01 agosto 2015

Eu Sou!

Temos desejado a melhoria do nosso cenário político e agido como quando discutimos o enredo de um filme e a seleção de atores escalados para atuar nele. Nada depende de nós. 
Quantos aos filmes, interagir com a produção, sugerir artistas é uma coisa possível, mas dificilmente nossas sugestões serão levadas em conta, uma vez que as escolhas acontecem privilegiando aspectos que não dominamos, inerentes às produções. 
Quanto à política nacional, logo seremos beneficiados com a mesma impotência que nos tornará oficial e legalmente apenas expectadores. 
O partido que preside o Brasil, e que nos trouxe ao estado novo em que nos encontramos, elaborou um projeto que será votado na próxima semana em caráter prioritário, que taxa como terrorismo, preparação para ato terrorista, iniciativas populares de cunho político ou ideológico. 
Não sou especialista no assunto, mas o grupo que domina o país, e que tem atuado na surdina tecendo conspirações rebuscadíssimas para evitar o surgimento de oposição efetiva ao seu governo de crimes e desmandos, que age silenciando indivíduos que alertam os incautos sobre suas ações, ganha com este instrumento, se aprovado, mais poder contra a democracia do que qualquer outro que em qualquer época já governou o Brasil. Exceto os Tapuias em suas regiões, com suas medidas drásticas. Ganha a mão de ferro.
É mais uma alteração na lei, a que faltava ao facismo  do PT, da Dilma, do Lula.
É interessantíssimo acompanhar as notícias sobre países cujos sistemas democráticos estão consolidados, que possuem a economia estabilizada e em crescimento, onde a discussão política saudável proporciona atitudes opositórias que chegam a surpreender-nos pelas liberalidades, que beiram ao desrespeito aberto, mas são toleradas em benefício do sistema em evolução, e como estes gigantes tratam e analisam com extremo cuidado qualquer alteração constitucional.
O que se fez no Brasil, desde que o PT foi empossado, depondo os bastiões da legalidade e substituindo-os por lacaios coniventes com bandalheiras alarmantes é inconstitucional desde o começo. Mas em benefício da democracia se tolerou. 
Tenho ouvido conversas mais interessantes ainda, desde que o PT opera a largas passadas  institucionalizando a corrupção e partidarizando a máquina pública, sobre a beleza de ver o povo no poder. 
Que povo, pergunto aos estudantes? A que povo pertencem Dilma Roussef, Lula e o seu Frei?
A um povo que não trabalha pelo povo autêntico do Brasil, mas que trabalha para consolidar um sistema repressor de ditadura universal.
Desculpe-me, não posso me furtar a comentar o que sinto, o que concluo do que estudo; deduzo que aterrorizantes centúrias, premonições e profecias, estão a beira de cumprirem-se. 
Basta ver o estado de hipnose geral que permitiu que estes seres entronados chegassem tão longe. 
Não é a realidade o que a maioria esta vendo e vivendo. Saber, ser testemunha de que o povo que queixava-se de tudo, que nada suportava calado, agora observa os desmandos como quem assiste passivo a um filme.
Os testes já foram feitos, quem ouve os pronunciamentos de Dilma sabe que são como beliscões na consciência popular adormecida. Ela pode dizer o que seja, brincar como deseje e a hipnose da sua vítima não se desfaz.
Quem hipnotizou-nos?
Ora. não me venham com gozações sobre a fala estúpida da Dilma. Palhaço é quem pensa que ela o faz por incompetente ou tola.


