03 novembro 2014

Para lá e para cá! Às vezes deixo para os maiores

Sempre, e todos os dias, cogito. É por isso que sou.
Ás vezes, insuportável para mim mesma.
Fazer Politica é a arte de conter monstros que jogam com a política. Eu detesto jogos. 
Nesta fase saio de mim e planto, podo, rego
e elas me dizem que no DNA já está tudo, que ansiedade para quê?
É nestes momentos que o peito vira curropiu e fico, pequena formiga parada na terra, olhando meu amor subir 
como um fogo de artifício 
chovendo sobre tudo, sobre ti.
E não era cocô de passarinho o que te atingiu, é que às vezes estás que nem tu mesmo te suportas.
Ser político é dançar com os monstros.
Se fosse um jogo tu adoravas!

30 outubro 2014

Momento Determinante - Questionamentos Respeitáveis - Republicação de outubro de 2012

Sobre o catecismo pregado, aberta ou subliminarmente em algumas salas de aula, quero lembrar aos senhores professores integrantes do partido que dita as ordens no Brasil, que além de solicitar rotineiramente aos estudantes pesquisas sobre a morte de Stuart Angel Jones, durante a ditadura militar, também solicitem sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
Professores são formadores de opinião, trabalham com as dificuldades que nossa nação lhes impõem, lutando para se fazerem respeitar, quando este respeito não é ensinado mais no seio familiar.  Merecem todo o apoio e admiração quando tratam respeitosamente o aluno, que, também, muitas vezes, com sacrifício é mantido na escola; caso contrário, quando perdem os critérios e o poder de auto-avaliação, tonam-se similares aos indivíduos militares que torturaram durante o período militar, aos indivíduos que assassinaram e abafaram o caso do prefeito de Santo André.
Nosso país continente pode estar maduro para pensar por si e avaliar questões multi facetadas se os mestres incentivarem mentes inquisitivas ao invés de alguns, fascinados pelo partidão, as prenderem em seus repressores nós de redes ideológicas.
O que ex-petistas e petistas desiludidos dizem hoje a respeito do partido e de Lula
Wilton Junior/AE
Descrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil26.jpg
"O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito                                  religioso."
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
Anderson Schneider/VersorDescrição: http://veja.abril.com.br/170805/imagens/brasil27.jpg
"Diante das denúncias, os petistas optaram por uma saída jurídica, em detrimento de uma explicação política. Isso só é possível para quem já decidiu abandonar a vida pública. Esse comportamento reduziu as chances de sobrevivência do PT."Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ)
Joedson Alves/AE
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"O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se                                  os responsáveis por tudo isso forem punidos."Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
Orlando Brito/OBRITONEWS
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"O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável."Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
José Paulo Lacerda/AE
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"O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa."Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
Vidal Cavalcante/AE
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"O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu."
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau,expulso do PT em 1997
Clayton de Souza/AE
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"O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação."
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
Felipe Varanda/Folha Imagem
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"Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes."
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo

"Lula esconde a sujeira"
Felipe Araujo/AE
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UMA CERTEZA
Hélio Bicudo, petista há 25 anos: "É impossível que Lula não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos"

