITUDE PARA IMPEDIR QUE A SITUAÇÃO CHEGASSE AONDE CHEGOU?
Ele é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete. Sempre agiu dessa forma. Seu pronunciamento de sexta-feira confirma. Lula manteve a postura de que não faz parte disso e não abre espaço para uma discussão pública. 
HÁ OUTROS EXEMPLOS DESSA CARACTERÍSTICA?
Há um muito claro. Em 1997, presidi uma comissão de sindicância do PT para apurar denúncias contra o empresário Roberto Teixeira, que estava usando o nome de Lula para obter contratos de prefeituras em São Paulo. A responsabilidade dele ficou claríssima. Foi pedida a instalação de uma comissão de ética, e isso foi deixado de lado                                  por determinação de Lula, porque o Roberto                                  Teixeira é compadre dele. O único punido foi o Paulo de Tarso Venceslau, autor da denúncia. Ainda que não existisse necessariamente um crime, havia um problema sério, ético, político, que tinha de ter sido discutido e não foi. Essas coisas todas vão se acumulando e, no final, acontece o que se vê hoje. 
ESSES MESMOS SINAIS ESTÃO PRESENTES NO ASSASSINATO DO PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, CELSO DANIEL?
A história de Santo André ainda não está clara. Houve uma intervenção do próprio partido para caracterizar o crime como crime comum, do que eu discordo. Houve a eliminação do Celso, ou porque ele não concordava com a corrupção ou porque ele quis interromper o processo num determinado ponto.
O SENHOR FOI VICE-PREFEITO DE MARTA SUPLICY. COMO FOI PARTICIPAR DE UM GOVERNO PETISTA?
O que me realizou na prefeitura foi constituir a Comissão de Direitos Humanos do município. Fora isso, tudo passou ao largo do meu gabinete, por opção de Marta. E, em dezembro de 2004, já no fim do governo, quando assumi interinamente a prefeitura e houve uma chuva muito forte, com graves prejuízos à população, pude verificar que os serviços públicos estavam totalmente omissos. Convoquei uma reunião do secretariado e apareceram dois ou três. Para mim foi uma experiência extremamente negativa.  
EM QUE MOMENTO O SENHOR COMEÇOU A PERCEBER QUE O PARTIDO ESTAVA NO CAMINHO ERRADO?
Quando a direção passou a tomar a frente das campanhas políticas. No início a militância era a grande força eleitoral. Isso foi mudando na medida em que o partido começou a abandonar os princípios éticos. A partir da campanha eleitoral de 1998, instalou-se definitivamente a política de atingir o poder a qualquer preço.
O PRESIDENTE LULA TAMBÉM QUERIA CHEGAR AO PODER A QUALQUER PREÇO?
Sim. Mas ele quer a representatividade, sem o ônus do poder. Ele dividiu o governo como se estivéssemos num sistema parlamentarista. É o chefe do Estado, mas não do governo. Nisso há, aliás, uma clara violação da Constituição, que é presidencialista. A conseqüência foi o aparelhamento do Estado, um governo sem projeto e essa tática de alcançar resultados pela corrupção do Congresso Nacional.
O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU ERA O PRINCIPAL NOME DESSE GRUPO A QUEM LULA DELEGOU O PODER. QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ELE?
Dirceu é um trator. Ele é um homem que luta, sem restrição a meios, pelo poder. Está impregnado desse objetivo. Ele é o melhor representante de um grupo que aspirava ao poder pelo poder, não para fazer as reformas que sempre defendemos. O PT chegou ao governo sem projeto. Se Lula quisesse transformar o sonho petista em realidade, poderia ter se cercado de gente que o ajudaria nisso. Pessoas como Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Paulo Nogueira Batista Junior trabalharam no programa e foram depois pura e simplesmente deixadas de lado. Foi uma escolha. Que continua. Em vez de buscar as pessoas autênticas, que comungam do ideal que acho que ainda é dele também, Lula se reúne com o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela). Para quê?
O SENHOR TAMBÉM SE CONSIDERA DEIXADO DE LADO?
Eu entrei no PT porque achei que devia entrar, ajudei o Lula em vários momentos porque achei que devia ajudar e nunca pedi nada em troca. Ele é que, espontaneamente, me disse que eu assumiria uma posição. Um dia, o ministro Celso Amorim mandou seu chefe-de-gabinete me oferecer um lugar de conselheiro da Unesco. Eu pedi que me explicasse o que representava exatamente essa posição. A resposta foi: "É formidável. Três viagens por ano a Paris". Ou seja, estavam me oferecendo uma mordomia. Eu não aceitei.
EM ALGUM OUTRO MOMENTO O SENHOR FOI CHAMADO A COLABORAR COM O GOVERNO?
Sim. O então presidente do PT, José Genoíno, me pediu ajuda para convencer meus amigos deputados federais do PT a retirar seu apoio à formação da CPI dos Correios.
EXISTEM ELEMENTOS PARA QUE SE PEÇA O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE?
Os fatos podem vir a caracterizar crime de responsabilidade e, portanto, motivar um pedido de impeachment. Mas eu gostaria de lembrar que as primeiras pessoas que pediram o impeachment de Fernando Collor foram o Lula e eu. O pedido foi engavetado. Só quando houve pressão popular é que se concretizou um processo. Se você não tem apoio popular, isso cai numa discussão de juristas que não leva a nada, a não ser ao prejuízo da democracia.
COMO O SENHOR VÊ O FUTURO DO PT?
Depende muito de como esse processo vai prosseguir. Se continuarmos com uma direção chapa-branca, não vamos chegar a lugar algum – a não ser no "desfazimento" de um partido que poderia ter chegado ao poder para realizar as reformas necessárias, mas só conseguiu promover um grande isolamento do Lula.