28 julho 2015

O Dom de Voar - Richard Bach

"Todos os pilotos vivem o mesmo céu em todo o mundo, mas os pilotos das grandes companhias têm mais obrigações e vivem mais rigidamente dos que de qualquer outro tipo, mesmo os pilotos militares. Têm de engraxar os sapatos, usar gravata, ser gentil com os passageiros, seguir as regras da sua companhia e as do Regulamento Aéreo Federal, nunca perder a cabeça.
Em troca, recebem mais dinheiro por menos trabalho do que qualquer outro profissional e, mais importante ainda, têm o privilégio de pilotar excelentes aparelhos, sem ter de pedir desculpas a ninguém.
Hoje em dia, as principais companhias exigem instrução superior dos seus candidatos a piloto e, com isso, perdem os seus melhores homens para as pequenas companhias (que realmente precisam dos melhores pilotos, para enfrentar um maior número de problemas) e para as companhias de táxis aéreos e pulverização agrícola. O porque dessa exigência de instrução superior não se entende bem, já que um piloto com conhecimentos de zoologia pode saber muito de ictiologia, mas um piloto formado na escola da vida - cujas fileiras são grandes, embora estejam diminuindo - voa e pilota seu avião porque se interessa por ele e lhe tem amor, e não apenas porque deseja obedecer às exigências da companhia."
Extraí este trecho do livro O Dom de Voar, escrito por Richard Bach e publicado no Brasil pela Editora Record, o meu exemplar é um da oitava edição, adquiri-o em um sebo na praia de Mariluz.
Richard Bach, neste livro, compila crônicas escritas em uma determinada época de sua vida, quando ainda lutava com o arranjo das ideias, mas já declarava estar sentindo-se mais bem sucedido quando escrevia como respirava, no piloto automático. 
O Dom de Voar chega às minhas mãos trazendo tanta inesperada informação técnica sobre estes aparelhos voadores que admiro e amo, que penso que é a bem-vinda parte teórica de um curso de pilotagem e também manutenção de um aparelho. A brilhante afirmação que reproduzi acima está no capítulo À Deriva no Aeroporto Kennedy, mas está ligado, sendo a conclusão para um raciocínio lançado em um dos primeiros capítulos do livro, o Aço, Alumínio, Porcas e Parafusos, em que Richard descreve de forma descontraída, sintética mas muito ilustrativa a composição material de um avião, motor, fuselagem e esquema de produção e funcionamento, para finalizar narrando um episódio real em que um colega piloto sofre um acidente e salva-se devido a um milagre de interação "emocional" com a máquina, um antigo modelo Aeronca Champ.
Não vou narrar o episódio completo, espero por ti, para que leias e depois possamos comentar, tecer conjeturas, comparar dados.

"O mundo da aviação não se relaciona apenas com decolagens, pousos e funcionamento dos motores. 
-Voar é minha religião, diz Richard Bach, é a maneira que tenho de descobrir a verdade."
  

06 julho 2015

Muitas tecnologias sobrepostas, e Deus Sobretudo!

O homem dispõe de tecnologia para fazer o que a maioria nem imagina, hoje. é inquestionável.
Mas em minha memória eu confio. 
Mas das conversas que tive com minha avó, Conceição, eu é que sei, das informações que recebi dela, eu testemunho.
O homem pode projetar holografias, os drones mapeiam o céu, disso estou farta de saber, eu até já estive presente em seminário de tecnologia de ponta sobre telecomunicações sobre tenologia em drones e topografia, eu sei sobre o céu coberto de satélites além das nuvens. Eu sei. 
Mas ser uma pessoa muito ligada à família, pertencer a uma família muito conectada a Terra, mais que tudo, especialmente a uma certa parte da família desconhecedora de TV, livros e jornais até recentemente, e, portanto, muito alienada das neuroses das massas, me garantiu informações desde sempre, que muitos nem sonham. 
A única certeza de que tenho, conhecedora desde a primeira infância, nesta vida, de que as Mães da Vida circulam entre nós desde tempos imemoriais para alguns, afirmo que certas condições são inerentes ao planeta. Eu ouvi esta afirmação de um personagem de um filme e tive que rir-me, não importa a mensagem daquele filme feito para assustar, as Ma~es da vida nunca assustaram quem vive em harmonia com a natureza e é ousado o bastante para afirmar que não tem medo de campanha para dominação, pois é conectado com o Criador, e é indominável: Uma força da natureza. 
Esta noite fez frio, cobri-me com um cobertor térmico
Sobre ele coloquei um acolchoado, sobre ele um cobertor de lã
Sobre ele uma manta de soft
Sobre ela havia Deus, que me proporcionou tudo isso, sorrindo, por me ver tão friorenta.
Mas ele sabe que posso mudar esta condição desde que eu não sinta prazer no medo, digo, em fingir-me de lagarta no inverno.