O jurista Hélio Bicudo, de 83 anos, tem uma longa militância em favor dos direitos humanos, na qual se destaca o combate à ação do Esquadrão da Morte paulista, no fim dos anos 60. Relutou muito antes de decidir manifestar sua opinião sobre o governo Lula e o PT, ao qual é filiado há 25 anos. Decidiu falar incentivado pela família e por alguns amigos, inclusive da base petista. "Não posso admitir que dentro da história que venho construindo, muitas vezes penosamente, eu possa ser considerado partícipe do que está acontecendo", disse Bicudo à editora de VEJA                                  Lucila Soares, a quem concedeu a seguinte entrevista. 
O SENHOR ACREDITA QUE O PRESIDENTE LULA SABIA DOS FATOS QUE ESTÃO VINDO A PÚBLICO?
Lula é um homem centralizador. Sempre foi presidente de fato do partido. É impossível que ele não soubesse como os fundos estavam sendo angariados e gastos e quem era o responsável. Não é porque o sujeito é candidato a presidente que não precisa saber de dinheiro. Pelo contrário. É aí que começa a corrupção.
POR QUE O PRESIDENTE NÃO TOMOU NENHUMA ATITUDE PARA IMPEDIR QUE A SITUAÇÃO CHEGASSE AONDE CHEGOU?
Ele é mestre em esconder a sujeira embaixo do tapete. Sempre agiu dessa forma. Seu pronunciamento de sexta-feira confirma. Lula manteve a postura de que não faz parte disso e não abre espaço para uma discussão pública. 
HÁ OUTROS EXEMPLOS DESSA CARACTERÍSTICA?
Há um muito claro. Em 1997, presidi uma comissão de sindicância do PT para apurar denúncias contra o empresário Roberto Teixeira, que estava usando o nome de Lula para obter contratos de prefeituras em São Paulo. A responsabilidade dele ficou claríssima. Foi pedida a instalação de uma comissão de ética, e isso foi deixado de lado                                  por determinação de Lula, porque o Roberto                                  Teixeira é compadre dele. O único punido foi o Paulo de Tarso Venceslau, autor da denúncia. Ainda que não existisse necessariamente um crime, havia um problema sério, ético, político, que tinha de ter sido discutido e não foi. Essas coisas todas vão se acumulando e, no final, acontece o que se vê hoje. 
ESSES MESMOS SINAIS ESTÃO PRESENTES NO ASSASSINATO DO PREFEITO DE SANTO ANDRÉ, CELSO DANIEL?
A história de Santo André ainda não está clara. Houve uma intervenção do próprio partido para caracterizar o crime como crime comum, do que eu discordo. Houve a eliminação do Celso, ou porque ele não concordava com a corrupção ou porque ele quis interromper o processo num determinado ponto.
O SENHOR FOI VICE-PREFEITO DE MARTA SUPLICY. COMO FOI PARTICIPAR DE UM GOVERNO PETISTA?
O que me realizou na prefeitura foi constituir a Comissão de Direitos Humanos do município. Fora isso, tudo passou ao largo do meu gabinete, por opção de Marta. E, em dezembro de 2004, já no fim do governo, quando assumi interinamente a prefeitura e houve uma chuva muito forte, com graves prejuízos à população, pude verificar que os serviços públicos estavam totalmente omissos. Convoquei uma reunião do secretariado e apareceram dois ou três. Para mim foi uma experiência extremamente negativa.  
EM QUE MOMENTO O SENHOR COMEÇOU A PERCEBER QUE O PARTIDO ESTAVA NO CAMINHO ERRADO?
Quando a direção passou a tomar a frente das campanhas políticas. No início a militância era a grande força eleitoral. Isso foi mudando na medida em que o partido começou a abandonar os princípios éticos. A partir da campanha eleitoral de 1998, instalou-se definitivamente a política de atingir o poder a qualquer preço.
O PRESIDENTE LULA TAMBÉM QUERIA CHEGAR AO PODER A QUALQUER PREÇO?
Sim. Mas ele quer a representatividade, sem o ônus do poder. Ele dividiu o governo como se estivéssemos num sistema parlamentarista. É o chefe do Estado, mas não do governo. Nisso há, aliás, uma clara violação da Constituição, que é presidencialista. A conseqüência foi o aparelhamento do Estado, um governo sem projeto e essa tática de alcançar resultados pela corrupção do Congresso Nacional.
O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU ERA O PRINCIPAL NOME DESSE GRUPO A QUEM LULA DELEGOU O PODER. QUAL SUA AVALIAÇÃO SOBRE ELE?
Dirceu é um trator. Ele é um homem que luta, sem restrição a meios, pelo poder. Está impregnado desse objetivo. Ele é o melhor representante de um grupo que aspirava ao poder pelo poder, não para fazer as reformas que sempre defendemos. O PT chegou ao governo sem projeto. Se Lula quisesse transformar o sonho petista em realidade, poderia ter se cercado de gente que o ajudaria nisso. Pessoas como Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Fábio Konder Comparato, Maria Victoria Benevides, Paulo Nogueira Batista Junior trabalharam no programa e foram depois pura e simplesmente deixadas de lado. Foi uma escolha. Que continua. Em vez de buscar as pessoas autênticas, que comungam do ideal que acho que ainda é dele também, Lula se reúne com o Chávez (Hugo Chávez, presidente da Venezuela). Para quê?
O SENHOR TAMBÉM SE CONSIDERA DEIXADO DE LADO?
Eu entrei no PT porque achei que devia entrar, ajudei o Lula em vários momentos porque achei que devia ajudar e nunca pedi nada em troca. Ele é que, espontaneamente, me disse que eu assumiria uma posição. Um dia, o ministro Celso Amorim mandou seu chefe-de-gabinete me oferecer um lugar de conselheiro da Unesco. Eu pedi que me explicasse o que representava exatamente essa posição. A resposta foi: "É formidável. Três viagens por ano a Paris". Ou seja, estavam me oferecendo uma mordomia. Eu não aceitei.
EM ALGUM OUTRO MOMENTO O SENHOR FOI CHAMADO A COLABORAR COM O GOVERNO?
Sim. O então presidente do PT, José Genoíno, me pediu ajuda para convencer meus amigos deputados federais do PT a retirar seu apoio à formação da CPI dos Correios.
EXISTEM ELEMENTOS PARA QUE SE PEÇA O IMPEACHMENT DO PRESIDENTE?
Os fatos podem vir a caracterizar crime de responsabilidade e, portanto, motivar um pedido de impeachment. Mas eu gostaria de lembrar que as primeiras pessoas que pediram o impeachment de Fernando Collor foram o Lula e eu. O pedido foi engavetado. Só quando houve pressão popular é que se concretizou um processo. Se você não tem apoio popular, isso cai numa discussão de juristas que não leva a nada, a não ser ao prejuízo da democracia.
COMO O SENHOR VÊ O FUTURO DO PT?
Depende muito de como esse processo vai prosseguir. Se continuarmos com uma direção chapa-branca, não vamos chegar a lugar algum – a não ser no "desfazimento" de um partido que poderia ter chegado ao poder para realizar as reformas necessárias, mas só conseguiu promover um grande isolamento do Lula.

O enigma do empréstimo a Lula
Raphael Neddermeyer/AE
Paulo Okamotto: o ex-tesoureiro diz que pagou o empréstimo de Lula com dinheiro do próprio bolso. Pois é