O enigma do empréstimo a Lula
Raphael Neddermeyer/AE
Paulo Okamotto: o ex-tesoureiro diz que pagou o empréstimo de Lula com dinheiro do próprio bolso. Pois é

Da enorme lista de histórias mal explicadas que povoam as CPIs, uma delas é especialmente intrigante: quem pagou uma dívida de 29 436 reais de Lula para com o PT? A dívida teria sido contraída em 2002, quando Lula ainda era candidato. Teria pago gastos com viagens e passagens aéreas da hoje primeira-dama, Marisa Letícia. Há três semanas, durante o depoimento de Delúbio Soares à CPI dos Correios, o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) perguntou ao ex-tesoureiro petista se o pagador do débito teria sido o empresário Marcos Valério. Delúbio se limitou a dizer: "Não vou me pronunciar sobre esse assunto". O débito foi quitado em quatro parcelas, em uma conta do PT, entre 2003 e 2004 – ou seja, quando Lula já era presidente e Marcos Valério o operador das finanças do partido.
 À pergunta sobre a identidade do pagador, o PT respondeu com um prolongado silêncio. Na semana passada, no entanto, depois que uma planilha encaminhada pelo Banco do Brasil à CPI dos Correios apontou Lula como depositário da dívida, apareceu uma outra explicação. Paulo Okamotto, ex-tesoureiro da campanha de Lula em 1989 e atual diretor-presidente do Sebrae, afirmou ter sido ele o pagador do débito. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Embora contradiga a planilha do banco, a versão de Okamotto foi endossada pelo PT. Okamotto é amigo do presidente. É ele quem administra as contas da família Lula. Para isso, contaria com a ajuda de outro grande amigo do presidente, o empresário Antoninho Marmo Trevisan. Trevisan participou da negociação que resultou no investimento de 5 milhões de reais feito pela Telemar na Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
 A versão de Okamotto, publicada uma semana depois de ele ter viajado com Lula para Garanhuns (PE) – num vôo durante o qual os dois conversaram longamente –, não foi suficiente para decifrar o enigma do empréstimo. 
Primeiro, porque carece de lógica. Na planilha do Banco do Brasil, Lula aparece como o pagador. Okamotto, no entanto, diz que pagou a dívida, e do próprio bolso. Mais: que não informou nada a Lula e que não se lembra da forma como fez os depósitos. 
Segundo, porque a explicação se choca com uma declaração do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner. Em nome de Lula, Wagner afirmou que o presidente não tinha débito algum com o partido. Ora, bolas: então, Okamotto pagou um débito que não existia? E Lula aparece numa planilha pagando uma dívida que não tinha? Quando se fala em PT, dinheiro e dívidas, perguntas lógicas quase sempre carecem de respostas idem.