foto:fiz há alguns meses

26 junho 2015

Casamento Gay Não é Loucura, Loucura é a Promiscuidade, que Rebaixa Héteros e Homos

O que iremos viver após a legalização do casamento gay nos EUA, não se altera para os que não o são, uma vez que o medo que aflige as pessoas hétero, especialmente aos pais, referente à garantia do direito ao casamento gay, é o do reforço na atração que o novo tem sobre mentes em formação, é o de que os jovens passem a receber uma mensagem de obrigatoriedade, de que venham a ser mais assediados agressivamente por todo e qualquer um, especificamente pelos que deveriam manter-se em equilíbrio, deixando de fora a libido, em setores como os ligados a formação e educação.
Eu penso que o reconhecimento legal das uniões entre casais do mesmo sexo pode ser um mecanismo que traz ao patamar do corriqueiro, relações que, reconheça a Igreja ou a lei, ou não, existem e continuarão a existir.
É preciso manter a sensatez a qualquer custo, neste momento nevrálgico de pressão intensa social, a bem da paz.
Não altera a minha vida, que meu amigo seja casado com um homem que ele ama, que minha amiga tenha uma relação estável com uma mulher que ela ama. Eu não posso arbitrar o relacionamento do outro, que tem por motivação um amor que dificuldade nenhuma conseguiu acabar.
Eu não seria justa, se tivesse o poder de obrigar a duas pessoas que se amam a ponto de viver uma relação marital, a afastarem-se, porque eu quero que para os outros tudo seja como é para mim. Precisamos ter muito claro que até este ponto não há abuso moral, não há ética ferida, na união de duas pessoas que se amam e que querem reconhecer perante a lei sua união.
O ponto nevrálgico que faz com que a sociedade entre em ebulição quanto ao reconhecimento das uniões homossexuais está em confundir um ganho de maturidade com os programas experimentais e aberrantes que pretendem difundir que experimentar relações homossexuais deve ser uma passagem obrigatória para o ser que desabrocha para vida sexual, como acontece no Brasil, como acontece abertamente em uma das escolas em que meus filhos estudaram, em que se instituiu um dia em que os rapazes vão ´para escola vestidos de moça e fazem apresentações artísticas e as moças de rapazes e se apresentam para receber notas por isso. 
O problema está em nomear a um jovem gay em crise aberta contra o sistema, como orientador pedagógico de uma escola infantil. 
Mas nós convivemos com essa realidade e teremos que enfrentar esta fase alterada mantendo-nos sóbrios e sensatos, tanto como acontece quando uma professora hétero agride um pequenino por problemas psicológicos devido a ter sido diagnosticada como estéril. Neste caso, quando a professora ou monitora ataca uma criança, nosso filho, ou criança que esteja sob nossa proteção, levamos a causa até a justiça e lutamos por justiça. 
A justiça é para todos, inclusive a maior, que é feita por Deus, os Deuses, como ocorreu em Sodoma, depois de para lá terem sido enviados anjos para a casa de Ló, anjos que tiveram a integridade ameaçada pela turba que gritava da rua pedindo que Ló os fizesse sair para a rua porque os transeuntes que os viram, os cobiçaram por sua beleza e exigiam terem relações sexuais com eles, os anjos  conseguiram escapar carregando Ló e sua família para fora da cidade antes do massacre da mesma.
Quanto ao risco de sermos cobiçados, de nossos filhos serem cobiçados pelos homossexuais, será o mesmo que existe por parte dos héteros, e não importa o quanto estrebuchemos. 
Meu filho não sai de casa e se casa com uma libertina apavorante, porque é o padrão moral que ele aprendeu com minha educação presente que ele usa como critério para escolher sua esposa, e se apesar de ele ter um senso moral elevado, de eu insistir em conversar abertamente sobre o erro do programa de conteúdo homossexualizante da escola, de eu ser uma mãe católica, ele escolhe casar-se com um homem, é um sinal de que nada o demoveria de seguir o que seu espírito manda. Neste caso, o que é sugerido? Cura? Marginalização? 
Homossexualidade, não há o que temer, estamos vivos e cheios de graça, prontos a reagir, não estimulemos, mas não marginalizemos em nome de Deus. Pense se não é a promiscuidade que te apavora, e que confundes com homossexualidade, escolha que abriga tantos promíscuos, mas que não a definem. Os meus amigos homossexuais são bem resolvidos e não sofrem como Cristo sofreu, nem tampouco afrontam com heresias a fé alheia, mais antes são devotos e praticantes, tão entrosados nas religiões que escolheram praticar quanto qualquer hétero.
Com a recente decisão americana, os promíscuos estão desnudos: Sodoma! Depois não diga que não avisei!