Da enorme lista de histórias mal explicadas que povoam as CPIs, uma delas é especialmente intrigante: quem pagou uma dívida de 29 436 reais de Lula para com o PT? A dívida teria sido contraída em 2002, quando Lula ainda era candidato. Teria pago gastos com viagens e passagens aéreas da hoje primeira-dama, Marisa Letícia. Há três semanas, durante o depoimento de Delúbio Soares à CPI dos Correios, o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) perguntou ao ex-tesoureiro petista se o pagador do débito teria sido o empresário Marcos Valério. Delúbio se limitou a dizer: "Não vou me pronunciar sobre esse assunto". O débito foi quitado em quatro parcelas, em uma conta do PT, entre 2003 e 2004 – ou seja, quando Lula já era presidente e Marcos Valério o operador das finanças do partido.
 À pergunta sobre a identidade do pagador, o PT respondeu com um prolongado silêncio. Na semana passada, no entanto, depois que uma planilha encaminhada pelo Banco do Brasil à CPI dos Correios apontou Lula como depositário da dívida, apareceu uma outra explicação. Paulo Okamotto, ex-tesoureiro da campanha de Lula em 1989 e atual diretor-presidente do Sebrae, afirmou ter sido ele o pagador do débito. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Embora contradiga a planilha do banco, a versão de Okamotto foi endossada pelo PT. Okamotto é amigo do presidente. É ele quem administra as contas da família Lula. Para isso, contaria com a ajuda de outro grande amigo do presidente, o empresário Antoninho Marmo Trevisan. Trevisan participou da negociação que resultou no investimento de 5 milhões de reais feito pela Telemar na Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.
 A versão de Okamotto, publicada uma semana depois de ele ter viajado com Lula para Garanhuns (PE) – num vôo durante o qual os dois conversaram longamente –, não foi suficiente para decifrar o enigma do empréstimo. 
Primeiro, porque carece de lógica. Na planilha do Banco do Brasil, Lula aparece como o pagador. Okamotto, no entanto, diz que pagou a dívida, e do próprio bolso. Mais: que não informou nada a Lula e que não se lembra da forma como fez os depósitos. 
Segundo, porque a explicação se choca com uma declaração do ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner. Em nome de Lula, Wagner afirmou que o presidente não tinha débito algum com o partido. Ora, bolas: então, Okamotto pagou um débito que não existia? E Lula aparece numa planilha pagando uma dívida que não tinha? Quando se fala em PT, dinheiro e dívidas, perguntas lógicas quase sempre carecem de respostas idem.

 Juliana Linhares

É triste, ficará escrito em pedra, ou na areia? REPUBLICAÇÂO de outubro de 2012

"Ao inocentar o ex-ministro José Dirceu da acusação de corrupção, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, escreveu uma das páginas mais deprimentes da História do Supremo Tribunal Federal.
Sua alegação foi que não há provas da participação de Dirceu na distribuição de dinheiro a políticos da base aliada ao governo entre 2003 e 2004, esquema conhecido como mensalão.
“Não afasto a possibilidade de que José Dirceu tenha de fato participado desses eventos, não descarto que foi até mentor da trama criminosa, mas o fato é que isso não encontra ressonância na prova dos autos”, disse Lewandowski, que criticou o trabalho do Ministério Público Federal, classificando as imputações como “políticas muito mais que jurídicas”.
Com esse posicionamento, Lewandowski cumpriu o que prometera ao ex-presidente Lula, quase dois meses antes do julgamento, quando emitiu até uma nota oficial anunciando que seu trabalho como revisor seria se contrapor à posição do ministro relator, Joaquim Barbosa.
Com essa definição, Lewandowski inovou em matéria de direito, pois a missão do revisor não é nem pode ser a de se contrapor ao relator. Se fosse um estudante a fazer tal afirmação, ainda poderia ser desculpado.
Afinal, ainda não se aprofundou na matéria, faltou à aula ou está em recuperação… Mas um ministro do Supremo Tribunal Federal não pode dar uma declaração dessas, que na verdade foi um ato falho bem freudiano. No caso, Lewandowski estava apenas revelando que sua “missão” era a de contestar o voto do relator, que todos já sabiam ser pela condenação dos réus do mensalão.

MISSÃO DO REVISOR
Senão, vejamos: na nota enviada à imprensa, Lewandowski afirmou que “sua missão não se resumia à revisão”, que “tinha que fazer um voto paralelo ao do ministro Joaquim Barbosa, que fosse um contraponto ao voto dele”.
Isso não é função do revisor. O que ele teria que ter feito era seguir o que está no art. 25 do Regimento Interno do STF, que determina que as funções do revisor são as seguintes:
I – sugerir ao relator medidas ordinatórias do processo que tenham sido omitidas;
II – confirmar, completar ou retificar o relatório;
III – pedir dia para julgamento dos feitos nos quais estiver habilitado
a proferir voto.
Ele jamais poderia atuar, como revisor, fora do que estabelecem esses incisos. Portanto, soaram estranhas e reveladoras essas palavras anunciando que ele estava obrigado a se contrapor ao voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, pois “contrapor” significa “atuar em oposição, em sentido contrário” ao relatório.
Como Lewandowski cumpriu o prometido e realmente fez isso no voto decisivo,  friamente atuou fora das competências determinadas para o revisor, pelo Regimento Interno do STF.

UM PÁRIA NO PLENÁRIO
Na surpreendente sessão de quinta-feira, os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello questionaram as contradições no voto de Lewandowski, sobre a compra de apoio político nos primeiros anos do governo Lula (2003-2010).
A discussão foi provocada após o revisor afirmar que a tese de compra de votos é contraditória e que “há provas para todos os gostos” no processo.
Acontece que, com o voto de 7 dos 10 ministros, o Supremo já havia firmado na segunda-feira o entendimento de que o mensalão foi um esquema
de desvio de dinheiro público para a compra de votos parlamentares e apoio político ao governo Lula.
Ao se posicionar assim, sem dúvida, Lewandowski afrontou os demais ministros e desonrou o Supremo. A partir de agora, não é mais um deles.
Desdenhando o voto da ampla maioria de seus pares, tornou-se um pária no plenário, um renegado jurídico, um magistrado sem dignidade. Só lhe resta a aposentadoria, que já pode pedir, por tempo de serviço, pois vai completar 64 anos e seu futuro nada mais significa."

Por Carlos Newton - Tribuna da Imprensa - 5.10.2012

14 agosto 2014

Rollo May - a Coragem de Criar. Eu digo, é preciso coragem para dizer não, mas compensa.