 Juliana Linhares

É triste, ficará escrito em pedra, ou na areia? REPUBLICAÇÂO de outubro de 2012

"Ao inocentar o ex-ministro José Dirceu da acusação de corrupção, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, escreveu uma das páginas mais deprimentes da História do Supremo Tribunal Federal.
Sua alegação foi que não há provas da participação de Dirceu na distribuição de dinheiro a políticos da base aliada ao governo entre 2003 e 2004, esquema conhecido como mensalão.
“Não afasto a possibilidade de que José Dirceu tenha de fato participado desses eventos, não descarto que foi até mentor da trama criminosa, mas o fato é que isso não encontra ressonância na prova dos autos”, disse Lewandowski, que criticou o trabalho do Ministério Público Federal, classificando as imputações como “políticas muito mais que jurídicas”.
Com esse posicionamento, Lewandowski cumpriu o que prometera ao ex-presidente Lula, quase dois meses antes do julgamento, quando emitiu até uma nota oficial anunciando que seu trabalho como revisor seria se contrapor à posição do ministro relator, Joaquim Barbosa.
Com essa definição, Lewandowski inovou em matéria de direito, pois a missão do revisor não é nem pode ser a de se contrapor ao relator. Se fosse um estudante a fazer tal afirmação, ainda poderia ser desculpado.
Afinal, ainda não se aprofundou na matéria, faltou à aula ou está em recuperação… Mas um ministro do Supremo Tribunal Federal não pode dar uma declaração dessas, que na verdade foi um ato falho bem freudiano. No caso, Lewandowski estava apenas revelando que sua “missão” era a de contestar o voto do relator, que todos já sabiam ser pela condenação dos réus do mensalão.

MISSÃO DO REVISOR
Senão, vejamos: na nota enviada à imprensa, Lewandowski afirmou que “sua missão não se resumia à revisão”, que “tinha que fazer um voto paralelo ao do ministro Joaquim Barbosa, que fosse um contraponto ao voto dele”.
Isso não é função do revisor. O que ele teria que ter feito era seguir o que está no art. 25 do Regimento Interno do STF, que determina que as funções do revisor são as seguintes:
I – sugerir ao relator medidas ordinatórias do processo que tenham sido omitidas;
II – confirmar, completar ou retificar o relatório;
III – pedir dia para julgamento dos feitos nos quais estiver habilitado
a proferir voto.
Ele jamais poderia atuar, como revisor, fora do que estabelecem esses incisos. Portanto, soaram estranhas e reveladoras essas palavras anunciando que ele estava obrigado a se contrapor ao voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, pois “contrapor” significa “atuar em oposição, em sentido contrário” ao relatório.
Como Lewandowski cumpriu o prometido e realmente fez isso no voto decisivo,  friamente atuou fora das competências determinadas para o revisor, pelo Regimento Interno do STF.

UM PÁRIA NO PLENÁRIO
Na surpreendente sessão de quinta-feira, os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello questionaram as contradições no voto de Lewandowski, sobre a compra de apoio político nos primeiros anos do governo Lula (2003-2010).
A discussão foi provocada após o revisor afirmar que a tese de compra de votos é contraditória e que “há provas para todos os gostos” no processo.
Acontece que, com o voto de 7 dos 10 ministros, o Supremo já havia firmado na segunda-feira o entendimento de que o mensalão foi um esquema
de desvio de dinheiro público para a compra de votos parlamentares e apoio político ao governo Lula.
Ao se posicionar assim, sem dúvida, Lewandowski afrontou os demais ministros e desonrou o Supremo. A partir de agora, não é mais um deles.
Desdenhando o voto da ampla maioria de seus pares, tornou-se um pária no plenário, um renegado jurídico, um magistrado sem dignidade. Só lhe resta a aposentadoria, que já pode pedir, por tempo de serviço, pois vai completar 64 anos e seu futuro nada mais significa."