Foto: De uma noite em que temi pelo destino da maioria

Estados Unidos Reconhece Oficialmente o Casamento entre Casais do Mesmo Sexo

De acordo com a Catholic News Agency, a Suprema Corte americana acaba de decidir que o casamento gay é um direito constitucional e solicitou que os estados membros redefinam o casamento que deve incluir casais do mesmo sexo, e garantir direitos iguais às uniões hétero.
Eu penso que este reconhecimento levará a problemática para outro estágio, penso que é um avanço que se fez impostergável. OS casais pediam igualdade e dignidade diante dos olhos da lei, o que acaba de ser concedido.
Com o reconhecimento oficial, será percebido é que saem algumas grandes dificuldades legais de cena e entram outras sociais, não menores. Mas estas, afinal sempre estiveram presentes, mas de uma forma ousada, informal.
Quando a responsabilidade legal não exclui ninguém, talvez se brinque menos. 
Eu torço para isso.

A Rainha Elizabeth na Alemanha

A Rainha Elizabeth e o Duque de Endimburgo estão na Alemanha em visita de estado prevista para quatro dias. 
Após cumprir agenda de encontros com a Chanceler alemã, Angela Merkel, a Rainha visitou a embaixada britânica em Frankfurt, que preparou uma solenidade no jardim, para recebê-la. 
Acredito que brevemente veremos desdobramentos positivos desta conexão entre dois expoentes femininos tão fortes na política universal.
Foto: extraí da página Queen Elizabetg II, facebook

16 fevereiro 2015

Fatos sobre Água Congelada em Icebergs, divulgados pela NASA Earth Observatory

Diz a chamada da NASA Earth Observatory em uma publicação: Icebergs não têm predominantemente a cor branca com a qual a maioria de nós costuma associá-los. Nem branco sujo, nem acinzentado. 
e conforme podemos ver pelas fotos de Alex Cornell, realizadas na Antártica, ao capotarem, causando tsunames ou não, mostram bases em azul ultramar, ou verde esmeraldino de causar taquicardia, saibamos disso ou não ao avistarmos um por este ângulo - barriga, diz a matéria.
Nesta temporada, não pude ir em pessoa até lá, nem tampouco em férias com a família, como o Alex, mas já visualizei estas maravilhas sozinha.
Acima, as fotos de Alex Cornell, abaixo, tela que pintei em 1996

09 janeiro 2015

Tornando Cocô Humano em Água Potável - E palatável, Bill Gates Assegura


Atentado em Paris - Charlie Hebdo

A frigideira pelo cabo? 
Homens se enganam e tomam atitudes que comprometem o destino dos outros.
Maior engano é atenuar ou acentuá-los, perder o discernimento quando formamos juízo reconhecendo motivação política ou religiosa.
Homens matando homens, não há maior crime, não importa a motivação.
Os assassinos dos homens que trabalhavam na Revista Charlie Hebdo, podendo ser capturados com vida, com vida devem ser conservados.
Os artistas que perderam a vida são desta opinião.