Uma sociedade cruel que devora seus artistas, um meio artístico em que a conduta de moral elevada e ética impedem o sucesso se não forem camufladas, um comércio de escravas, em que a anorexia imposta como padrão de beleza destrói emocionalmente as mulheres, um meio em que a concorrência desleal jamais é punida, matou tanto a Heath Ledger, quanto a Robin Williams, e andam com o pescoço na auto guilhotina aquela mais famosa atriz, aquele tão charmosos galã, perdido no labirinto calçado na fama cercado pelos falsos amigos exploradores...
Carrego sempre comigo o livro A Coragem de Criar, do psicanalista americano, professore e teólogo, Rollo May, que me ampara sempre que sou cobrada a passar dos limites positivos e construtivos no meu fazer artístico, profissional. E ultrapassar os meus limites espiritual, emocional e físico é um risco constante, combinado a vida familiar, de ser social, que sou. Preciso de amparo quando tenho que declarar: "daqui não passo", pois se não me respeitas, eu me valorizo. Eu não tenho a pretensão de ser modelar, mas ambiciono viver plenamente, ou em algumas temporadas mais cruéis, ao menos sobreviver para ver o que vem depois, para vibrar nesta benção divina que é a vida. 
Rollo May? Recomendo aos que de vez em quando se sentem sós.

"Um eminente professor de Nova Iorque conta o seguinte: procurava há algum tempo uma fórmula química, sem sucesso.
Uma noite viu em sonho a fórmula completa, acordou e escreveu-a apressadamente na única coisa que encontrou, um lenço de papel. Porém, na manhã seguinte não conseguiu ler o que escrevera. Depois disso, todas as noites antes de se deitar, concentrava suas esperanças na repetição do sonho, Felizmente, algum tempo depois sonhou novamente com a fórmula, e desta vez a escreveu com toda clareza, era exatamente o que procurava, e com ela ganhou o prêmio Nobel.
todos nós já passamos por experiências semelhantes, embora não com os mesmos resultados finais. Os processos de dar forma, fazer, construir, continuam em nossa mente, mesmo quando não temos consciência deles. William James, disse certa vez que aprendemos a nadar no inverno  e a patinar no gelo no verão. De qualquer modo que interpretemos estes fenômenos, em termos de uma formulação do inconsciente ou, segundo William James, como algo ligado aos processos neurológicos, que continua, mesmo quando não pensamos neles; ou ainda, segundo a abordagem que adoto, é sempre óbvio que a criatividade continua, com vários graus de intensidade, a níveis não controlados diretamente pela vontade. Portanto, o aumento da percepção a que nos referimos não significa um aumento do conhecimento consciente. Está mais ligado ao abandono e à absorção e implica o aumento perceptivo de toda a personalidade.
Queremos, porém, acentuar que o discernimento consciente, ou a resolução de problemas que nos vêm em devaneios ou sonhos não são produtos do acaso. É certo que podem ocorrer em momentos de repouso, ou em meio a fantasia, ou quando alternamos o trabalho com o lazer.
Mas deve ficar bem claro que pertencem às áreas nas quais trabalhamos com afinco e dedicação. A determinação é um fenômeno muito mais complexo do que a força de vontade, como a chamamos. Determinação implica todos os níveis da experiência. Não podemos usar a força volitiva para conseguirmos uma percepção exata de alguma coisa. Não podemos querer a criatividade.
Mas podemos usar a vontade para conseguir o encontro, intensificando a dedicação e o compromisso. A ativação dos aspectos mais profundos da percepção relaciona-se diretamente com o grau de compromisso da pessoa com o encontro.
Acentuamos também que essa "intensidade do encontro" não deve ser confundida com o chamado aspecto dionisíaco da criatividade. É um termo muito usado nos trabalhos sobre o assunto. Tem origem no nome do deus grego da embriaguez e de outras formas de êxtase, significa a excitação súbita da vitalidade e o abandono que caracterizavam as orgias de Dionísio. Nietzsche, na sua importante obra A Origem da Tragédia, cita o princípio dionisíaco como a excitação súbita da vitalidade, e o princípio apolíneo como a forma e a ordem racional. Coloca-os como os dois polos opostos que operam na criatividade. Essa dicotomia é aceita por muitos estudiosos e escritores. O aspecto dionisíaco de intensidade pode ser facilmente estudado pela psicanálise. provavelmente quase todos os artistas já tentaram trabalhar sob a influência do alcool. O que acontece, na maioria das vezes, e o que se podia esperar, e depende da quantidade ingerida - isto é, o artista pensa estra fazendo um trabalho maravilhoso, melhor do que todos os que já fez. Mas, na manhã seguinte, verifica que é muito inferior ao seu trabalho habitual. Sem dúvida os períodos dionisíacos de abandono têm o seu valor, especialmente nesta civilização onde a criatividade e as artes morrem a míngua, sob a rotina dos relógios de ponto e das reuniões intermináveis, além da pressão para produzir quantidades cada vez maiores de trabalhos e de livros, pressões que infestam mortalmente o mundo intelectual, mais do que o da indústria. Sinto falta dos efeitos saudáveis dos períodos de "carnaval", como os que existem ainda países mediterrâneos. 
Contudo, a intensidade do ato criativo deve estar relacionada com o encontro de forma objetiva, e não liberado por algo "ingerido" pelo artista. O alcool é um depressor, talvez necessário a civilização industrial, mas, quando se precisa dele constantemente para eliminar a inibição, o problema está sendo mal colocado. A questão é: porque existem estas inibições? Os estudos psicológicos desta intensificação súbita da vitalidade e de outros efeitos de drogas são interessantes; mas é preciso distinguir definitivamente esses efeitos da intensidade que acompanha o encontro, o encontro não é apenas um resultado das mudanças subjetivas; representa o relacionamento real com o mundo subjetivo.
O aspecto importante e profundo do princípio dionisíaco e de êxtase. O teatro grego surgiu baseado nas orgias de Dioníso, um apogeu magnífico de criatividade, que conseguiu unir a forma e a paixão à ordem e à vitalidade. Êxtase é o termo técnico para os processos nos quais esta união ocorre. 
O êstase devia ser melhor estudado pela psicologia. Emprego a palavra não no sentido vulgar de "histeria", mas no sentido histórico e etimológico de "ex-stasis" - isto é literalmente "ficar fora de", libertar-se da dicotomia da maior parte das atividades humanas entre sujeito e objeto. êxtase é o termo exato para a intensidade de consciência que ocorre no ato criativo. Mas não pode ser um mero "desligamento" báquico; envolve a totalidade do indivíduo onde subconsciente e inconsciente agem em uníssono com o consciente. Não é, portanto, irracional; é supra-racional. Conjuga o desempenho das funções intelectuais, volitivas e emocionais. 
Isso tudo pode parecer estranho a luz da psicologia acadêmica tradicional. Tem de parecer estranho. Nossa psicologia tradicional baseia-se na dicotomia do sujeito-objeto, que tem sido a principal característica do pensamento ocidental nos últimos quatro séculos.
Ludwig Binswanger denominou essa dicotomia "o câncer de toda a psicologia e psiquiatria de nosso tempo. Não escapam dela as escolas de Behavoristas ou Operacionalistas, que definem a experiência em termos apenas objetivos. Também não será evitada se isolarmos a experiência criativa como um fenômeno puramente subjetivo."