Por Carlos Newton - Tribuna da Imprensa - 5.10.2012

14 agosto 2014

Rollo May - a Coragem de Criar. Eu digo, é preciso coragem para dizer não, mas compensa.

Uma sociedade cruel que devora seus artistas, um meio artístico em que a conduta de moral elevada e ética impedem o sucesso se não forem camufladas, um comércio de escravas, em que a anorexia imposta como padrão de beleza destrói emocionalmente as mulheres, um meio em que a concorrência desleal jamais é punida, matou tanto a Heath Ledger, quanto a Robin Williams, e andam com o pescoço na auto guilhotina aquela mais famosa atriz, aquele tão charmosos galã, perdido no labirinto calçado na fama cercado pelos falsos amigos exploradores...
Carrego sempre comigo o livro A Coragem de Criar, do psicanalista americano, professore e teólogo, Rollo May, que me ampara sempre que sou cobrada a passar dos limites positivos e construtivos no meu fazer artístico, profissional. E ultrapassar os meus limites espiritual, emocional e físico é um risco constante, combinado a vida familiar, de ser social, que sou. Preciso de amparo quando tenho que declarar: "daqui não passo", pois se não me respeitas, eu me valorizo. Eu não tenho a pretensão de ser modelar, mas ambiciono viver plenamente, ou em algumas temporadas mais cruéis, ao menos sobreviver para ver o que vem depois, para vibrar nesta benção divina que é a vida. 
Rollo May? Recomendo aos que de vez em quando se sentem sós.