03 novembro 2014

Para lá e para cá! Às vezes deixo para os maiores

Sempre, e todos os dias, cogito. É por isso que sou.
Ás vezes, insuportável para mim mesma.
Fazer Politica é a arte de conter monstros que jogam com a política. Eu detesto jogos. 
Nesta fase saio de mim e planto, podo, rego
e elas me dizem que no DNA já está tudo, que ansiedade para quê?
É nestes momentos que o peito vira curropiu e fico, pequena formiga parada na terra, olhando meu amor subir 
como um fogo de artifício 
chovendo sobre tudo, sobre ti.
E não era cocô de passarinho o que te atingiu, é que às vezes estás que nem tu mesmo te suportas.
Ser político é dançar com os monstros.
Se fosse um jogo tu adoravas!

30 outubro 2014

Momento Determinante - Questionamentos Respeitáveis - Republicação de outubro de 2012

Sobre o catecismo pregado, aberto ou subliminarmente em algumas salas de aula, quero lembrar aos senhores professores integrantes do partido que dita as ordens no Brasil, que além de solicitar rotineiramente aos estudantes pesquisas sobre a morte de Stuart Angel Jones, durante a ditadura militar, também solicitem sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
Professores são formadores de opinião, trabalham com as dificuldades que nossa nação lhes impõem, lutam para se fazerem respeitar quando este respeito não é ensinado mais no seio familiar. Merecem todo o apoio e admiração quando tratam respeitosamente o aluno, que, também, muitas vezes, com sacrifício é mantido na escola. Porém, os professores, quando perdem os critérios e o poder de auto-avaliação, tonam-se similares aos indivíduos militares que torturaram durante o período militar, tornam-se instrumento de perpetuação ao esquema que assassinou o prefeito de Santo André e abafou o caso.
Nosso país continente pode estar maduro para pensar por si e avaliar questões multi facetadas, se os mestres incentivarem mentes inquisitivas ao invés de, fascinados pelo partidão, trabalharem para limitá-las a seus repressores nós de redes ideológicas.

O que ex-petistas e petistas desiludidos dizem hoje a respeito do partido e de Lula
Wilton Junior/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil26.jpg
"O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito                                  religioso."
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
Anderson Schneider/VersorDescrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil27.jpg
"Diante das denúncias, os petistas optaram por uma saída jurídica, em detrimento de uma explicação política. Isso só é possível para quem já decidiu abandonar a vida pública. Esse comportamento reduziu as chances de sobrevivência do PT."Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ)
Joedson Alves/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil28.jpg
"O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se                                  os responsáveis por tudo isso forem punidos."Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
Orlando Brito/OBRITONEWS
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil29.jpg
"O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável."Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
José Paulo Lacerda/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil30.jpg
"O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa."Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
Vidal Cavalcante/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil31.jpg
"O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu."
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau,expulso do PT em 1997
Clayton de Souza/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil32.jpg
"O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação."
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
Felipe Varanda/Folha Imagem
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil33.jpg
"Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes."
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo

"Lula esconde a sujeira"
Felipe Araujo/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil24.jpg
UMA CERTEZA
Hélio Bicudo, petista há 25 anos: "É impossível que Lula não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos"