Extraído do livro "A Coragem de Criar, de autoria de Rollo May, publicado no Brasil pela editora Nova Fronteira.
Páginas 44, 45, 46 e 47

06 julho 2014

Deus que me Livre!

Há o consenso de que a situação emocional geral não sugere equilíbrio. 
Esta unanimidade é deveras promissora, mas quem são os desequilibrados?
Li, neste momento, ao clicar levianamente em um link, um dizer atribuído ao Chapolim Colorado, que era mais ou menos assim:
"Você me culpa por não crer em um ser que mora no céu, mesmo vendo tudo o que está acontecendo por ai?" 
E assim segue a caravana dos tontos leitores, guiados pelos loucos formadores de opinião, desejando que Deus aja como um proprietário de vacas, não como O Criador que nos deu livre arbítrio desde o início.


30 junho 2014

Aborto


Pintei meu quarto recentemente. Não fiz uma escolha demorada de tons, sabia que uma viga aparente rente ao teto deveria ser de cor diferente da parede para que posteriormente eu a valorize com a pintura de uma grega ou guirlanda, e este detalhe foi o único a ser idealizado, naturalmente desejei as paredes do pequeno aposento em branco e um teto ultra -mar, naturalmente...
Um bebê começa com a ideia de um bebê, se é desejado pela mulher. Se acontece uma gravidez indesejada, nem por isso, por não ter sido ideado, ele deixa de existir.
Tenho me deitado e apreciado a combinação dos tons, sinto que encontrei uma harmônica que remete a um repouso em segurança e o ambiente está equilibrado. Senão eu mudava, raspava e repintava.
Estamos nesta fase, em que lutamos tanto pelo direito de praticarmos o aborto, e ninguém menciona o quanto é violento para a mulher, o quanto é danoso para seu equilíbrio de ser racional.
Da janela do meu quarto vejo um cercadinho no quintal vizinho, repleto de galinhas saudáveis e bonitas e um galo completamente lindo e dourado se sobressai no movimento cotidiano das aves, ostentando uma coroa carmim brilhante e enorme.
Observar sua rotina me faz pensar na impermanência da vida; ô bicho sem futuro, sem eira nem beira é a galinha! Por mais bela, e quanto mais saudável e fértil, mais consumível!
Perguntei à vizinha qual é o objetivo da manutenção do galinheiro, informou-me que é para obtenção de ovos, para de vez em quando matar e comer alguma galinha. E assim, por motivos nutricionais para o homem, acabam-se as chances da descendência natural para o galo sultão, são assassinadas suas esposas e ninguém no mundo há de mover uma palha para alterar a sanha carnívora, ovovípara dos donos das galinhas.
Eu penso que o feminismo defender a legalização do aborto, mostra que o movimento não é racional. Tantas bandeiras levantadas pelo feminismo vão tão contra a condição natural feminina, que ao analisarmos friamente não podemos deixar de concluir que é um movimento irracional, isto sim.
Se eu fosse governante, sendo mulher não poderia lutar pela legalização do aborto, liberaria se fosse a vontade da maioria, mas meu trabalho seria focado na valorização da racionalidade feminina, na valorização da feminilidade da deusa. Uma deusa que é companheira, ou individual, mas que respeita seu corpo como a um templo sagrado em que se celebra a vida.
Qualquer pessoa deve ter a capacidade de entender que um bebê existe após a fecundação, não dali a alguns meses.
Penso que a mulher lutar pelo direito a abortar é um monstruoso equívoco, que a luta deve ser pelo direito que ela tem, de receber informações claras desde a infância, que permitam que ela planeje quem ela será desde criança, se será mãe, ou não. 
Assim, como as coisas estão sendo pleiteadas, parece que a gravidez é um ovo, e nós nos importamos tão pouco pelo valor da vida, quanto as galinhas. Será que quem luta tanto para abortar livremente tem a capacidade de sofrer pela morte de crianças ou jovens, ou não relaciona?
Será que para ter uma pintura linda no quarto eu abortaria uma gravidez que me impediria por questões monetárias, de tê-la?
Eu devo lutar pelo direito de matar uma criança que se forma em meu ventre porque quero fazer sexo sem ter o cuidado para que a fecundação não aconteça?
E se eu me cuido através de métodos anticoncepcionais, e ainda assim acontece por acidente uma gravidez indesejada, isso sinaliza que eu estou apta a dirigir o automóvel da minha sexualidade?
Legalizar o aborto quer dizer que os cientistas podem parar de tentar encontrar o método cem por cento ideal?
O sexo, sim, leva a procriação, se eu sei disso, praticá-lo por amor com os devidos cuidados não torna o prazer maior?
Eu sei que vivemos longe das condições ideais, as mulheres com menos condições de criar filhos ainda são as que mais engravidam, mas se tomarmos o caminho da banalização dos crimes contra a vida, um dia chegaremos às condições ideais? 
Esta eu respondo com segurança e tristeza: não.
 