"Um eminente professor de Nova Iorque conta o seguinte: procurava há algum tempo uma fórmula química, sem sucesso.
Uma noite viu em sonho a fórmula completa, acordou e escreveu-a apressadamente na única coisa que encontrou, um lenço de papel. Porém, na manhã seguinte não conseguiu ler o que escrevera. Depois disso, todas as noites antes de se deitar, concentrava suas esperanças na repetição do sonho, Felizmente, algum tempo depois sonhou novamente com a fórmula, e desta vez a escreveu com toda clareza, era exatamente o que procurava, e com ela ganhou o prêmio Nobel.
todos nós já passamos por experiências semelhantes, embora não com os mesmos resultados finais. Os processos de dar forma, fazer, construir, continuam em nossa mente, mesmo quando não temos consciência deles. William James, disse certa vez que aprendemos a nadar no inverno  e a patinar no gelo no verão. De qualquer modo que interpretemos estes fenômenos, em termos de uma formulação do inconsciente ou, segundo William James, como algo ligado aos processos neurológicos, que continua, mesmo quando não pensamos neles; ou ainda, segundo a abordagem que adoto, é sempre óbvio que a criatividade continua, com vários graus de intensidade, a níveis não controlados diretamente pela vontade. Portanto, o aumento da percepção a que nos referimos não significa um aumento do conhecimento consciente. Está mais ligado ao abandono e à absorção e implica o aumento perceptivo de toda a personalidade.
Queremos, porém, acentuar que o discernimento consciente, ou a resolução de problemas que nos vêm em devaneios ou sonhos não são produtos do acaso. É certo que podem ocorrer em momentos de repouso, ou em meio a fantasia, ou quando alternamos o trabalho com o lazer.
Mas deve ficar bem claro que pertencem às áreas nas quais trabalhamos com afinco e dedicação. A determinação é um fenômeno muito mais complexo do que a força de vontade, como a chamamos. Determinação implica todos os níveis da experiência. Não podemos usar a força volitiva para conseguirmos uma percepção exata de alguma coisa. Não podemos querer a criatividade.
Mas podemos usar a vontade para conseguir o encontro, intensificando a dedicação e o compromisso. A ativação dos aspectos mais profundos da percepção relaciona-se diretamente com o grau de compromisso da pessoa com o encontro.
Acentuamos também que essa "intensidade do encontro" não deve ser confundida com o chamado aspecto dionisíaco da criatividade. É um termo muito usado nos trabalhos sobre o assunto. Tem origem no nome do deus grego da embriaguez e de outras formas de êxtase, significa a excitação súbita da vitalidade e o abandono que caracterizavam as orgias de Dionísio. Nietzsche, na sua importante obra A Origem da Tragédia, cita o princípio dionisíaco como a excitação súbita da vitalidade, e o princípio apolíneo como a forma e a ordem racional. Coloca-os como os dois polos opostos que operam na criatividade. Essa dicotomia é aceita por muitos estudiosos e escritores. O aspecto dionisíaco de intensidade pode ser facilmente estudado pela psicanálise. provavelmente quase todos os artistas já tentaram trabalhar sob a influência do alcool. O que acontece, na maioria das vezes, e o que se podia esperar, e depende da quantidade ingerida - isto é, o artista pensa estra fazendo um trabalho maravilhoso, melhor do que todos os que já fez. Mas, na manhã seguinte, verifica que é muito inferior ao seu trabalho habitual. Sem dúvida os períodos dionisíacos de abandono têm o seu valor, especialmente nesta civilização onde a criatividade e as artes morrem a míngua, sob a rotina dos relógios de ponto e das reuniões intermináveis, além da pressão para produzir quantidades cada vez maiores de trabalhos e de livros, pressões que infestam mortalmente o mundo intelectual, mais do que o da indústria. Sinto falta dos efeitos saudáveis dos períodos de "carnaval", como os que existem ainda países mediterrâneos. 
Contudo, a intensidade do ato criativo deve estar relacionada com o encontro de forma objetiva, e não liberado por algo "ingerido" pelo artista. O alcool é um depressor, talvez necessário a civilização industrial, mas, quando se precisa dele constantemente para eliminar a inibição, o problema está sendo mal colocado. A questão é: porque existem estas inibições? Os estudos psicológicos desta intensificação súbita da vitalidade e de outros efeitos de drogas são interessantes; mas é preciso distinguir definitivamente esses efeitos da intensidade que acompanha o encontro, o encontro não é apenas um resultado das mudanças subjetivas; representa o relacionamento real com o mundo subjetivo.
O aspecto importante e profundo do princípio dionisíaco e de êxtase. O teatro grego surgiu baseado nas orgias de Dioníso, um apogeu magnífico de criatividade, que conseguiu unir a forma e a paixão à ordem e à vitalidade. Êxtase é o termo técnico para os processos nos quais esta união ocorre. 
O êstase devia ser melhor estudado pela psicologia. Emprego a palavra não no sentido vulgar de "histeria", mas no sentido histórico e etimológico de "ex-stasis" - isto é literalmente "ficar fora de", libertar-se da dicotomia da maior parte das atividades humanas entre sujeito e objeto. êxtase é o termo exato para a intensidade de consciência que ocorre no ato criativo. Mas não pode ser um mero "desligamento" báquico; envolve a totalidade do indivíduo onde subconsciente e inconsciente agem em uníssono com o consciente. Não é, portanto, irracional; é supra-racional. Conjuga o desempenho das funções intelectuais, volitivas e emocionais. 
Isso tudo pode parecer estranho a luz da psicologia acadêmica tradicional. Tem de parecer estranho. Nossa psicologia tradicional baseia-se na dicotomia do sujeito-objeto, que tem sido a principal característica do pensamento ocidental nos últimos quatro séculos.
Ludwig Binswanger denominou essa dicotomia "o câncer de toda a psicologia e psiquiatria de nosso tempo. Não escapam dela as escolas de Behavoristas ou Operacionalistas, que definem a experiência em termos apenas objetivos. Também não será evitada se isolarmos a experiência criativa como um fenômeno puramente subjetivo."

Extraído do livro "A Coragem de Criar, de autoria de Rollo May, publicado no Brasil pela editora Nova Fronteira.
Páginas 44, 45, 46 e 47

06 julho 2014

Deus que me Livre!

Há o consenso de que a situação emocional geral não sugere equilíbrio. 
Esta unanimidade é deveras promissora, mas quem são os desequilibrados?
Li, neste momento, ao clicar levianamente em um link, um dizer atribuído ao Chapolim Colorado, que era mais ou menos assim:
"Você me culpa por não crer em um ser que mora no céu, mesmo vendo tudo o que está acontecendo por ai?" 
E assim segue a caravana dos tontos leitores, guiados pelos loucos formadores de opinião, desejando que Deus aja como um proprietário de vacas, não como O Criador que nos deu livre arbítrio desde o início.