O jurista Hélio Bicudo, de 83 anos, tem uma longa militância em favor dos direitos humanos, na qual se destaca o combate à ação do Esquadrão da Morte paulista, no fim dos anos 60. Relutou muito antes de decidir manifestar sua opinião sobre o governo Lula e o PT, ao qual é filiado há 25 anos. Decidiu falar incentivado pela família e por alguns amigos, inclusive da base petista. "Não posso admitir que dentro da história que venho construindo, muitas vezes penosamente, eu possa ser considerado partícipe do que está acontecendo", disse Bicudo à editora de VEJA                                  Lucila Soares, a quem concedeu a seguinte entrevista. 
O SENHOR ACREDITA QUE O PRESIDENTE LULA SABIA DOS FATOS QUE ESTÃO VINDO A PÚBLICO?
Lula é um homem centralizador. Sempre foi presidente de fato do partido. É impossível que ele não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos e quem era o responsável. Não é porque o sujeito é candidato a presidente que não precisa saber de dinheiro. Pelo contrário. É aí que começa a corrupção.
POR QUE O PRESIDENTE NÃO TOMOU NENHUMA ATITUDE PARA IMPEDIR QUE A SITUAÇÃO CHEGASSE AONDE CHEGOU?
Ele é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete. Sempre agiu dessa forma. Seu pronunciamento de sexta-feira confirma. Lula manteve a postura de que não faz parte disso e não abre espaço para uma discussão pública. 
HÁ OUTROS EXEMPLOS DESSA CARACTERÍSTICA?
Há um muito claro. Em 1997, presidi uma comissão de sindicância do PT para apurar denúncias contra o empresário Roberto Teixeira, que estava usando o nome de Lula para obter contratos de prefeituras em São Paulo. A responsabilidade dele ficou claríssima. Foi pedida a instalação de uma comissão de ética, e isso foi deixado de lado                                  por determinação de Lula, porque o Roberto                                  Teixeira é compadre dele. O único punido foi o Paulo de Tarso Venceslau, autor da denúncia. Ainda que não existisse necessariamente um crime, havia um problema sério, ético, político, que tinha de ter sido discutido e não foi. Essas coisas todas vão se acumulando e, no final, acontece o que se vê hoje. 
ESSES MESMOS SINAIS ESTÃO PRESENTES NO ASSASSINATO DO PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, CELSO DANIEL?
A história de Santo André ainda não está clara. Houve uma intervenção do próprio partido para caracterizar o crime como crime comum, do que eu discordo. Houve a eliminação do Celso, ou porque ele não concordava com a corrupção ou porque ele quis interromper o processo num determinado ponto.
O SENHOR FOI VICE-PREFEITO DE MARTA SUPLICY. COMO FOI PARTICIPAR DE UM GOVERNO PETISTA?
O que me realizou na prefeitura foi constituir a Comissão de Direitos Humanos do município. Fora isso, tudo passou ao largo do meu gabinete, por opção de Marta. E, em dezembro de 2004, já no fim do governo, quando assumi interinamente a prefeitura e houve uma chuva muito forte, com graves prejuízos à população, pude verificar que os serviços públicos estavam totalmente omissos. Convoquei uma reunião do secretariado e apareceram dois ou três. Para mim foi uma experiência extremamente negativa.  
EM QUE MOMENTO O SENHOR COMEÇOU A PERCEBER QUE O PARTIDO ESTAVA NO CAMINHO ERRADO?
Quando a direção passou a tomar a frente das campanhas políticas. No início a militância era a grande força eleitoral. Isso foi mudando na medida em que o partido começou a abandonar os princípios éticos. A partir da campanha eleitoral de 1998, instalou-se definitivamente a política de atingir o poder a qualquer preço.
O PRESIDENTE LULA TAMBÉM QUERIA CHEGAR AO PODER A QUALQUER PREÇO?
Sim. Mas ele quer a representatividade, sem o ônus do poder. Ele dividiu o governo como se estivéssemos num sistema parlamentarista. É o chefe do Estado, mas não do governo. Nisso há, aliás, uma clara violação da Constituição, que é presidencialista. A conseqüência foi o aparelhamento do Estado, um governo sem projeto e essa tática de alcançar resultados pela corrupção do Congresso Nacional.
O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU ERA O PRINCIPAL NOME DESSE GRUPO A QUEM LULA DELEGOU O PODER. QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ELE?
Dirceu é um trator. Ele é um homem que luta, sem restrição a meios, pelo poder. Está impregnado desse objetivo. Ele é o melhor representante de um grupo que aspirava ao poder pelo poder, não para fazer as reformas que sempre defendemos. O PT chegou ao governo sem projeto. Se Lula quisesse transformar o sonho petista em realidade, poderia ter se cercado de gente que o ajudaria nisso. Pessoas como Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Paulo Nogueira Batista Junior trabalharam no programa e foram depois pura e simplesmente deixadas de lado. Foi uma escolha. Que continua. Em vez de buscar as pessoas autênticas, que comungam do ideal que acho que ainda é dele também, Lula se reúne com o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela). Para quê?
O SENHOR TAMBÉM SE CONSIDERA DEIXADO DE LADO?
Eu entrei no PT porque achei que devia entrar, ajudei o Lula em vários momentos porque achei que devia ajudar e nunca pedi nada em troca. Ele é que, espontaneamente, me disse que eu assumiria uma posição. Um dia, o ministro Celso Amorim mandou seu chefe-de-gabinete me oferecer um lugar de conselheiro da Unesco. Eu pedi que me explicasse o que representava exatamente essa posição. A resposta foi: "É formidável. Três viagens por ano a Paris". Ou seja, estavam me oferecendo uma mordomia. Eu não aceitei.
EM ALGUM OUTRO MOMENTO O SENHOR FOI CHAMADO A COLABORAR COM O GOVERNO?
Sim. O então presidente do PT, José Genoíno, me pediu ajuda para convencer meus amigos deputados federais do PT a retirar seu apoio à formação da CPI dos Correios.
EXISTEM ELEMENTOS PARA QUE SE PEÇA O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE?
Os fatos podem vir a caracterizar crime de responsabilidade e, portanto, motivar um pedido de impeachment. Mas eu gostaria de lembrar que as primeiras pessoas que pediram o impeachment de Fernando Collor foram o Lula e eu. O pedido foi engavetado. Só quando houve pressão popular é que se concretizou um processo. Se você não tem apoio popular, isso cai numa discussão de juristas que não leva a nada, a não ser ao prejuízo da democracia.
COMO O SENHOR VÊ O FUTURO DO PT?
Depende muito de como esse processo vai prosseguir. Se continuarmos com uma direção chapa-branca, não vamos chegar a lugar algum – a não ser no "desfazimento" de um partido que poderia ter chegado ao poder para realizar as reformas necessárias, mas só conseguiu promover um grande isolamento do Lula.