05 junho 2014

Um pesadelo com Hannah Arendt

Hannah Arendt aprendeu com a mãe a emocionar-se 
Com a vida a filosofar-se 
Eu não apreendo com Hanna Arent
Que tinha boca e a cara amargas
Que tinha a vida amarga do amor pesado
E todos dizem que eu, por ser mulher, deveria 
curvar-me perante 
Ana Arendt
Em um mundo que premia a crueldade e a chama realidade
que forma círculos entorno de mitos e agrega peso aos conteúdos irreverentes. 
Muito pesado, o mundo de Hanna Arent
Que aos sete anos de idade consola os outros pela perda do próprio pai:
Homens morrem, é natural.
Até quando finjo que me importa, a opinião de Hanah Arendt 
não entra em mim
Não se acopla e eu me culpo: Me desculpas?
E ela escorrega como uma pedra pesada dos meus braços humanos, 
Hanna Arendt é o tipo de mulher que pesa para a vida de mulher que sou
E eu não a consigo carregar, nem ler, 
nem esculpir é possível, já que é fechada em si,
mas eu a aceito e assisto sua verdade, 
A verdade de Hannah Arent é tão bela sendo dela, mas
Deus me livre
de aprender a ser uma mulher de basalto - um monstro sagrado 

Esta noite sonhei que Hnnah Arendt era uma aranha preta com presas enormes
Estava encurralada com ela em um pequeno porão
Ela cravou as pinças no dorso da minha mão enquanto eu tentava afastá-la para proteger filhotes que ela perseguia. Mesmo assim ela feriu um.
Um mito...Annah Arendt - uma quimera!
Mas é claro que devemos ter medo de não gostar de Hannah Arend!

Esta foto foi feita por Satva Horaci, fui fotografada durante a realização de uma instalação na Bienal de São Paulo deste ano(2014, então), em um ciclo de palestras e atividades sobre as Bienais anteriores.

06 março 2014

NASA ivestiga para aprimorar equipamento após acidente ocorrido com Luca Parmitano


Em 16 de julho de 2013, o astronauta pesquisador italiano, Luca Parmitano, vestiu seu terno de EVA personalizado, e, munido de equipamento de respiração e proteção contra os raios solares, saiu serelepe, pronto para o trabalho extra-veicular na Estação Espacial Internacional.
Bem faceiro e investigativo, percebeu que algo deu errado quando seu capacete pressurizado começou a acumular gotículas de água no interior do visor. 
Avisou o comando terráqueo e o comando mandou que experimentasse seguir em frente. Em 30 minutos o capacete encheu-se com aproximadamente um litro de água impossibilitando a visão e respiração de Luca, que foi conduzido para o interior da Estação pelo colega de missão.
Agora, tudo em paz, o astronauta em casa e com saúde, a NASA instituiu um processo investigativo que já perfaz 222 páginas que aponta para a situação emergencial na revisão e substituição dos trajes e demais equipamentos, para que façam frente aos avanços que o preparo do pessoal e empenho no alargamento das fronteiras já sondadas, possibilita.
A NASA tem feito sua parte na otimização de gastos e na implementação de acordos com empresa privadas para ampliação e manutenção dos projetos, bem como no desenvolvimento de novas tecnologias e missões, mas e agora? Ao Congresso americano cabe o apoio substancial na forma de liberação de subsídios para a manutenção digna da plataforma NASA. 
O Presidente Obama já declarou seu entusiasmo com o avanço de novas fronteiras e pesquisa de ponta.
Mas não há grandes viagens sem verba, e o pioneirismo no espaço exterior, que é um campo amplo para pesquisas inovadoras e descobertas que trarão o avanço em áreas vitais como equipamentos médicos e novas tecnologias, não abre possibilidade alguma para a improvisação no que concerne a segurança do elemento humano envolvido. 
No espaço, o negócio são os números exatos, e o respaldo deve vir de ciência e de tecnologia testada e aprovada, para somente então, seguro no instituído, para não dizer na instituição, descobrirmos onde se escondem os ETs...ou não.

Vídeo incorporado, retirado da TV ASI- Agência Espacial Italiana

24 fevereiro 2014

Carta Pública de Yoko Ono aos Pescadores de Taji, com cópia para o Ministro Japonês, Sinzo Abe

Caros pescadores japoneses de Taiji,

Eu entendo como você deve sentir-se sobre o Ocidente estar com raiva da captura e abate de golfinhos tradicional. 

Mas essa tradição foi feita apenas quando o mundo, e pescadores japoneses não estavam conscientes de quão mal faria para os Dolphins. 
Tenho certeza que você já ouviu falar de tantos discursos em que todas estas coisas têm sido discutidas. Então, eu não vou te aborrecer com isso.
Mas eu acho que você deve pensar nesta situação a partir do ponto de vista da grande imagem do Japão, que passou por tempos difíceis recentemente. 

E precisamos da solidariedade e ajuda do resto do mundo. Isto dará uma desculpa para os países grandes e seus filhos na China, Índia e Rússia para falar mal do Japão quando deveríamos estar comunicando o nosso forte amor pela paz, não a violência.
Estou certa de que não é fácil, mas por favor, considere a segurança do futuro do Japão, cercado por muitos países poderosos que estão sempre procurando a chance de enfraquecer o poder do nosso país.

O futuro do Japão e sua segurança depende de muitas situações, mas o que você faz com os golfinhos pode agora criar uma péssima relação com o mundo todo.

A maneira que você está insistindo em uma grande celebração de matando tantos golfinhos e sequestrando alguns deles para vender para os jardins zoológicos e restaurantes neste momento politicamente muito sensível, fará com que as crianças do mundo sintam ódio pelos japoneses.

Por muitos, muitos anos e décadas, temos trabalhado arduamente para receber a verdadeira compreensão dos japoneses do mundo. E, por causa do nosso esforço, o Japão é agora respeitado como um país de boa energia e engenhosidade. 