30 junho 2014

Aborto


Pintei meu quarto recentemente. Não fiz uma escolha demorada de tons, sabia que uma viga aparente rente ao teto deveria ser de cor diferente da parede para que posteriormente eu a valorize com a pintura de uma grega ou guirlanda, e este detalhe foi o único a ser idealizado, naturalmente desejei as paredes do pequeno aposento em branco e um teto ultra -mar, naturalmente...
Um bebê começa com a ideia de um bebê, se é desejado pela mulher. Se acontece uma gravidez indesejada, nem por isso, por não ter sido ideado, ele deixa de existir.
Tenho me deitado e apreciado a combinação dos tons, sinto que encontrei uma harmônica que remete a um repouso em segurança e o ambiente está equilibrado. Senão eu mudava, raspava e repintava.
Estamos nesta fase, em que lutamos tanto pelo direito de praticarmos o aborto, e ninguém menciona o quanto é violento para a mulher, o quanto é danoso para seu equilíbrio de ser racional.
Da janela do meu quarto vejo um cercadinho no quintal vizinho, repleto de galinhas saudáveis e bonitas e um galo completamente lindo e dourado se sobressai no movimento cotidiano das aves, ostentando uma coroa carmim brilhante e enorme.
Observar sua rotina me faz pensar na impermanência da vida; ô bicho sem futuro, sem eira nem beira é a galinha! Por mais bela, e quanto mais saudável e fértil, mais consumível!
Perguntei à vizinha qual é o objetivo da manutenção do galinheiro, informou-me que é para obtenção de ovos, para de vez em quando matar e comer alguma galinha. E assim, por motivos nutricionais para o homem, acabam-se as chances da descendência natural para o galo sultão, são assassinadas suas esposas e ninguém no mundo há de mover uma palha para alterar a sanha carnívora, ovovípara dos donos das galinhas.
Eu penso que o feminismo defender a legalização do aborto, mostra que o movimento não é racional. Tantas bandeiras levantadas pelo feminismo vão tão contra a condição natural feminina, que ao analisarmos friamente não podemos deixar de concluir que é um movimento irracional, isto sim.
Se eu fosse governante, sendo mulher não poderia lutar pela legalização do aborto, liberaria se fosse a vontade da maioria, mas meu trabalho seria focado na valorização da racionalidade feminina, na valorização da feminilidade da deusa. Uma deusa que é companheira, ou individual, mas que respeita seu corpo como a um templo sagrado em que se celebra a vida.
Qualquer pessoa deve ter a capacidade de entender que um bebê existe após a fecundação, não dali a alguns meses.
Penso que a mulher lutar pelo direito a abortar é um monstruoso equívoco, que a luta deve ser pelo direito que ela tem, de receber informações claras desde a infância, que permitam que ela planeje quem ela será desde criança, se será mãe, ou não. 
Assim, como as coisas estão sendo pleiteadas, parece que a gravidez é um ovo, e nós nos importamos tão pouco pelo valor da vida, quanto as galinhas. Será que quem luta tanto para abortar livremente tem a capacidade de sofrer pela morte de crianças ou jovens, ou não relaciona?
Será que para ter uma pintura linda no quarto eu abortaria uma gravidez que me impediria por questões monetárias, de tê-la?
Eu devo lutar pelo direito de matar uma criança que se forma em meu ventre porque quero fazer sexo sem ter o cuidado para que a fecundação não aconteça?
E se eu me cuido através de métodos anticoncepcionais, e ainda assim acontece por acidente uma gravidez indesejada, isso sinaliza que eu estou apta a dirigir o automóvel da minha sexualidade?
Legalizar o aborto quer dizer que os cientistas podem parar de tentar encontrar o método cem por cento ideal?
O sexo, sim, leva a procriação, se eu sei disso, praticá-lo por amor com os devidos cuidados não torna o prazer maior?
Eu sei que vivemos longe das condições ideais, as mulheres com menos condições de criar filhos ainda são as que mais engravidam, mas se tomarmos o caminho da banalização dos crimes contra a vida, um dia chegaremos às condições ideais? 
Esta eu respondo com segurança e tristeza: não.