O enigma do empréstimo a Lula
Raphael Neddermeyer/AE
Paulo Okamotto: o ex-tesoureiro diz que pagou o empréstimo de Lula com dinheiro do próprio bolso. Pois é

Da enorme lista de histórias mal explicadas que povoam as CPIs, uma delas é especialmente intrigante: quem pagou uma dívida de 29 436 reais de Lula para com o PT? A dívida teria sido contraída em 2002, quando Lula ainda era candidato. Teria pago gastos com viagens e passagens aéreas da hoje primeira-dama, Marisa Letícia. Há três semanas, durante o depoimento de Delúbio Soares à CPI dos Correios, o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) perguntou ao ex-tesoureiro petista se o pagador do débito teria sido o empresário Marcos Valério. Delúbio se limitou a dizer: "Não vou me pronunciar sobre esse assunto". O débito foi quitado em quatro parcelas, em uma conta do PT, entre 2003 e 2004 – ou seja, quando Lula já era presidente e Marcos Valério o operador das finanças do partido.
 À pergunta sobre a identidade do pagador, o PT respondeu com um prolongado silêncio. Na semana passada, no entanto, depois que uma planilha encaminhada pelo Banco do Brasil à CPI dos Correios apontou Lula como depositário da dívida, apareceu uma outra explicação. Paulo Okamotto, ex-tesoureiro da campanha de Lula em 1989 e atual diretor-presidente do Sebrae, afirmou ter sido ele o pagador do débito. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Embora contradiga a planilha do banco, a versão de Okamotto foi endossada pelo PT. Okamotto é amigo do presidente. É ele quem administra as contas da família Lula. Para isso, contaria com a ajuda de outro grande amigo do presidente, o empresário Antoninho Marmo Trevisan. Trevisan participou da negociação que resultou no investimento de 5 milhões de reais feito pela Telemar na Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
 A versão de Okamotto, publicada uma semana depois de ele ter viajado com Lula para Garanhuns (PE) – num vôo durante o qual os dois conversaram longamente –, não foi suficiente para decifrar o enigma do empréstimo. 
Primeiro, porque carece de lógica. Na planilha do Banco do Brasil, Lula aparece como o pagador. Okamotto, no entanto, diz que pagou a dívida, e do próprio bolso. Mais: que não informou nada a Lula e que não se lembra da forma como fez os depósitos. 
Segundo, porque a explicação se choca com uma declaração do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner. Em nome de Lula, Wagner afirmou que o presidente não tinha débito algum com o partido. Ora, bolas: então, Okamotto pagou um débito que não existia? E Lula aparece numa planilha pagando uma dívida que não tinha? Quando se fala em PT, dinheiro e dívidas, perguntas lógicas quase sempre carecem de respostas idem.