Isso não aconteceu sem os nossos esforços de muitas décadas.

Mas o que nós apreciamos agora, pode ser destruído, literalmente, em um dia. Eu imploro a você para considerar nossa situação precária após o desastre nuclear (que poderia muito bem afetar o resto do mundo, também).

Por favor, use tato político e cancele o festival, que será considerado pelo resto do mundo como um sinal de arrogância japonesa, ignorância e amor por um ato de violência.

Obrigada,


Yoko Ono Lennon 
20 de janeiro de 2014

com cópia para o primeiro-ministro japonês, 

Shinzo Abe.

Você pode encontrar a carta original 
no site da Yoko, Imagine a Paz:
http://imaginepeace.com/archives/20166

15 fevereiro 2014

Ações nas bolsas reais, sapatos, viagens espaciais, infra-estrutura,ecologia, aviões, agricultura, educação ciência tecnologia...

Aqui é o rio, mas ali está o mar. Os bebês nascendo, (talvez mais um para Kate Midleton), o primeiro kit para montagem caseira de um robot que se ajusta de acordo com a tua especificação (tamanho e formato flexíveis) sendo vendido por uma empresa norueguesa... Enquanto assistimos o início da virada no mundo dos negócios, menos papéis, mais ação real, e, vindo à luz muita gente endinheirada da qual nunca se ouviu falar.
Simples!
Vislumbramos um futuro em que será mais rentável investir no mundo do que nas ações atuais. 
A riqueza circulando a beneficiar mais gente.
Mais gente beneficiada adquirindo cultura e comprando a educação de qualidade, nem que seja por desejo de status, tendo como reação adversa
o controle da natalidade - consequência natural da evolução. 

Foto: Rio Tramandaí, na minha província, a do Rio Grande do Sul, exatamente onde o rio encontra o mar, onde Guiuseppe Garibladi lançou seus lanchões rumo a Laguna, durante a Revolução Farroupilha, 
fiz em 07 de fevereiro de 2014.


07 janeiro 2014

O Enigma das Pirâmides, por J A Lopiz


"Em todos os textos da história da Matemática repete-se monotonamente, como verdade firmada concretamente, que os egípcios não passaram do simples empirísmo nas concepções matemáticas visto como a geo,metria deles destinava-se em todos os casos a mensuração do solo, isto é, aplicava-se a  a finalidade prática.
Na realidade, se julgarmos os conhecimentos matemáticos dos egípcios pelos poucos textos que chegaram até nós, a Matemática deles era bastante primitiva. Assim por exemplo, Neugebauer salienta que a maior conquista da Matemática egípcia de todos os tempos foi o conhecimento da tabuada de multiplicar por dois. Os babilônicos possuíam tabuadas completas de multiplicação - semelhantes à conhecida "tabuada pitagórica" do ensino infantil - mas os egípcios, nem mesmo até aí chegaram, porquanto, o processo para multiplicar que usavam consistia em sistema engenhoso que permitia a multiplicação por qualquer número somente com o conhecimento da duplicação. Na minha opinião, o que o papiro de Rind revela neste sentido nada mais é do que a prova de observação de Platão que os egípcios haviam conseguido elevada perfeição didática, ensinando às crianças a Matemática como se estivessem brincando. Neste sentido tomo a liberdade de recomendar aos mestres modernos o processo egípcio da multiplicação, porque conduz ao aprendizado da Aritmética sob forma divertida que ensinaria ao mesmo tempo às crianças a essência do método matemático: a economia de princípio. Não acredito que os arqueólogos do futuro seriam justos para conosco se julgassem dos nossos conhecimentos matemáticos pelos textos do jardim da infância. Possuirmos tão-só textos de ensino infantil não significa que fosse esse o nível mais avançado alcançado pela Matemática desse povo - tão admirado pelos gregos.
Contudo, se não possuímos provas para  julgar dos níveis mais elevado alcançado pelos egípcios na Matemática abstrata, em compensação as obras em pedra que nos deixaram permitem apreciar a capacidade que possuíam na mensuração."

Extraí o trecho acima do livro de J a Lopiz, O Enígma da Pirâmide, traduzido para o português por Jacy Monteiro, e publicado pela Hemus. 
Nesta obra, Lopiz, nos conduz a uma expedição vívida para o estudo meticuloso das pirâmides e especialmente de alguns sarcófagos. 
Ele comprova e obriga até aos mais renitentes e obstinados, que insistem em negar ao povo antigo egípcio a posse e utilização de aparato tecnológico muito avançada até mesmo para a nossa época, a concordar, que sem o emprego de tecnologia, primas óticos e aparato de laser especialmente em alguns sarcófagos, não haveriam  os egípcios logrado a perfeição alcançada.
Em um ponto do livro, Lopis assusta pelo poder de síntese, me pergunto onde estamos com a mente, porque insistimos neste círculo estúpido de negação? É por não admitir o "corte" que deve ter ocorrido antes do período que conhecemos, de florescimento da civilização egípcia, não admitir diante da pedra documental que a  humanidade já andou muito adiantada, mas que o corte, ou dilúvio, nos jogou num mundo sem os avanços tecnológicos dos quais já desfrutávamos com naturalidade. Donde recomeçamos...
Hoje já é consenso que a grande pirâmide é muito mais antigas que as outras, e que a semelhança entre elas está apenas no formato, já que a mais antiga, a de Queóps é excepcionalmente superior e obra de autores mais refinados e capazes. Mas continuar não admitindo? É como se a negação nos salvasse de algo assustador demais, mas que mesmo as crianças podem encarar com naturalidade.
Ainda não concluí a leitura do livro, que em função do desenvolvimento de cálculos técnicos em determinados pontos torna-se agreste para mim, mas recomendo muito sua leitura. Veja, o que o autor martela sobre os dedos gerais:

"A conclusão da análise arqueológica, baseia-se, portanto, em fatos e por isso, Kees e outros arqueólogos consideram como se produzida pelo acaso a orientação geodésica exata das pirâmides.
Como sempre acontece, a análise tecnológica conduz à conclusão oposta. Observando-se a Tabela 1 dos erros de desvio em relação ao meridiano, para as pirâmides verifica-se que, com exceção da de Zoser, o erro médio quadrático de orientação de oito pirâmides não excede 8' de arco e isto, conforme pode confirmar qualquer agrimensor, não pode ser produto do acaso. Na orientação das bases  meridianas em Agrimensura moderna a operação executada com teodolitos apresenta erros desta ordem, que os cadastros internacionais aceitam. Com efeito, os cadastros oficiais admitem, para o fechamento de polígonos em Agrimensura, um erro de 0,3% que corresponde aproximadamente a 10' quando se traduz para erro angular."