 Juliana Linhares

É triste, ficará escrito em pedra, ou na areia? REPUBLICAÇÂO de outubro de 2012

"Ao inocentar o ex-ministro José Dirceu da acusação de corrupção, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, escreveu uma das páginas mais deprimentes da História do Supremo Tribunal Federal.
Sua alegação foi que não há provas da participação de Dirceu na distribuição de dinheiro a políticos da base aliada ao governo entre 2003 e 2004, esquema conhecido como mensalão.
“Não afasto a possibilidade de que José Dirceu tenha de fato participado desses eventos, não descarto que foi até mentor da trama criminosa, mas o fato é que isso não encontra ressonância na prova dos autos”, disse Lewandowski, que criticou o trabalho do Ministério Público Federal, classificando as imputações como “políticas muito mais que jurídicas”.
Com esse posicionamento, Lewandowski cumpriu o que prometera ao ex-presidente Lula, quase dois meses antes do julgamento, quando emitiu até uma nota oficial anunciando que seu trabalho como revisor seria se contrapor à posição do ministro relator, Joaquim Barbosa.
Com essa definição, Lewandowski inovou em matéria de direito, pois a missão do revisor não é nem pode ser a de se contrapor ao relator. Se fosse um estudante a fazer tal afirmação, ainda poderia ser desculpado.
Afinal, ainda não se aprofundou na matéria, faltou à aula ou está em recuperação… Mas um ministro do Supremo Tribunal Federal não pode dar uma declaração dessas, que na verdade foi um ato falho bem freudiano. No caso, Lewandowski estava apenas revelando que sua “missão” era a de contestar o voto do relator, que todos já sabiam ser pela condenação dos réus do mensalão.

MISSÃO DO REVISOR
Senão, vejamos: na nota enviada à imprensa, Lewandowski afirmou que “sua missão não se resumia à revisão”, que “tinha que fazer um voto paralelo ao do ministro Joaquim Barbosa, que fosse um contraponto ao voto dele”.
Isso não é função do revisor. O que ele teria que ter feito era seguir o que está no art. 25 do Regimento Interno do STF, que determina que as funções do revisor são as seguintes:
I – sugerir ao relator medidas ordinatórias do processo que tenham sido omitidas;
II – confirmar, completar ou retificar o relatório;
III – pedir dia para julgamento dos feitos nos quais estiver habilitado
a proferir voto.
Ele jamais poderia atuar, como revisor, fora do que estabelecem esses incisos. Portanto, soaram estranhas e reveladoras essas palavras anunciando que ele estava obrigado a se contrapor ao voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, pois “contrapor” significa “atuar em oposição, em sentido contrário” ao relatório.
Como Lewandowski cumpriu o prometido e realmente fez isso no voto decisivo,  friamente atuou fora das competências determinadas para o revisor, pelo Regimento Interno do STF.

UM PÁRIA NO PLENÁRIO
Na surpreendente sessão de quinta-feira, os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello questionaram as contradições no voto de Lewandowski, sobre a compra de apoio político nos primeiros anos do governo Lula (2003-2010).
A discussão foi provocada após o revisor afirmar que a tese de compra de votos é contraditória e que “há provas para todos os gostos” no processo.
Acontece que, com o voto de 7 dos 10 ministros, o Supremo já havia firmado na segunda-feira o entendimento de que o mensalão foi um esquema
de desvio de dinheiro público para a compra de votos parlamentares e apoio político ao governo Lula.
Ao se posicionar assim, sem dúvida, Lewandowski afrontou os demais ministros e desonrou o Supremo. A partir de agora, não é mais um deles.
Desdenhando o voto da ampla maioria de seus pares, tornou-se um pária no plenário, um renegado jurídico, um magistrado sem dignidade. Só lhe resta a aposentadoria, que já pode pedir, por tempo de serviço, pois vai completar 64 anos e seu futuro nada mais significa."

Por Carlos Newton - Tribuna da Imprensa - 5.10.2012