Figura acima, o Delta, primeira letra do alfabeto grego. fotografei de meu caderno de desenho.


06 janeiro 2014

Ilha de Páscoa, ou Matakiterani

O estudioso Francis Mazièri passou dois anos na Ilha de Páscoa. Por via marítima, sua expedição saiu da França no dia 11 de novembro de 1962. Suas pesquisas, na Ilha da Páscoa (ou Matakiterani) foram facilitadas pela presença de sua esposa na tradução e interação com os nativos. A esposa de Francis era uma autêntica havaiana.
O resultado destes da investigação pesquisa ele publicou no livro que chamou "Fantástica ilha de Páscoa". 
Li o livro nos últimos dias de 2013 e fiquei admirada pelas conclusões a que Francis chega, estarrecida pelo relato do estado de violação dos direitos humanos em que o governo do Chile mantinha os nativos. Mas é quando Francis faz no final da obra um apanhado da sabedoria preservada oralmente pelos reais donos da ilha, que minha admiração cresce, tenho estado com muita vontade de compartilhar convosco esta síntese, que segue aqui:
"Sabendo da existência dessa raça pré-diluviana e não duvidando do seu conhecimento superior de um mundo absolutamente diferente, certas informações que recebemos a cerca da Ilha de Páscoa e que tivemos autorização para transcrever parecem dever ser aqui comunicadas com lucidez, mas sem nenhuma hesitação.
Na sequência de longas conversas que entabulamos durante a noite nos nossos acampamentos, quando não só devíamos estudar uma galáxia aparente, mas principalmente observar a passagem frequente dos meteoros, foram-nos comunicadas certas coisas que transcrevo agora numa tradução literal, coisas que me parecem terrivelmente importantes.
Cito-as pela ordem por que me foram comunicadas.
*Os habitantes de Júpiter regularam os acordos dos planetas.
*A estátua levada para a Bélgica é uma das mais antigas, mas a força foi-lhe tirada completamente.
*O primeiro planeta que os homens conheceram é Vênus.
*O nosso corpo não pode resistir mais do que dois meses nos outros planetas.
*Todos os habitantes dos planetas adoram o Sol.
*Poucas estrelas são habitadas.
*Existem entre nós pessoas que não podemos ver.
*Uma placa muito sagrada foi roubada à Ilha de Páscoa e a aldeia em que essa placa se encontrava foi destruída pelo fogo.
*A corrente elétrica e a luz de Vênus são produzidas pelo ar.
*Dois planetas, Júpiter e Marte não têm luz própria, tal como a Terra.
*Não há ventos.
*Só a Terra é habitada por homens de cores diferentes.
*Há um único Sol e ninguém pode viver lá.
*A Lua é habitada.
*Existe um planeta sem plantas nem terra, formado apenas de água e de pedras.
*As formas humanas que ai vivem são diferentes nascem da água.
*Neste planeta existem minas de metais diferentes dos nossos, especialmente um metal único, mais fino que o ouro, de cor verde-negra-azul-amarela-vermelha.
*Nesse planeta existem minas de metais diferentes de ferro.
*É preciso furar a crosta de ferro por meio de um fogo de pedras para atingir o metal.
*O metal fica muito fino por meio do fogo de pedras e de água. Pode ser empregado como tecido.
*A ilha de Páscoa foi diferente. Não havia chuvas, mas sim jorros de água que brotavam da terra. Tinha a mesma forma, o clima era muito quente e cresciam nela plantas enormes.
*A primeira raça que a habitou existiu em duas ilhas da Polinésia, numa parte da Àsia e numa parte da África sobre a qual vivem os vulcões.
Uma das Ilhas recebeu em herança o poder morto na Ilha de Páscoa.
*Nesta ilha, único lugar do mundo onde isso ainda sucede, ainda existem alguns exemplares da árvore antiga que crescia nas quatro partes do mundo.
*A árvore da vida não dava frutos.
*Há milhares de anos, a pedra de Rano-Raraku era diferente e dura. Foi a mudança de clima que modificou a contextura da rocha.
*Havia vários animais na ilha de Matatikerani.
Os vulcões apareceram na época da primeira raça.
*Em primeiro lugar surgiu o Rano-Aroi, em segundo o Rano-Kao, e, terceiro o Rano-Raraku, mas a sua vinda é separada por numerosos anos.
*É tudo o que sabemos!

Este é quase o encerramento do livro de Francis Mazièri, traduzido para o português por Maria Luiza Trigueiros e publicado pela Livraria Bertand em 1973
Sabemos que algumas afirmações destes tópicos são escandalosas, mas tenho razões de foro íntimo para publicá-las e pedir que leias com atenção, posto que parte delas se confirmarão. Admiro e aguardo com muita atenção o desenvolvimento do trabalho de seriedade e transcendental importância realizado pela NASA e agências espaciais do mundo todo.
Sigo sua página no Facebook e sugiro que o faças também.
Há muita atividade e novidades diárias no campo tecnológico e científico espacial. As informações guardadas como conhecimento místico e esotérico, creio que andam a facilitar a vida dos cientistas mais bem formados em espiritualidade.
Vamos em frente?